
André Dias é ator, cantor e diretor, com uma carreira marcada por atuações de destaque no teatro, na TV e no cinema. Ganhou projeção nacional ao interpretar o guru Groa, em Segundo Sol, e o mordomo Patrício, em Novo Mundo, na TV Globo, além de participar de produções como Passaporte para a Liberdade, JK, As Cariocas, Babilônia e A Regra do Jogo. Nos palcos, acumula indicações e prêmios por personagens como Olavo Bilac, em Bilac Vê Estrelas; o protagonista de Ou Tudo Ou Nada (The Full Monty); e Dr. Dreyfus, em Se Meu Apartamento Falasse. Também integrou o elenco de Mamma Mia e viveu Franz Kafka em Kafka e a Boneca Viajante, papel que lhe rendeu nova indicação ao Prêmio APTR. No cinema, participou de O Xangô de Baker Street e interpretou Emmanuel em Chico Xavier. Atualmente, protagoniza o deus Dionísio no musical Espelho Mágico, ao lado de Marcos Veras e Eliane Giardini, espetáculo que celebra os 60 anos da TV Globo. “É um privilégio contracenar com Eliane Giardini e Marcos Veras, um renascimento pessoal através do teatro. Tão significativo ser um homem de Teatro e ser convidado para representar o Deus dessa Arte que tanto amo.”, afirma André.
Você teve uma excelente visibilidade na mídia, quando interpretou o guru Groa, ao lado de Giovanna Antonelli, na novela Segundo Sol. Quais as boas lembranças que você guarda dessa dupla? Como é a relação de vocês até hoje? A química com a Giovanna foi instantânea, dentro e fora da cena. A amizade entre Groa e Luzia é lembrada até hoje e fez muito sucesso junto ao público. Giovanna, além de ser a atriz e empresária que é, é também um grande ser humano e se tornou uma amiga muito querida.
Você é espírita? Como foi interpretar o espírito de Emmanuel, no filme Chico Xavier? Você se identificou com algo no filme? Fui criado na Igreja Católica, apesar de parte da minha família ser espírita. Emmanuel foi um enorme desafio na medida em que não havia registros de sua imagem. O privilégio – e o desafio de contracenar com um ator do calibre de Nelson Xavier, num primeiro momento foi pouco intimidante, mas conforme as gravações foram acontecendo, eu me senti mais confiante para absorver e aprender tudo o que pude com Nelson Xavier e o Daniel Filho. Olha só que privilégio!!!!

Um outro papel de destaque em sua carreira, foi o mordomo Fabrício, em Novo Mundo. Como foi fazer um vilão? Novo Mundo foi um trabalho inesquecível. Patrício era um mordomo pernóstico e insuportável. Interpretar um vilão cômico é um verdadeiro deleite, pq as possibilidades são infinitas, ainda mais numa obra aberta.
Você é um ator muito premiado no teatro musical, já tendo participado de vários espetáculos importantes. O que a música representa em sua vida? Provavelmente? A maior das artes. A música transcende o palpável, e desafia a nossa percepção de concreto e abstrato.
Qual foi o prêmio que mais te marcou ao longo de sua trajetória artística? A indicação ao Prêmio Shell por Avenida Q e o prêmio APTR, de melhor ator coadjuvante, por Era no Tempo do Rei.
Atualmente você protagoniza o musical “Espelho Mágico”, que comemora os 60 anos da TV Globo e interpreta o Deus do teatro. Conte-nos um pouco mais sobre esse personagem e o que o público pode esperar para ver no palco. Podem esperar muita confusão e muita gargalhada. Criei um Deus patético, engraçado e lógico um pouco bêbado. Ele entra para trazer alegria e leveza ao processo de criação.


Você atua ao lado também de grandes nomes da dramaturgia, como Eliane Giardini e Marcos Veras. Como está sendo esse encontro no palco? O jogo cênico entre nós três está cada vez mais apurado e mais divertido. Como se trata de teatro de revista temos uma enorme liberdade de improvisação rimos de nossos próprios erros eu criamos juntos cenas hilárias e emocionantes que vão cativar a todos. Um encontro abençoado pelos deuses do teatro. No caso eu! (risos)
Quais são seus projetos, próximos trabalhos, quando a temporada carioca da peça finalizar? Estou terminando de escrever uma comédia que deve ser produzida ano que vem e reestreio, em agosto, a nova temporada de Mamma Mia, no Rio de Janeiro. O resto eu não posso contar porque ainda é segredo. Vem mais coisa boa por aí!

Fotos Marta Santos


