CAPA: ADRIANO TOLOZA, DE VOLTA AO BRASIL EM “TRÊS GRAÇAS”

Desde sua estreia na TV com a novela Viver a Vida (2013), na Globo, Adriano Toloza não parou mais e sua dedicação e talento o levou a voos cada vez mais altos. Depois de algumas novelas e séries no Brasil, ele foi passar uma temporada em Portugal que expandiu seus horizontes. Por lá já participou de 4 novelas e apresentou um programa. Entre muitas viagens terminou indo para o Irã onde aprendeu persa e atuou em alguns filmes de sucesso. Agora de volta ao Brasil, Adriano volta às novelas globais com um personagem intrigante, o Angélico na novela Três Graças. “Voltar à Globo com este projeto é muito importante pra mim porque foi lá que eu comecei minha carreira no audiovisual”, comentou ele ao longo desta entrevista exclusiva para a MENSCH que você acompanha logo abaixo.

Adriano, depois de uma temporada internacional você está de volta ao Brasil e à Globo com o personagem Angélico na novela Três Graças de Aguinaldo Silva. Como surgiu o convite para esse trabalho e como foi a preparação para o personagem? O convite surgiu da produção de elenco da Globo para fazer um teste. Algumas semanas depois fui avisado que fui aprovado. Fiquei muito feliz. Não participei da fase inicial de preparação porque meu personagem entrava no capítulo 40. Mas tive alguns encontros antes de gravar com a preparação de elenco e assisti alguns filmes como referência para me familiarizar com o universo do personagem.

Sua estreia em novela foi em Amor à Vida (2013), da Globo. E como é voltar agora às novelas da Globo tantos tempo depois? O que mais mudou nesse tempo todo? Voltar à Globo com este projeto é muito importante pra mim porque foi lá que eu comecei minha carreira no audiovisual. As primeiras novelas que eu participei foram nessa casa. Depois eu trabalhei em Portugal, no Irã, na Record, em streamings e fiz bastante cinema. Todos esses trabalhos me proporcionaram muito prazer e me fizeram crescer como ator e amadurecer como ser humano. Alguns deles ganharam prêmios muito importantes e foram aclamados pela crítica, mas nenhum deles teve o alcance de visibilidade de público que uma novela na TV aberta na Globo possui. Eu sinto que parte do público que acompanhou o início da minha carreira não assistiu  a maioria dos trabalhos que eu fiz. Sou mais reconhecido pelo meu trabalho em Portugal e no Irã do que no meu próprio país… Por isso é importante para mim agora retornar aonde comecei e depois de tudo que aprendi. Estou muito feliz. O que mais mudou foi o meu repertório. Ampliei meu conhecimento e me tornei um ator mais maduro.

Muita gente não sabe, mas você passou 7 anos morando e trabalhando em Portugal. Ao todo você já fez 4 novelas e apresentou um programa. Como avalia sua trajetória em Portugal? O que mais te chamou atenção? Foi uma trajetória linda e que ainda não terminou. Não tive grandes desafios em me estabelecer na televisão portuguesa. Por incrível que pareça foi mais fácil que na brasileira. Além de ser muito bem recebido tanto por meus colegas como pelo público. Atuei também com grandes atores brasileiros que passaram por lá como Zezé Motta, Silvia Pfifer, Gracindo Júnior, Marcello Antony, Lucélia Santos, Edwin Luisi, Carolina Kasting, Cristine Fernandes, entre outros. O sucesso das novelas em que atuei também ajudou a me estabelecer. A primeira delas que fiz em Portugal foi “Ouro Verde”, de Maria João Costa, vencedora do Emmy Internacional de Melhor Telenovela em 2018. O maior desafio foi depois que eu já estava estabelecido por lá. Depois de anos, quando já me sentia em casa, apesar de todo o acolhimento isso, me deu um pouco de saudades de casa. Acho que é algo inevitável. Acredito que qualquer imigrante, por mais que ame sua nova casa, passe por isso. Eu amo Portugal, as pessoas, os lugares, e pretendo continuar no “bate e volta” com o trabalho. Foi lá também que estreei como apresentador no programa “Somos Portugal”, uma experiência incrível. Nunca tive essa ambição nem sequer imaginei entrar nesta vertente. Mas, de repente, estava lá apresentando um programa ao vivo, viajando e entrevistando os portugueses em feiras de culturas populares. Foi uma delícia.

Que diferenças percebe no audiovisual de lá em comparação ao Brasil? Pretende manter esse pé lá e cá, ou foi só uma longa temporada? Não há grandes diferenças. Apenas alguns detalhes estruturais. O Brasil é um país maior, com um enorme público. Os estúdios são maiores e se produz muito mais. Em Portugal, por exemplo, não se filma novela nos fins de semana. A equipe conta com 4 diretores por novela, enquanto no Brasil são em média 6 ou 7. São alguns detalhes culturais ou estruturas, mas a essência é a mesma. A maneira de produzir, dirigir e atuar no audiovisual é muito parecida em todo lugar do mundo.

Soubemos que você chegou a gravar um filme iraniano, “Texas”. Uma produção iraniana gravada no Brasil. Como chegaram até você e como foram as filmagens no Brasil? O primeiro filme iraniano que participei foi “Texas”, filmado em São Paulo. Era uma produção iraniana filmada no Brasil, uma comédia de ação onde o choque cultural era o tema principal. Foi um filme  produzido para ser exibido no Irã. Eu interpretava um brasileiro, que falava português obviamente, e minhas falas foram legendadas ou dubladas em Persa. Foi uma experiência muito interessante filmar na minha cidade um longa iraniano com astros daquele país que vieram pro Brasil.

