Quando pensamos nas grandes divas do cinema, verdadeiras musas clássicas, logo nos vem à cabeça uma mulher que tinha tudo a ver com esse clima refinado e encantado do cinema, a atriz e dançarina, Kristhel Byancco. Uma eterna musa anos 80 que já brilhou em programas humorísticos, espetáculos de dança e peças de teatro. Com a sedução que lhe é peculiar e a eterna simpatia, Kristhel respondeu às nossas perguntas e nos fez relembrar grandes momentos do showbiz. Conheça um pouco mais da “dadivosa” Kristhel Byancco.
Kristhel, o início da carreira foi como modelo ou atriz? Que momento foi decisivo para cada rumo? Em 1982, vim para o Rio de Janeiro depois de morar em Vila Velha (ES) para me tornar bailarina profissional, já que eu havia feito vários espetáculos através do grupo de dança, “Ballet Studio Dance”. Eliete Barbosa Laurindo. Quando estava cursando socila para me tornar uma modelo profissional. Aconteceu um grande BUM na minha vida profissional. O “Scala Rio”, uma produção de Chico Ricarey, com direção de Maurício Sherman, onde contracenei com Watuzi e Grande Otelo. Tornei-me a grande atração do espetáculo com meu número ousado e irreverente, “A gaiola das Loucas”. Uma mulher com movimentos agressivos de uma leoa, sendo perseguida por guerreiros e caçadores africanos. Com este número fui contratada da Globo para participar como modelo e bailarina em diversos programas como: Jô Soares, Chico City, inclusive o meu mestre Chico Anísio, que mais tarde chegou a escrever uma personagem para mim. “DADIVOSA” a mulher do “SANTELMO”. Portas e mais portas foram abertas.
Meu Deus, quanta diferença (risos)! É incomparável. Nos anos 80 eu era uma menina linda, cheia de sonhos, guerreira, brava, destemida, abusava da sensualidade. Explorava cada detalhe do meu corpo para expandir minha expressão de ser e existir. As minhas extravagantes gargalhadas era o anúncio da minha existência. O grito ao inverso do medo, tudo era maravilhoso, colorido, eu achava que todas as portas que estavam abertas eu poderia entrar. A juventude me fazia ir, pois nunca tive que trabalhar para sobreviver. Graças à Deus. Eu abusava nos meus gostos desde me vestir até nos carros que eu tinha. Eu era diferente, nunca deixei de usar saltos e nem batom. Acho que a única característica que permaneceu em mim nos dias de hoje foi o salto e o batom. Não conheci a maldade… Apenas desafios.
Qual foi a festa inesquecível daquela época que você não trocaria por nenhuma nos dias de hoje? Nenhuma, porque festas são apenas comemorações do momento e infelizmente o tempo não para. Nem mesmo nos glamour dos grandes devaneios ilusórios que envolvem uma “festa”. Tudo passa com o tempo e você não tem tempo para armazenar algo do passado. Foi assim que sobrevivi às grandes frustrações do século XXI. Tudo tem um porque, não importa a dor, o que conta para o Criador é o final do seu projeto. Assim ele pensou se fez. Quem poderá viver do passado na era do futuro relâmpago. Hoje não há tempo para o presente, tudo é passageiro, há não ser o que é eterno.
O que os homens ainda não sabem (ou teimam em não saber) sobre as mulheres? Que a mulher por mais que se mostre ser independente, livre, fugaz, auto-suficiente, são todas iguais querem ter um homem que apenas as amem e as protejam. Somos constituídas para sermos adornadas por todos os mimos inclusive nos abraços do seu amado.
Fotos: João RochaCoordenação de Produção e Assessoria: Márcia Dornelles – MD Produções www.mdproducoes.com
Beauty: Luciano Sousa
Kristhel Veste: Tony Palha
Locação: Tempo Glauber




