NEGÓCIOS: EDGAR UEDA – O EMPRESÁRIO BRASILEIRO QUE ESTÁ CONSTRUINDO UMA NOVA GERAÇÃO DO MERCADO IMOBILIÁRIO

APÓS GERAR MAIS DE R$ 10 BILHÕES EM VGV, EDGAR UEDA APOSTA EM UM CONCEITO QUE UNE LONGEVIDADE, WELLNESS LIVING, SAÚDE PREVENTIVA, NATUREZA, PROPÓSITO E QUALIDADE DE VIDA PARA TRANSFORMAR DEFINITIVAMENTE O JEITO DE MORAR NAS PRÓXIMAS DECADAS.

Durante décadas, o mercado imobiliário vendeu localização. Depois vendeu sofisticação.
Mais tarde vendeu status, design, segurança e experiência. Mas, para Edgar Ueda, o próximo salto do setor será muito maior do que isso. “Estamos entrando na era do mercado imobiliário 7.0. Uma nova geração de empreendimentos onde o ambiente deixa de ser apenas um lugar para morar e passa a influenciar diretamente saúde física, saúde mental, longevidade, bem-estar, propósito e qualidade de vida.”

Fundador da Neximob, considerada uma das maiores empresas de inteligência imobiliária de grandes negócios do Brasil, Edgar vem desenvolvendo um dos projetos mais ousados do setor imobiliário contemporâneo: um ecossistema que integra ciência da longevidade, wellness living, saúde preventiva, bioarquitetura, hospitalidade, integração com a natureza e comportamento humano. A Neximob acumula números expressivos: mais de 22 mil unidades vendidas, 92 empreendimentos lançados, R$ 10 bilhões em VGV gerados e presença em 23 estados e mais de 80 cidades brasileiras.

Hoje, a companhia opera 22 novos empreendimentos simultaneamente e possui um pipeline superior a R$ 2,7 bilhões em VGV, além de mais de R$ 1,7 bilhão em empreendimentos próprios dentro do seu pool de incorporações com participação societária direta. A meta é ambiciosa: atingir R$ 5 bilhões em VGV até 2030 e construir um valuation superior a R$ 3 bilhões. Com 30 anos de trajetória empreendedora, Edgar começou a empreender aos 17 anos. Morou quase uma década no Japão, experiência que moldou profundamente sua visão sobre disciplina, hospitalidade, comportamento humano, urbanismo e qualidade de vida.

Autor de cinco livros, sendo dois best-sellers, TEDx Speaker por três vezes, sócio fundador do Instituto Êxito de Empreendedorismo e conselheiro fiscal do Fight For Life, organização fundada pelo campeão do UFC Minotauro, Edgar também se tornou conhecido nacionalmente por sua atuação em turnaround imobiliário, recuperando mais de 40 empreendimentos considerados estressados pelo mercado. Agora, prepara o movimento mais importante da sua trajetória. Há mais de 28 anos, Edgar viaja ao redor do planeta pesquisando algumas das maiores referências mundiais ligadas à longevidade, wellness, saúde preventiva, hospitalidade, comportamento humano, urbanismo inteligente, neuroarquitetura e moradia do futuro. Já percorreu mais de 30 países estudando profundamente experiências capazes de responder uma pergunta que considera central para as próximas décadas: “Como os ambientes onde vivemos podem nos ajudar a viver mais, viver melhor e viver com mais propósito?”. A resposta começou a ganhar forma em um projeto que pretende inaugurar uma nova geração do mercado imobiliário nas Américas.

ENTREVISTA

Você costuma dizer que o mercado imobiliário está entrando em uma nova era. O que isso significa? Durante muito tempo, o mercado imobiliário se preocupou principalmente com localização, metragem, acabamento e arquitetura estética. Isso continua importante, mas o comportamento humano mudou profundamente. As pessoas estão cansadas do excesso de velocidade, da hiperconectividade, do estresse crônico, da desconexão com a natureza e da perda de qualidade de vida. O imóvel do futuro não será apenas bonito. Ele precisará melhorar a vida das pessoas. Na minha visão, estamos entrando no mercado imobiliário 7.0.Uma nova geração de empreendimentos onde saúde, bem-estar, longevidade, natureza, pertencimento, prazer de viver, propósito e experiências humanas passam a fazer parte da essência do projeto.

Qual foi o principal insight que despertou esse novo conceito? Ao longo de mais de 28 anos viajando pelo mundo, comecei a perceber algo muito claro: os ambientes moldam profundamente nossa biologia, nossas emoções e nossa qualidade de vida. Existem lugares no planeta onde as pessoas vivem mais, vivem melhor, mantêm independência funcional por muito mais tempo, possuem relações humanas mais fortes e desfrutam mais da própria vida. Eu mergulhei profundamente nesses estudos. Passei décadas observando arquitetura, urbanismo, alimentação, hospitalidade, wellness living, comportamento humano, saúde preventiva, bioarquitetura, integração sensorial e experiências ligadas ao bem-estar humano. Foi quando percebi que o mercado imobiliário ainda explora muito pouco esse universo.