O filme fez tanto sucesso no Irã que ganhou duas continuações, ambas com você e gravadas no Teerã. Como foi essa experiência de gravar no Irã? O que ficou de aprendizado? Devido ao sucesso estrondoso do filme “Texas” no Irã resolveram fazer o “Texas 2” , no qual os brasileiros agora iam ao Irã e ocorria o choque de cultural inverso. Quando fui filmar em Teerã fiquei lá por dois meses e me apaixonei completamente. Foi muito surpreendente. Tive uma visibilidade no Irã que nunca tinha tido antes no Brasil, no sentido do reconhecimento e receptividade do público. Foi tudo muito emocionante. O Irã é um país lindo. Com uma cultura muito rica, pessoas muito boas, lugares paradisíacos, uma culinária que nunca vi igual e uma arte muito poderosa. 

Você terminou estudando persa para atuar usando a língua local. Como foi esse processo de aprendizado e que desafios te trouxe? Resolvi estudar a língua Persa para ampliar minhas possibilidades de personagem. Sabia que sempre seria um estrangeiro, como em Portugal. Lá nunca fiz papel de português, sempre de brasileiro. Portanto imaginei que aprendendo a língua Persa poderia atuar em mais projetos no Irã uma vez que têm muitos poucos estrangeiros no país, principalmente no meio audiovisual. Além de ter também me apaixonado pelo país e tive vontade de morar um tempo lá. Foi difícil no começo. Um outro alfabeto, cultura… É um processo de longo prazo. E quando eu comecei a aprender o básico e resolvi me arriscar na comunicação, me corrigiam  sempre. Isso não era agradável (risos). Mas eu resisti, insisti e fui me esforçando. Hoje já me comunico muito bem em persa e eles entendem o que falo. Ainda falta um pouco pra ficar totalmente fluente, mas quanto mais consigo me comunicar, mais me sinto estimulado a seguir em frente com os estudos. O quarto filme que atuei no Irã foi “Homem de Óculos”, este todo falado em persa, salvo poucas cenas em inglês por questões dramatúrgicas.

Ao longo de mais de 10 anos de carreira, já são 10 novelas (4 portuguesas), 8 longas metragens (4 iranianos), três séries e 7 peças de teatro. E isso tudo para alguém que pensou inicialmente em se formar em Administração. Quando percebeu que as artes cênicas era o que você queria como profissão? Desde muito pequeno sempre fui fascinado pela arte da interpretação. Era uma criança hiperativa (e ainda sou, risos) e minha mãe dizia que eu só “relaxava” quando ia ao teatro assistir os espetáculos infantis. Via o mesmo filme dez vezes, adorava seriados e desenhos animados… era meu  hiperfoco. Brincava de representar com meus primos para a família, amava fazer Teatro no colégio, mas nunca tinha tido a ambição de seguir carreira. Não era uma possibilidade concreta pra mim, nem se quer imaginável. Venho de uma família conservadora e nunca tive um conhecido no meu artístico. Quando comecei a cursar a universidade de Psicologia resolvi fazer um curso de Teatro por hobbie, não sei exatamente quando e porque ressurgiu esse desejo depois de adulto. Acho que tinha algo a ver com resgatar minha criança interior. Quando subi no palco pela primeira vez, na escola de Teatro Célia Helena, em São Paulo, não tive a menor dúvida que era aquilo que queria pra minha vida. Nenhum outro ofício me faria tão feliz. E hoje agradeço à Deus todos os dias por poder trabalhar com o que eu amo. Isso é um privilégio raro. Acordar todos os dias feliz para ir trabalhar. E o fato de eu ter tido essa oportunidade em outros países, na Europa e no Oriente Médio, me faz ser ainda mais grato ao Universo.

Vindo para seu trabalho atual… Como está sendo gravar no Brasil e estar numa novela de Aguinaldo Silva? Está sendo ótimo. Estou gravando uma novela de horário nobre, com uma repercussão gigante e vivendo uma história incrível na ficção, escrita pelo Aguinaldo Silva e seu time, um autor que ainda não havia trabalho e que sempre admirei. Com um elenco talentosíssimo e muito generoso e com uma direção magnífica. Estou muito feliz.

Quando não está gravando o que faz sua cabeça na hora de relaxar? Estar em contato com a natureza e os animais. Praia, mato, cachoeira, ler, ir ao cinema, teatro, viajar, praticar esportes e um pouco de vídeo game (risos).

Fora a novela, o que vem por aí em 2026? E qual viagem dos sonhos para este ano? Meu foco principal agora é a novela. Já tenho convite para cinema no Brasil, mas ainda não posso divulgar. Tenho muitas viagens dos sonhos… Em 2026, pretendo ir à Índia se tudo der certo.

Para finalizar… Para conquistar Adriano basta… Pergunta difícil… Muito subjetiva (risos). Se tiver sensibilidade artística, amar os animais e a natureza, e gostar de viajar já ganha muitos pontos! (risos).

Fotos Joyce Braga (@eujoycebraga)

Stylist Samantha Szczerb (@samantha_szczerb )

Assessoria de imprensa Cintia Lopes (@cintialopes_comunicacao)

Agenciamento Zhub (@zambronihub)

Creditos: Amil Confecções, Angelo Berttoni, Dois Maridos, Oficina, Carol Rosatto, Democrata