É numa estrutura confortável que o paciente da clínica do Dr. Cláudio Dias é recebido para uma sessão com a máquina CM Slim. Silenciosa e totalmente indolor, é até difícil imaginar que esse aparelho de ponta é capaz de estimular os músculos do corpo através de um campo eletromagnético. Bastam alguns minutos com o corpo relaxado para o equipamento trabalhar, por exemplo, o equivalente a 20 mil abdominais em quase 30 minutos, dentro de um protocolo estabelecido para cada indivíduo.

Essa personalização faz o resultado ser visto já na quarta utilização. É que o procedimento tende a ser associado com as necessidades de cada pessoa. “Há quem chegue com uma ideia pré-estabelecida na cabeça, mas a gente identifica questões como a flacidez da pele. E, nesse momento, faremos um tratamento em paralelo ou o mais adequado para o contexto”, explica o médico Cláudio Dias, que não dispensa esse olhar clínico sobre todas as situações. Por mais prático e objetivo que seja o CM Slim, ninguém é direcionado a ele sem passar por uma avaliação médica. Dessa forma, a melhoria não é só estética, mas, principalmente, de qualidade de vida.

COM O APOIO DA TECNOLOGIA

Não à toa, a clínica localizada no RioMar Trade Center, em Boa Viagem, zona Sul de Recife, assim como a clínica em São Paulo no bairro de Higienópolis, sempre apostaram em ferramentas de última geração. E, dessa vez, não seria diferente. “É a última novidade no âmbito de remodelação corporal, atendendo várias necessidades ao mesmo tempo. Faz o estímulo muscular, provocando força e hipertrofia do músculo. Durante esse processo de treino induzido pelo campo magnético, ele também é capaz de queimar calorias”, explica o Dr. Cláudio. Segundo estudos do próprio fabricante, há uma tendência para redução aproximada de 20% de gordura localizada e um aumento de volume muscular previsto a 20%. “É especialmente útil nesse período em que ainda vivemos com bastante restrição de convivência para atividades físicas em grupo, enquanto você pode fazer um treino intenso e com segurança dentro de um consultório”, resume.

As contraindicações são mínimas, incluindo gestantes, pessoas com próteses de joelho, de quadril ou outras próteses metálicas, além de portadores de marca-passo. Essas pessoas passam por uma triagem prévia na busca do que seria mais adequado. Para quem está liberado de usar a máquina, diversos protocolos se encaixam entre queima de gordura, controle de peso e definição muscular, que não precisam, obrigatoriamente, ser apenas no abdômen. Mas também em locais como glúteo, pernas, bíceps, panturrilha, deltoides e até panturrilha – tão difíceis de desenvolver no exercício comum. 

“Isso inclui gente que quer potencializar o treino, quem ficou muito tempo parado e quer dar um gás, ou pessoas com algumas restrições. Alguém com cirurgia no joelho e não pode sobrecarregar a articulação dessa área em uma atividade física. Afinal, essa é uma tecnologia eletromagnética, que já existe há alguns anos dentro da recuperação física pós-cirúrgica. Porém, adaptada para a abordagem estética”, explica. Só não misture o conceito com aqueles antigos choquinhos, utilizados em treinamentos motores, úteis para estimular o músculo. Ainda segundo o Dr. Cláudio, depois de um tempo o músculo fadiga com essa sensação de choque. “Nesse, você sente apenas a contração. Ele tem uma programação que vai da contração supramáxima, que seria além do que você consegue normalmente na academia. Algo como a contração próximo de uma câimbra. Mas sem dor, apenas o músculo apertando”, ressalta. Se for da vontade do paciente, ele pode ir à academia no mesmo dia, só não poderá trabalhar a região que acabou de levar o estímulo, uma vez que o músculo precisa descansar por, pelo menos, 24 horas.

A máquina é coreana e chegou ao Brasil no final do ano passado. Por aqui, está há poucos meses. Ela também é utilizada no consultório do Dr. Cláudio em São Paulo, sempre atraindo a mesma porcentagem de homens e mulheres. É esse cuidado com o bem-estar, especialmente numa época em que corpo e mente chamam tanta atenção, que vem agregando pacientes com necessidades distintas. 

A clínica, aliás, tem expertise suficiente para isso. Com mais de 15 anos de formação em medicina e vários cursos de pós-graduação, o carioca Cláudio Dias expandiu o seu olhar para a questão estética, lidando com os problemas de pele, perda de cabelo, entre outros sinais que podem indicar uma espécie de patologia. “Por isso, o público é muito amplo e vai de jovens de 12 e 13 anos até idoso de 95 anos. Os homens também estão frequentes. Aqui, eles entendem que a estética, quando introduzida com bom-senso, também está ligada à saúde”, conclui.

Texto Edi Souza / Fotos Bruno Maia

Modelo Tony Rodrigues