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Ele é um dos top models brasileiros mais badalados no exterior. A trajetória de Francisco Lachowski conta com trabalhos para grifes como Versace, Dolce & Gabbana, Armani, entre outras. Logo cedo largou sua terra natal, Curitiba, e graças a um olheiro chegou até a Ford Models Brasil, na sequência foi convidado para desfilar nas passarelas mais cobiçadas do mundo. Estrelou campanhas para Tommy Hilfiger, DKNY, Dior Homme, L’Oréal Paris, dentre outras. Hoje, morando em Nova York, casado com uma modelo canadense, pai de dois filhos, Chico (como é mais conhecido), segue com novos projetos como sua marca de roupas Till Tomorrow, criada juntamente com sua esposa. Depois de ter sido capa das principais revistas internacionais e nacionais como L’Officiel, Harper’s Bazaar FV Magazine, Issue, Victor Magazine e GQ Portugal… e agora capa da MENSCH. 

Francisco, olhando lá pra trás, quando você começou aos 17 anos de forma bem despretensiosa, e observa hoje com sua carreira internacional, imaginava que iria tão longe? Não era nem os meus planos ser modelo, então nunca imaginei que seria um modelo internacional. Sou muito grato pelo que a profissão me proporcionou e me fez viver e proporcionar para minha família.

Você chegou a ir para as grandes capitais da moda no mundo, Nova York, Londres, Japão, Paris e Londres. Quais momentos mais marcantes e que cidade te tocou mais? Um dos maiores prazeres em trabalhar no universo da moda, é essa liberdade de poder viajar pelo mundo todo. Todas as cidades que estive a primeira vez me marcaram muito, a primeira foi Paris, depois quando estive em Londres que foi mega marcante pois fui para conhecer o Tom Ford que tinha escrito uma carta especialmente pra mim e conheci cidade inteira em um dia. Ah e não posso deixar de lado Tóquio, que quando cheguei me senti um alienígena indo para um universo completamente diferente do que já tinha visto, e foi lá onde eu conheci minha mulher, então tenho um carinho muito grande por lá.

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Quais as maiores dificuldades e desafios do início que serviram de lição pra vida? Acho que como todo novo modelo, que começa muito cedo a maior dificuldade é a econômica, pois você está iniciando os trabalhos então você tem que aprender a se virar, economizar ao máximo, morar em republica. É uma loucura, mas o que também nos torna mega independentes. Claro que tive ajuda dos meus pais no começo, mas eu tentava não usar muito a ajuda deles, pois aquilo era o que eu estava vivendo. Quanto a aprender outro idioma, nunca tive dificuldade em aprender o inglês, tanto que aprendi sozinho, com muito esforço é claro. Então acho que a maior dificuldade mesmo foi a econômica. 

O universo da moda, capas de revistas e passarelas é menos cruel para os homens? A idade pesa menos? Acredito que o mundo masculino dentro das passarelas é um pouco menos competitivo, pois onde a modelo pode chegar com a carreira, acaba passando o homem muito rápido. Mas é tudo uma questão de equilíbrio, pois sempre tive apoio de outros amigos modelos e até mesmo de agencias. O peso, por exemplo do homem, não é tão bem exigido quanto no universo feminino. E a questão da idade, para o modelo masculino você pode ir muito mais longe, acaba-se tendo muito mais mercado às vezes.

Como esse universo fashion te influencia na hora de se vestir? Sendo muito sincero, meu estilo sempre foi muito jogado, e depois que comecei a modelar eu fiquei um pouco mais atento, mais ligado no que era mais “fashion”.

Qual seu estilo? O que faz sua cabeça? Calça jeans e camiseta sempre é uma boa pedida. Gosto muito das cores pretas, e para sair um pouco dela, comecei a usar cores como azul e branca. Mas num geral, sou um pouco desencanado, visto o que me sinto bem.

Você se considera um cara vaidoso? Do que não abre mão? Não me considero muito não, não tenho um ritual de beleza. Eu me cuido mas sou mais da linha natural, gosto de estar com o cabelo arrumado, a barba bem feita, mas sou desapegado com isso. Sempre tento me apresentar bem arrumado e bonito (risos).

