A notícia divulgada pela CBF de que o estilista Ricardo Almeida foi escolhido para criar toda alfaiataria da comissão técnica e jogadores da Seleção Brasileira para a Copa do Mundo repercutiu tanto nas redes sociais quanto no meio esportivo e na moda masculina. Muita gente se perguntando como seria isso e se o fato da marca assinar as peças fariam a seleção jogar melhor. Bem, se vão jogar melhor ainda não sabemos, até por que esse não é o uniforme de campo, mas certamente nossa seleção fará bonito na Rússia com muito mais classe e estilo.

Talvez muita gente não lembre, mas o traje mais formal não é novidade há muito tempo. Segundo o Coordenador de Seleções, Edu Gaspar, a ideia foi a de retomar uma tradição de quando a Seleção Brasileira seguia para a competição trajando ternos personalizados: “Desde o início da ideia quis um estilista brasileiro. Recebemos três excelentes projetos e optamos pelo Ricardo. Tenho certeza que chegaremos ao mundial preparados e bem trajados”, revelou Edu em nota divulgada pela CBF.

O costume — nome correto do conjunto calça-paletó — desenhado por Ricardo Almeida para a seleção será de lã fria em trama de fios nas cores azul-royal e preto, que resulta em um tecido azul-­marinho com efeito changeant, ou seja, ele muda sutilmente de tom conforme a incidência de luz. “Quis desenvolver uma modelagem para valorizar o corpo atlético, evidenciando o shape que cada jogador tem de melhor”, explicou Ricardo Almeida.

Um detalhe, que já é característica da grife Ricardo Almeida, o forro do blazer, vem cheio de simbolismos. Linhas amarelas compõem formas geométricas inspiradas no construtivismo russo. Salpicadas aqui e ali, encontram-se imagens das taças dos anos em que a seleção brasileira foi campeã. Para completar, a gravata de seda também azul super slim (de 4 cm de largura) dá o tom de elegância. Essa mudança da seleção para o terno bem cortado reflete um certo amadurecimento da profissão de atleta, e vai marcar um novo momento para a seleção no mundo esportivo atual.