Muito se fala da crise editorial hoje em dia, e em especial no Brasil. São vários títulos encerrando sua trajetória e outros partindo para o formato digital. Enxergamos como um momento importa para reposição das revistas no mercado atual. Se a revista de banca anda cada vez mais em declínio, a revista como produto premium anda cada vez mais em alta. Seja para entrega dirigida e gratuita, seja para seguimentos de luxo, arte e sofisticação. Uma bela prova disso é o “templo” das revistas (e livros) que existe em São Paulo, mais especificamente na Oscar Freire, 1128, chamado Prince Books.

Para conhecer um pouco mais desse mercado a da história da Prince Books fomos conversar com Luiz Santanna, à frente da loja e um apaixonado por revistas. De cara perguntamos a Luiz se a revista impressa vai acabar? “Nunca tive que responder tantas vezes a mesma pergunta, não, sempre será minha resposta.  Depois de 29 anos no mercado de livros e revistas, tenho convicção de que realmente ainda não será o fim, pelo contrário, nunca presenciei tantos títulos novos surgindo no mercado. A revista tem passado por uma transformação, os europeus foram pioneiros nesse formato, no Brasil já temos muitos títulos interessantes que surgiram nos últimos anos, com uma periodicidade diferenciada, bimestrais, semestrais ou até mesmo anuais, com assuntos direcionados para um público especifico (levado mais a sério esse quesito). Com um cuidado maior com as imagens, papel melhor, textos melhor direcionados, atraindo leitores pela visão, tato e até pelo olfato. Conheço muitos aficionados que adoram o cheiro do papel, inclusive tem um livro sobre a Chanel que tem o cheiro do perfume N5, a editora garante que o cheiro permanece no mínimo seis meses. A distribuição também é algo que os editores, principalmente menores começaram a perceber que era fundamental, uma das maiores distribuidoras de revistas importadas tem recebido muitos pedidos para distribuição de revistas nacionais, ao contrário das gigantes distribuidoras de revistas nacionais que na maioria das vezes não conhecem a fundo os principais pontos de venda, e assim distribuem sem nenhum critério os títulos, em uma região que tem uma movimentação de arte acabam deixando desabastecido de títulos desse assunto. Nessa mesma região onde a maior parte anda de bike, metrô, por opção e responsabilidade ambiental abastece de títulos de automóveis, esses são apenas alguns exemplos que na minha opinião levaram muitas revistas ao fim”.

REVISTAS MASCULINAS

“O segmento masculino também está em crescimento e reformulação, temos ótimos títulos, como a MENSCH, muitos clientes leitores de revistas de economia, política esportes tem comprado também esses novos títulos masculinos. Teremos muitas novidades no universo de revistas em 2019, podem aguardar, eu continuarei apoiando e contribuindo para o sucesso das nossas queridas revistas”.