ESTRELA: ENTRE TELAS E NEGÓCIOS, A ASCENSÃO GLOBAL DE GABI LOPES

Com uma carreira construída com consistência desde a infância, Gabi Lopes se firmou como um dos nomes mais versáteis e estratégicos de sua geração no audiovisual brasileiro. Atriz, empresária e produtora-executiva, ela transita com naturalidade entre televisão, cinema e streaming, acumulando projetos de destaque e consolidando uma presença cada vez mais global. Dos primeiros passos na publicidade, ainda aos oito anos, à projeção nacional em Malhação – Sonhos (2014), Gabi ampliou seu alcance ao integrar séries de sucesso e produções cinematográficas relevantes, enquanto expandia sua atuação para os bastidores da indústria criativa. Reconhecida internacionalmente, a atriz soma prêmios importantes, como Melhor Atriz no FirstGlance Film Festival, em Los Angeles, e no Madras Film Festival, na Índia, reforçando sua força artística além das fronteiras brasileiras. Com um olhar apurado para negócios e uma trajetória marcada por protagonismo e inovação, Gabi Lopes representa uma nova geração de talentos que unem criatividade, visão empreendedora e alcance global. Nesta entrevista exclusiva para a MENSCH, ela fala sobre carreira, desafios e os próximos passos de uma jornada em constante ascensão.

Você começou sua carreira muito jovem. O que mais te motivava naquele início? O que mais me motivava naquele início é que eu nasci com a certeza absoluta de que eu seria uma atriz. Desde os meus quatro anos de idade eu falava pra minha mãe que eu queria estar na caixa preta, que era televisão. Eu alugava filmes na locadora eu falava pra minha mãe que eu queria ser aquela menina que na época era Dakota Fanning Mary Kate e Ashley – então eu sempre tive certeza absoluta de que eu seria exatamente o que eu sou mesmo, desde muito nova. Eu sei que chega a soar estranho mas é uma certeza que eu não sei explicar. Vem porém desde muito novinha mesmo. Eu falava pra minha mãe conforme eu fui crescendo: eu vou estar na malhação eu vou comer pizza com o Faustão eu vou estar nos programas de TV, nos jornais. Então, acho que a minha intuição foi o que mais me motivou eu tinha certeza que eu viveria tudo que eu vivo hoje.

Em que momento percebeu que queria ir além da atuação e também empreender? Conforme a minha carreira de atriz foi se desenvolvendo eu percebi que economicamente eu teria que ter planos BCD, porque infelizmente a arte não é muito valorizada no nosso país né e até hoje desde que eu sou criança, até hoje. Então realmente foi uma estratégia pra eu poder me sustentar e não ficar dependendo da arte, das respostas dos testes, e deixar esse lugar ainda com mais expressão porque a gente já vive numa pressão né , de: preciso passar nos teste preciso conseguir esse trabalho. Então pra tirar esse lugar eu realmente fui empreendendo e eu tenho que agradecer muito a internet nessas horas porque desde os 15 anos de idade eu ganho dinheiro através da internet. Antes do Instagram existir, mesmo no Twitter, eu já ganhava dinheiro com venda de tweets e com o trabalho da minha imagem para marcas, então acho que quando eu sai do aprendiz também, o aprendiz foi uma virada de chave na minha vida porque ali eu entendi o que eu realmente tinha que entender. Então eu já tinha uma produtora de cinema que eu abri com 19 anos, já me agenciava pros meus trabalhos de rede sociais, desde os 16 anos. Mas aí eu realmente saí do aprendiz ali os 24 anos de idade e comecei a abri várias empresas, vários negócios, escalar mais os meus negócios também. E aí eu entendi que realmente eu teria que ter plano a BCD.