Qual problema esse projeto pretende resolver? As cidades modernas adoeceram as pessoas. Hoje vivemos cercados por: ansiedade, estresse crônico, sedentarismo, excesso de estímulos, isolamento social, privação de sono, alimentação inflamatória e desconexão humana. Criamos cidades extremamente produtivas, mas pouco regenerativas. As pessoas estão vivendo mais, mas muitas vezes sem energia, sem equilíbrio emocional, sem saúde plena e sem prazer de viver. E nós acreditamos que é possível unir os dois mundos: viver mais e viver melhor. Com mais propósito. Mais vitalidade. Mais experiências. Mais conexão humana. Mais contato com a natureza. Mais presença.

Onde você enxergou a grande oportunidade? O wellness deixou de ser luxo. Virou necessidade. As pessoas estão buscando uma vida mais equilibrada, mais saudável e mais significativa. Ao mesmo tempo, o mercado imobiliário ainda está preso a modelos muito tradicionais. Foi aí que enxerguei a oportunidade de construir uma nova geração de empreendimentos: lugares capazes de estimular saúde física, saúde mental, longevidade e bem-estar de forma natural.

Como funciona esse novo conceito na prática? Estamos criando um ecossistema imobiliário baseado em ciência da longevidade, wellness living, comportamento humano e integração profunda com a natureza. O projeto reúne: residencial, senior living, hotelaria, resort, SPA, saúde preventiva, gastronomia funcional, experiências de bem-estar, hospitalidade e comunidade intergeracional. Tudo foi pensado para estimular: movimento natural, redução de estresse, convivência social, equilíbrio emocional, qualidade do sono, alimentação saudável e preservação cognitiva. A ideia é simples: o próprio ambiente começa a trabalhar a favor das pessoas.

Você também estuda conceitos ligados à neurociência e natureza? Profundamente. Hoje já existem inúmeros estudos mostrando os impactos fisiológicos positivos da natureza sobre o corpo humano. Um dos conceitos que mais me impactaram foi o Blue Mind, estudo americano que mostra como ambientes próximos à água ajudam a reduzir ansiedade, estresse e fadiga mental, promovendo sensação de bem-estar, relaxamento e equilíbrio emocional. Outro conceito muito poderoso é o Shinrin-yoku, conhecido como “banho de floresta”, criado no Japão na década de 80. Durante os anos em que morei no Japão, mergulhei profundamente nesse conceito. A ciência mostra que ambientes naturais liberam fitocidas naturais das árvores, compostos bioativos que ajudam a reduzir cortisol, melhorar imunidade, diminuir estresse e gerar benefícios reais para saúde física e mental. Isso muda completamente a forma como enxergamos urbanismo, arquitetura e qualidade de vida. A natureza deixa de ser apenas paisagismo. Ela passa a ser infraestrutura terapêutica.

Quais são os principais diferenciais desse projeto? O grande diferencial é que não pensamos apenas em engenharia ou arquitetura estética. Pensamos no impacto fisiológico, emocional e cognitivo que o ambiente gera nas pessoas. Estamos estudando profundamente: bioarquitetura, neuroarquitetura, iluminação circadiana, fitoterapia, bioativos naturais, integração sensorial, mobilidade saudável, wellness living e comunidades regenerativas. Cada detalhe do projeto é pensado para estimular equilíbrio, saúde e longevidade.

Como entra o conceito de saúde preventiva dentro desse ecossistema? Esse talvez seja um dos pilares mais importantes. O modelo tradicional normalmente espera a pessoa adoecer para agir. Nós acreditamos em um modelo preventivo. O empreendimento nasce pensado para estimular hábitos mais saudáveis diariamente: movimento, alimentação funcional, redução de estresse, socialização, qualidade do sono, equilíbrio emocional e integração com a natureza. Queremos criar ambientes que favoreçam saúde de forma orgânica.

O projeto também conversa com o conceito de senior living? Sim, mas de uma forma completamente diferente do modelo tradicional. Não queremos criar ambientes que remetam ao envelhecimento passivo. Queremos criar ambientes que preservem independência funcional, vitalidade, autoestima, convivência social, propósito e prazer de viver. A longevidade do futuro não será apenas sobre viver mais tempo. Será sobre viver mais tempo com energia, lucidez, autonomia, experiências e felicidade.

Como você posiciona esse projeto dentro do mercado? Nós não estamos criando apenas mais um empreendimento imobiliário. Estamos construindo uma nova geração do morar. Uma nova visão de cidade, de comunidade e de qualidade de vida. O imóvel deixa de ser apenas patrimônio. Passa a ser ferramenta de transformação humana. As pessoas não querem apenas comprar metros quadrados. Elas querem comprar tempo, saúde, equilíbrio, bem-estar, experiências e qualidade de vida.

Qual é a visão de futuro da Neximob para esse conceito? Nossa visão é construir uma das maiores referências em wellness living, longevidade e moradia regenerativa das Américas. Já selecionamos sete cidades estratégicas para implantação inicial do projeto e a ideia é expandir futuramente por todo o Brasil, América do Sul, América Central e América do Norte. Acreditamos que o futuro das cidades será mais humano, mais saudável, mais regenerativo e mais conectado à essência da vida. E queremos liderar esse movimento.