O costume de depilar o corpo não é algo que surgiu agora, atletas praticantes de natação e fisiculturistas sempre se depilaram independente de ser algum modismo ou por pura vaidade. Na natação um corpo sem pelos desliza melhor na água e no fisiculturismo realça os músculos para as apresentações. Se bem que atletas como David Beckham e Cristiano Ronaldo aderiram a esse costume e levaram a tendência para o futebol, e terminaram virando ícones dessa prática. Raspar os pelos aos olhos de alguns machões mais conservadores pode ser sinal de menos masculinidade e coisa de metrossexual, coisa que já foi ultrapassada há muito tempo. Aparar ou raspar os pelos antes de tudo é uma ato de higiene e cuidado pessoal. Por serem mais peludos que as mulheres os homens terminam tendo um acúmulo maior de suor devida à composição genética e hormônios masculinos. Para muitos homens, a masculinidade ainda se encontra na quantidade de pelos que se carrega. Pensamento antigo que hoje em dia está indo literalmente pro ralo junto com os pelos. Aparar os pelos não afeta a masculinidade de ninguém, muito pelo contrário até atiça a libido e desperta a atenção feminina. Sem falar no aspecto de higiene e bem estar.
Pelos retêm calor e dificultam a evaporação do suor, já que a função da transpiração é baixar a temperatura do corpo e evitar o superaquecimento, segundo o dermatologista Roberto Mattos especialista em depilação e coordenador do departamento de laser da Sociedade Brasileira de Dermatologia. Aparentemente vencer o preconceito é uma dificuldade maior que vencer a dor para muitos homens quando se pré-dispõe a encarar uma sessão de depilação. Porém o panorama está mudando e agregando cada vez mais adeptos, os que estão depilando o corpo todo. Os números comprovam essa tendência. Numa pesquisa encomendada pela Philips comprovou que 72% dos brasileiros fazem algum tipo de intervenção nos pelos do corpo. E ainda mostrou que os homens estão aparando, raspando ou depilando pelos inclusive (principalmente) da área íntima. Por exemplo, a depilação dos pelos pubianos foi aprovada por 90% das leitoras da revista NOVA. Clínicas estéticas cada vez se preparam para esse novo público e empresas investem em novos produtos nessa linha.MÉTODOS MAIS COMUNS
CERA QUENTE – Não é indicado fazer em casa, pois requer prática. O ideal é que você procure um centro de depilação que não reutilize a cera e faça uma esfoliação na região que vai ser depilada um dia antes. Atenção, pois pode causar encravamento dos pelos. Sendo também um método mais associado à incidência de foliculite e requer certos cuidados, como higiene total antes da retirada dos pelos e tomar cuidado para eliminar todo o resto da cera. Sem esquecer de hidratar toda a área depilada.ROLL-ON – O roll-on é um aparelhinho que aquece a cera e permite que ela seja passada com uma espécie de rolinho. Depois, a profissional gruda um papel especial na cera e o puxa, arrancando os pelos pela raiz. Os cuidados são os mesmos dispensados à cera quente: esfoliação um dia antes, hidratação depois.
FOTODEPILAÇÃO – Funciona da mesma forma que a depilação a laser, mas o feixe de calor usado é a luz pulsada. De acordo com Marcelo Bellini, não é tão eficiente quanto o laser, porque a luz pulsada não atinge a raiz do pelo. Mas é mais barata – a rede Não+Pelo, por exemplo, cobra R$ 60 por área a cada sessão (são necessárias em média oito). Também exige que se evite sol antes e depois das aplicações, que devem ser feitas em sessões com intervalo de pelo menos seis semanas. A manutenção é anual.
Seja qual for o método ou a região a ser depilada, ou aparada, o importante é se sentir bem com seu corpo independente de modismos ou rótulos.
Fonte: ALFA, VIP, GQ, G1, Saúde e Brasil, Philips
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