Como foi a experiência de atuar em produções internacionais, especialmente em outro idioma? Inclusive ter ganho alguns prêmios internacionais. Atuar internacionalmente é uma honra e ao mesmo tempo extremamente divertido. São experiências novas e isso tira você da zona de conforto, faz você aprender novas habilidades, novos idiomas, eu acho que deixa tudo mais interessante sabe, então, acho que uma  das maiores honras e diversões que eu tive na minha vida foi atuar em japonês acho que foi muito divertido e uma experiência completamente diferente de tudo que eu já vivi. Eu lembro que eu fiz algumas aulas de japonês obviamente não deu pra aprender nem 1/3 do idioma, mas eu aprendi um pouquinho pelo menos, eu entendi como era a forma que ele se expressava, linguisticamente né, então deu pra entender um pouco  da estrutura gramatical do país e a cultura também. A minha professora falava bastante da cultura então quando eu fui pro set eu já estava mais ambientalizada naquele sentido. E aí foi mais tranquilo. Mas eu lembro que eu fiquei bem nervosa, mas foi muito divertido, acho que é muito bom quando a gente se joga na vida, e uma coisa nova, e essa é uma das coisas que eu mais gosto me aventurar. Atuar em inglês também é super legal e muito divertido mesmo. Eu faço muitos testes toda semana então eu estou sempre atuando em inglês, espanhol. Acho que uma coisa que eu gosto me tira da zona de conforto.

Entre televisão, cinema e streaming, qual formato mais te desafia como atriz? Olha eu acho que tanto televisão, cinema, streaming, eles têm uma linguagem muito parecida, entre aspas, mas todos eles são com a câmera então eles acabam sendo. Não acho tão desafiador sabe, eu acho que eu tenho uma relação muito boa com a câmera, desde nova, e eu me sinto muito confortável em frente as câmeras então pra mim é muito tranquilo parece que eu estou num quarto conversando com uma amiga. Pra mim é tranquilo. Agora, acho que faltou na sua pergunta, o teatro, e esse sim o formato que mais me desafia como atriz porque o teatro é um espetáculo que não permite ensaios a cortina está aberta é ao vivo. Eu acho que tudo que é ao vivo deixa a gente muito mais extenso porque a gente sabe que é uma oportunidade. Então realmente desafia muito a gente. Acho que o teatro é o que mais me desafia mas ao mesmo tempo eu acho muito espiritual então eu acho que a gente está se curando sabe, eu acho muito especial sem dúvida nenhuma. O teatro é o que mais me desafia em formatos que o meu trabalho me permite trabalhar.

O que você busca ao escolher um novo projeto para atuar ou produzir? Eu sou muito movida desafios, pra mim a vida ela é baseada em borboletas no estômago, sair da zona de conforto me sentir desafiada. Quando eu olho pra roteiros e o que eu mais busco ali – começo a assistir o filme assistir as cenas conforme eu vou lendo na minha cabeça e eu começo a imaginar se aquilo vai ser desafiador se aquilo me deixa empolgada enquanto eu estou lendo. Eu gosto de fazer personagens complexos, profundos, com alto nível de carga dramática, com cenas desafiadoras, ação, drama forte. Como atriz é isso que eu busco. No nível de produção já é diferente, eu já olho para o lugar com cabeça de produtora mesmo. Lugar mais comercial tipo: meu Deus do céu esse projeto ele é um produto ele vai ser mais fácil de ser comercializado ele mesmo do que com uma visão artística. Mesmo que a gente faça com olhar completamente estético, ainda assim, eu preciso entender se ele vai ser um projeto, um projeto vendável, porque é isso né, todo mundo me procura a todo momento: dizem eu tenho um roteiro você topa produzir? E eu sempre olho para os roteiros, enquanto produtora e entendendo se através do meu feeling se aquele projeto é interessante e vendável.

Como é equilibrar a carreira artística com seus negócios e investimentos? Eu brinco que eu sou muito atriz na minha própria vida sabe, eu tenho diferentes personagens e exerço eles de acordo com o momento pede. Então, quando eu estou como empresária eu estou numa outra energia, eu estou mais analítica, eu estou mais séria ali. É um momento que eu realmente procuro estar inventiva, criativa, mas ao mesmo tempo uma cabeça muito mais tática, operacional. É hora de ativar aquela personagem e quando eu estou no momento mais atriz eu já coloco muito mais a minha Skin sensível, artística, criativa inventiva, mas muito mais profunda e é uma sensibilidade artística mesmo intuitiva né pra gente fazer as escolhas na hora de atuar. Então eu acho que cada Skin que eu tenho na minha vida, ela exige que eu tire uma personagem de dentro de mim e nós somos todos complexos enquanto seres humanos então nós temos vários personagens dentro da gente é só saber qual é o momento exato de ativar cada um isso é muito muito mais sobre postura e energia do que qualquer outra.

