Vai brincar Carnaval e quer ter uma Quarta de Cinzas bem? Fique atento a essas dicas dos farmacêuticos da Faculdade Pernambucana de Saúde (FPS), que nos orientaram sobre os cuidados e riscos ao misturar álcool e remédios ou ainda energético, antiácido, etc., durante a folia. Para quem faz algum tratamento (insulina, antiinflamatório, pressão arterial, etc) e quer tomar umas biritas na folia, cuidado redobrado. Ou para quem mistura energético e whisky para aguentar o pique, quer toma remédio para dor de cabeça para suportar mais dias ou para algum medicamento para torção, etc. Segue abaixo, algumas situações para se ficar atento e evitar estragar a festa.

Cuidados com os medicamentos para curar ressaca

Para comemorar o Carnaval, muita gente extravasa: são quatro dias de muita bebida, muita comida, noites mal dormidas e, para combater as respostas do corpo aos excessos, os foliões vão em busca de antiácidos, analgésicos e outros medicamentos para mal estar e enjôo. No entanto, é importante buscar orientação farmacêutica antes de consumir qualquer remédio, mesmo os que não exigem receita. A automedicação pode ser a vilã do organismo e, ao invés de salvar a curtição, pode deixar o folião de cama. Doses altas de paracetamol, por exemplo – indicado para dores de cabeça – podem ser muito tóxicas para o fígado, e produzir o efeito contrário: ao invés de amenizar a sensação de “cabeça pesada”, o órgão pode ficar ainda mais sobrecarregado e potencializar a dor. Anti-inflamatórios, por sua vez, curam dores de garganta e rouquidão, mas podem gerar gastrite, se consumidos em excesso.

Mitos e verdades sobre a interação entre medicamentos e álcool

Uma mistura perigosa que pode aumentar ou diminuir o efeito do remédio é a interação entre medicamentos e bebidas alcoólicas. Pode ainda alterar o metabolismo, ativar a produção de substâncias tóxicas, além de contribuir para a exacerbação dos efeitos secundários do medicamento, colocando a saúde em risco. Quase todos os remédios interagem negativamente com o álcool em excesso, porém, os antibióticos, antidepressivos, a insulina e os medicamentos anticoagulantes, consumidos juntamente com álcool, são alguns dos tipos mais perigosos.

Energéticos e bebidas alcoólicas formam interação perigosa

Os famosos energéticos foram criados para incrementar a resistência física, melhorar o estado de alerta mental, evitar o sono, estimular o metabolismo e ajudar a eliminar substâncias nocivas ao corpo. No entanto, quando o consumo é associado a bebidas alcoólicas se transforma em um coquetel perigoso para a saúde, podendo desencadear uma série de transtornos como convulsões, arritmias e morte súbita. Por isso, é importante estar atento(a) a esta mistura.

Bem, fiquem atentos e vamos curtir com moderação. Bom Carnaval a todos!