Consagrada como atriz, aplaudida por suas interpretações, mas, ao mesmo tempo, inquieta e incansável em seu ofício. Mesmo assim, Andréia Horta não se cansa de se desafiar. É o caso do programa de entrevistas que ela apresenta no Canal Brasil que já segue para sua 3ª temporada. Fora isso, ela viajou, estudou e se descobriu ainda mais. E é o que queremos nessa nova entrevista com Andréia: descobrir um pouco mais dessa atriz talentosa e dessa mulher que tanto nos instiga. Queremos conhecer a mulher por trás da atriz. Até porque, ela acaba de estrear no teatro, tem um novo seriado e uma nova novela… Existe muito a descobrir sobre Andréia! Vamos descobrir!

Andréia depois de “Tempo de Amar, 2017, você voltará à TV no segundo semestre de 2020 como protagonista. Você acha importante esse intervalo para se dedicar a outros projetos e também para descansar a imagem? Como você vê isso e como usa esse tempo longe da TV? “Tempo de Amar” terminou em 2018 e, de lá pra cá, fiz duas temporadas de “O País do Cinema”, programa de entrevistas sobre cinema brasileiro que apresento no Canal Brasil. Estamos indo para a terceira temporada! Também fiz duas séries: “Elis” e “Colônia”. Fiz cursos, saí do Brasil pra estudar outra língua, uma peça de teatro… Enfim, não parei e, ao mesmo tempo, fiz coisas diferentes, pensei e aprendi novíssimas possibilidades!! Acho tudo isso fundamental, oxigena, revigora, ensina e mantém a fogueira acesa!

Como funciona a composição de um personagem para você? Uau! Talvez essa seja a pergunta da minha vida! (risos…) É quando mais existo! É uma qualidade de atenção e profundidade diferentes. Tudo da vida humana serve a um personagem. Eu sonho muito quando um personagem começa a ser construído, entendo muita coisa e, ao mesmo tempo, me torno um caos no melhor sentido. (risos)

O que te desafia em um novo trabalho? O que te motiva mais em querer fazer cada vez melhor? Os movimentos da alma humana, a criação de um gesto, a construção de uma memória. A beleza, o tormento, a dor, a força… Tudo novo a cada vez!

Falando em desafios, você encarou ser apresentadora do programa “O País do Cinema” que traz a trajetória do cinema nacional. Como foi, tem sido, essa experiência de apresentadora e entrevistadora dentro de um universo que faz parte do seu trabalho? Amo o programa e me faz muito feliz sentar ali para conversar. Faço parte da criação ao minuto final da edição. É muito rico escutar sobre o processo de criação das pessoas. O cinema inclui distintos processos e aprendo tanto… Tudo ali me interessa! Já passei por muitas gargalhadas e lágrimas naquelas conversas!

Como você avalia o cinema nacional? Estamos produzindo melhores longas? O que ainda falta? Fazemos um cinema riquíssimo e múltiplo, assim como nosso país. Um cinema maduro em narrativa e linguagem, cada vez mais. O que falta é melhor distribuição e mais incentivo, mais escolas e melhores formações.

Em breve você estreia a série “Colônia” no Canal Brasil. O que podemos esperar desse trabalho? Uma série em preto e branco retratando, através da ficção, um pedaço cruel da história do manicômio e o completo desrespeito ao direito humano.

No teatro você está estreando a peça “Foi Apenas Um Sonho”, inspirado no livro “Revolutionary Road”, escrito por Richard Yates em 1961, e estrelado por Leonardo Di Caprio e Kate Winslet em 2008. Como está sua expectativa para esse projeto? Expectativa de estar presente, respirar, escutar, sentir, pisar no palco de madeira que me criou, estar de volta ao mistério e ao poder do teatro!

O que te traz um sorriso no rosto? Alguém sendo original.

E o que te conquista e te aquece o coração? Humor, inteligência e delicadeza.