Qual foi o maior desafio que você enfrentou ao longo da sua trajetória até agora? E como encarou isso? O maior desafio que eu enfrentei ao longo da minha trajetória até agora sem dúvidas nenhuma foi essa minha mudança para o mercado norte-americano. Eu acho que em todos os sentidos, começando pelo visto né já é um trabalho complexo porque eu tive que realmente reunir todos os trabalhos que eu fiz desde criança. Então, desde essa complexidade de reunir todo meu material até o equilíbrio, até o controle da ansiedade da resposta sair foi super complexo. Também a questão de lidar com uma nova cultura em um novo país então tanto com o meu empresário a minha equipe que eu trabalho agora que é todo internacional até os diretores de casting que eu ia falar em inglês e que eu lido hoje que são norte-americanos. Alguns, inclusive o Ted da Europa, uma nova cultura né. Então é uma nova forma de atuar eu fiz por enquanto mais de três cursos, mas eu vou fazer muito mais ainda então uma nova maneira de atuar uma nova maneira de se comportar, uma nova maneira de trabalhar. Quando eu chego no set a postura, a forma que o mercado norte-americano espera receber os atores, é tudo completamente diferente. Sem dúvida nenhuma eu estou vivendo o maior desafio da minha vida desde que eu me coloquei na indústria de Hollywood.

De onde vem sua visão empreendedora dentro do mercado audiovisual? Na realidade eu abri uma produtora de cinema aos 18 anos de idade, na mesma época que eu entrei na Malhação, e aí eu já produzi um espetáculo de teatro né. Foi meu primeiro projeto ladrões de estrelas, depois eu produzi um curta-metragem, vende-se ilusões, e aí eu comecei minha carreira como produtora executiva também porque eu me senti muito limitada em relação à escolha de papéis. Eu sempre fui muito estigmatizada, os lugares onde me colocavam eram sempre os mesmos papéis. Eu não sei se é por conta de ser loira mas eu realmente comecei a me incomodar e aí eu queria mais do que aquilo. Então já que ninguém me via no lugar diferente porque não eu mesma não me colocar? Porque não eu mesma me colocar nesse lugar onde eu já me via com essa gama de possibilidades de personagens né? Então eu me tornei produtora muito por conta disso. Acho que a minha visão empreendedora ela vem muito mais empreendedora artística ela vem muito mais desse lugar de invenção mesmo. Eu queria me reinventar. E eu sei que eu estou onde eu me coloco, então eu quis me colocar em lugares diferentes de uma maneira que eu conseguia me ver e eu sabia que os outros não me viam. Então, fui desenvolvendo essa visão mesmo. Acho que tem uma coisa muito legal da vida que é você nunca tá pronto você se torna pronto no meio do caminho. Então primeiro, fui me colocando dessa maneira como eu queria ser vista depois eu fui estudar a produção executiva. Fui literalmente fazendo sabe e depois eu fui amadurecendo toda minha visão ao longo do caminho ao longo dos projetos. Daí eu comecei a produzir outros filmes, outros espetáculos, outros projetos, comecei a produzir projetos verticais também longas metragens, projetos internacionais, e aí eu fui me desenvolvendo como produtora executiva ao longo da jornada.

Que conselho você daria para jovens que querem seguir carreira artística hoje? O conselho que eu daria primeiro de tudo estude muito, mas entenda que não é só um curso, um momento. O estudo vai te acompanhar pra sempre na carreira, desde o início. Desenvolva a sua visão artística, mas nunca esqueça de desenvolver a sua visão empreendedora porque o mundo está cada vez mais competitivo e a gente acaba tendo que se produzir. Não digo nem de abrir uma produtora, produzir filmes, mas produzir a sua carreira, fazer a sua carreira acontecer, a gente tá onde a gente se coloca até mais do que nunca é muito importante saber se colocar e quando. Que você tem o seu talento lapidado também de acordo com seus estudos e a sua visão.

