Em 2014 quando Carlos Casagrande foi nossa capa pela primeira vez a chamada de título trazia “um homem modelo”. Isso fazendo uma alusão ao seu início de carreira no mundo da moda desfilando em passarelas e posando para campanhas publicitárias, e pela sua forma de levar a vida ao lado da família e amigos. Agora com a volta da novela “Fina Estampa”, onde ele interpreta o empresário Juan, voltamos a falar com ele e pudemos constatar que ele continua sendo esse modelo de pessoa que há tanto tempo admiramos. Marido apaixonado, pai dedicado e um empreendedor ativo em diversos ramos, hoje Casagrande mora em Miami onde fixou residência e não deve sair nem tão cedo. Apaixonado pela Itália, aos 51 anos o cara continua o mesmo da época do Juan. O segredo disso tudo? Leia a entrevista e descubra!

Carlos, com a volta de “Fina Estampa”, o Juan Guilherme voltou ao ar e o grande público está matando a saudade de te ver na novela. Como foi participar desse trabalho? Que recordações guarda do Juan? Só traz boas recordações! Me diverti muito com a novela. Toda a produção foi impecável! Contracenei com atores e atrizes brilhantes, contracenava até com o diretor geral, o Wolf Maia que interpreta o Álvaro. Foi realmente um trabalho que me marcou.

Seu último papel na TV foi o Tiago em “I Love Paraisópolis”. Sente falta de atuar ou o lado empresário está tomando todo seu tempo? Sinto falta sim, mas o universo do empreendedorismo, dos investimentos eu também me identifiquei.

Por falar nisso, como está esse lado empreendedor? Que ramo tem atuado e como está o mercado nessa época de pandemia? Bom! Antes do Covid eu criava projetos variados na área de construção, agora na pandemia foi atingido como a maioria dos negócios, mas não deixa de surgir oportunidades.

Morando em Miami há 4 anos. Pensa em voltar a morar no Brasil? Meus filhos não podem mais retornar, se eu voltasse poderia atrapalhar os estudos deles, pretendo me manter perto deles até que eles ganhem o mundo.

Hoje em dia parece algo difícil o fato de morar no exterior e voltar a morar no Brasil. O que pensa sobre isso, concorda? Sim, realmente existe o fato da segurança que aqui é bem mais tranquilo de se viver, muito mais seguro. E o fato da moeda ser forte, da cidade ser boa, clima ótimo, porém no fundo, não é meu país. O Brasil ainda está dentro do meu coração.

Miami faz tempo deixou de ser um lugar de imigrantes latinos para se tornar uma das cidades mais promissoras dos EUA. A cidade se reinventou. Concorda? Como você percebe isso? É uma cidade riquíssima sim, que ferve negócios, muitas oportunidades aparecem, mas nesse momento está parada também como no Brasil. A cidade é um canteiro de obras, muitos e muitos empreendimentos construídos ao mesmo tempo, é realmente incrível a velocidade de crescimento.

A geografia e o clima ajudam na adaptação de um brasileiro, especialmente carioca, na cidade? O que mais te atrai? Sim o clima é ótimo! O inverno é curto e não é muito frio, já o verão é bem longo. Aqui tem de tudo um pouco, praia, canais que são movimentadíssimos por barcos e Yachts lindíssimos, você pode morar com tranquilidade numa casa com janelas diretamente pra rua, mas também tem noite movimentada, restaurantes maravilhosos, muitos amigos brasileiros e o mais importante, ótimas escolas para os meus filhos.

Da época de modelo você chegou a morar em diversos países, tirando EUA qual outro moraria com a família e por que? Eu moraria em Firenze na Itália, porque gosto da cidade e da língua, em Lisboa que está linda toda renovada, e tem boas escolas também, e porque também é uma cidade onde tenho muitos amigos.

Trabalhar muitos anos no mundo da moda te acrescentou o que? Que influências sofreu? Gosto de me vestir bem, adoro usar ternos bem desenhados. A profissão me ajudou também a me deixar mais desenvolto, e foi onde aprendi a ser empresário de mim mesmo, e que depois transferi para outros negócios.

A fama de galã alguma vez atrapalhou? Nunca me atrapalhou não.

A cobrança por se manter em forma e com boa aparência é algo presente hoje em dia? Eu tento me manter em forma pra ter um envelhecimento sadio só isso. Mas claro, estar com o corpo sarado aumenta a autoestima e faz com que eu continue me esforçando.

Recentemente você divulgou uma foto na academia onde mostrava a boa forma em plenos 51 anos. Qual o “segredo” disso? Como passar pelo tempo se mantendo bem? Bom, minha alimentação é um tanto rígida. Tirei a açúcar e a carne vermelha do cardápio há muitos anos. Prefiro os alimentos saudáveis e orgânicos. Faço um acompanhamento médico diferenciado, focado em complementar todas as vitaminas e nutrientes que o meu corpo deixou de produzir com o avanço da idade. Faço, ou pelo menos fazia antes da pandemia, exames de sangue a cada 3 a 4 meses pra verificar e observar tudo que é possível para manter o corpo sempre num nível saudável numa alta performance. Tomo muita água e suplemento muito bem, com comprimidos manipulados pra repor apenas o que meu corpo não produz, e uso também suplementos esportivos, da minha marca lógico, (risos) a que sou sócio, a The One Supps. A suplementação é muito importante pra que os órgãos demorem mais pra envelhecer.

Qual sua maior vaidade? Putz! Não sei (risos). Acho que não sou vaidoso.

Você tem o maior jeito de paizão. Como se dá essa cumplicidade com seus filhos. O que tenta passar para eles? Eu passo amor, carinho, atenção, interesse pelas coisas que eles gostam. Há realmente uma ligação muito forte entre nós. Procuro ser exemplo de tudo que exijo deles pra reforçar a educação.

Como você e sua esposa se dividem entre tarefas domésticas e criação dos filhos? Aqui nos EUA você se acostuma fácil, é tudo muito prático. Eu trabalho no escritório em casa, então consigo ajudar bastante.

Você e sua esposa estão juntos há quase 22 anos. Qual o “segredo” para manter esse equilibro e harmonia por tantos anos? 18 anos de casamento. Vamos completar em julho, 22 anos juntos. A Marcelly me fez evoluir milhões de anos, ela despertou minha alma, eu comecei a compreender o sentido da vida por causa da influência dela. Ela tem o gênio totalmente inverso do meu, isso ajuda a balancear. Nascemos um para o outro.

Em tempos de isolamento social como tem ocupado o tempo? Faço negócios pelo telefone, passo momentos bacanas com os meninos, cozinho, sempre tem o que fazer, mesmo trancado. (risos)

Depois que passar essa quarentena, qual o passeio ou saída mais desejado? Gostaria de passear com minha família na Toscana.

O que te coloca o sorriso no rosto? O sorriso dos meus filhos.

Fotos Hugo Toni

Tratamento de Imagem RG Imagem

Styling Henrique Tank

Make Krisna Carvalho