O que ainda falta conquistar na sua carreira — tanto no Brasil quanto no exterior? Eu sou muito nova né, então mesmo tendo 24 anos de carreira artística eu ainda sou muito nova sendo que tem muita coisa pra conquistar e eu estou com uma sensação engraçada não sei se é porque, eu estou recomeçando nos Estados Unidos, mas eu estou com uma sensação de que eu estou no meu início. Eu ainda sinto um início sabe. Então ainda falta muita coisa, tem muitos tipos de papéis que eu ainda quero fazer, tem muitos tipos de produção que eu ainda quero produzir, eu literalmente sinto que eu estou começando principalmente no exterior né, então eu acho que agora quanto mais você vai evoluindo tornando maduro madura né no caso, mais vontade de voltar e fala: nossa agora eu sei fazer as coisas! Então eu estou com uma sensação boa de que agora as coisas estão começando a partir desse ponto de vista da maturidade.

Qual sua maior vaidade (como mulher e artista)? A minha maior vaidade, essa pergunta é muito boa. Eu acho que como mulher, assim como eu sou uma mulher empreendedora, eu acho que fica muito esse lado de uma energia mais forte masculina também. Então acho que a minha vaidade a minha energia feminina. Tem dias que eu falo nossa hoje eu estou precisando de mais energia feminina e eu gosto de me arrumar de me produzir e eu amo me maquiar, fiz curso de auto maquiagem, então eu amo produzir sabe sentar na frente do espelho me arrumar literalmente é terapêutico. Eu gosto de fazer minha própria unha também, eu mesma fazia sabe eu me divirto eu sinto que eu estou exercendo meu feminino. Então a minha maior vaidade seria essa como mulher que a minha energia feminina em ação seria minha maior vaidade e como artista quando eu estou num set, quando eu estou no set eu sei que eu estou no auge da minha vida quando o diretor fala ação e tudo começa eu estou assim no meu ponto alto da minha vida inteira eu me sinto muito bem.

O que uma pessoa precisa ter para chamar sua atenção? Olha com 31 anos, quase 32, eu posso dizer que o que uma pessoa precisa ter pra chamar minha atenção é uma energia magnética, mais do que nunca. Assim, eu não sou movida a físico eu não sou movida a barulho a bagunça, caos, eu gosto de energias leves, mais magnéticas sabe eu gosto muito de me sentir atraída por alguém e eu sei que hoje eu tenho essa compreensão que isso é muito mais um lado energético do que qualquer outra coisa, a pessoa precisa ter sem dúvida nenhuma energia magnética.

Quais os próximos passos? Agora os meus próximos passos é voltar pro Estados Unidos semana que vem inclusive, porque em breve vou rodar o meu primeiro longa metragem americano, como uma personagem americana, então eu estou muito animada. Já estou aqui com meu texto, já estou estudando fazendo a criação da personagem. E eu estou me divertindo muito assim, está sendo, nossa, eu consigo assistir a cena.  Agora o meu foco é voltar para minha vida nos Estados Unidos e eu estou sentindo muita saudade e óbvio eu sou muito grata ao Brasil, meu país, as pessoas daqui e a energia que eu tenho mesmo, que eu sinto. Inclusive fiquei um ano né lá nos Estados Unidos aí vim pra cá fiquei alguns meses e foi tão bom sabe, eu estou me sentindo completamente recarregada. Agora sim eu posso voltar pra casa.

Para conquistar Gabi basta… Voltando lá em cima, pra conquistar a Gabi basta ter uma atitude magnética não ter uma energia magnética, atitude e um bom coração porque eu realmente sou conquistada por pessoas, nos olhos da alma, e aí eu sinto que a pessoa é boa pra mim e tudo começa.

Modelo e Produção Executiva Gabi Lopes @gabilopess

Fotógrafo e Direção Criativa Matheus Coutinho @_matheuscoutinho

Filmmaker Felipe Kelven @eopex_

Assistente de Produção Brenda Fernandes @brendafernandess

Hair Stylist João Lom @joaolom

Makeup Artist Victor Hugo @beautybyvictorh

Assistente de beleza Diogo Carvalho @diogocarvalhomakeup

Stylist Leticia Sampaio @lesampaioo

Assessoria de Imprensa Fabiana Arruda @fabiarrudaup_

Créditos de moda @carlospenna.dsign @israelvalentimoficial @fernandabaiaooficial Locação

Agradecimentos: @box54garage