Morando fora há muitos anos, como é voltar ao Brasil e do que mais sente falta? Estar no Brasil é sempre muito bom, ficar com minha família, curtir as praias de Zimbro (SC), onde nasci e rever meus amigos. A gente voltou recentemente para o EUA, passamos cerca de 6 meses ai, e foi a primeira oportunidade da minha esposa e meus filhos conhecerem mais do meu país. Queremos fazer isso mais vezes, pois amo meu país.

Sabemos que você adora esportes, como ciclismo e tênis. Onde você relaxa mais nos momentos de folga? É no esporte? Meus momentos de folga eu sempre quero praticar meus esportes. Amo o ciclismo de rua, e agora comecei a correr, de leve, e tenho gostado bastante. E claro, separar um tempo para fazer algo com as crianças como um parque ou levar elas para as montanhas aqui no norte de Nova York

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E de onde veio a ideia do livro “Lachowski Family”? Conta pra gente um pouco desse livro de família? A ideia surgiu em um dos jantares na casa do nosso amigo Ricardo, que tirou as fotos e de um antigo agente meu. E ele sempre quis catalogar fotos nossas e começamos a pegar fotos de Paris, Portugal, Nova York e reunimos todas em um só lugar. Conseguimos um patrocínio de uma marca de luxo para crianças e lançamos o livro. Foi uma das coisas mais incríveis que fiz na minha carreira em um trabalho tão lindo e sensível.

Falando em crianças… Você é pai de dois filhos pequenos. Como é o Francisco pai? Com quantos anos veio a paternidade e como encarou isso? É uma versão melhorada de mim. Procuro sempre ser um pai brincalhão, divertido e acho que entre eu e a Jes, eu acabo mimando mais eles. Mas, sem deixar o pulso firme de lado. Trago a essência brasileira, da minha mãe principalmente em dar uma dura, manter eles na linha, um puxãozinho de orelha, mas sou muito amoroso. A paternidade veio muito cedo e foi meu maior desafio, afinal eu tinha apenas 21 anos, então era um menino criando um outro menino, mas nossa estabilidade na profissão e nossa parceria, minha e da Jes, fez com que acreditássemos que ia dar certo e deu muito mais que certo. Eles são minha maior benção e não imagino como seria uma vida sem eles.

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Juntamente com sua esposa vocês lançaram a marca de roupas Till Tomorrow. Que pelo que soubemos é uma mistura de experiências multiculturais de vocês. Como surgiu a ideia e como está sendo esse processo de criação de uma marca de roupas com tanta “personalidade”? A Till Tomorrow veio depois de muitos anos de planejamento e idealizações do que queríamos para uma marca. Ela não tem coleções, fazemos poucas peças e nunca repetimos aquilo que lançamos. Queríamos trazer essa pegada de sempre criar peças diferentes e proporcionar aquela exclusividade para as pessoas. É uma experiência bem diferente do que enfrentar as passarelas, ainda mais porque lançamos ela em meio a pandemia, então estamos segurando um pouco a produção para que agora que as coisas estão normalizando, por aqui, pra investir com mais peso. 

Você já deve ter realizado muitos sonhos. Dá pra citar algum? E o que que sonha realizar ainda? Meu maior sonho sempre for ser pai e construir uma família, e isso eu realizei bem cedo. E ser bem sucedido dentro de uma área profissional e que também foi o caso da moda, que me trouxe isso. Um que também realizei foi a criação da ONG Mata Atlantica Cycling, lá em Bombinhas, que foca na preservação da mata que temos na nossa área em Santa Catarina, e que essa preservação ajude a trazer pessoas para o esporte de Mountain Bike, e sonho sim em expandir isso para o Brasil a fora. 

Quais os planos ainda para este ano? São muito simples, é tentar resgatar a nossa vida depois desta pandemia que todos passamos. Aqui nos EUA as coisas estão voltando aos poucos depois da vacina, então para este só o fato de estarmos a salvo, e que tenhamos a segurança de termos uma vida livre. E também estamos com um projeto de uma van de acampamento e quando ela estiver pronta é desbravar a América com as crianças.

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Fotos / Vídeo @guilhermelima
Edição @cervofilmes
Beleza @victor.fattori
Stylist @samantha_szczerb
Assist. foto @leticia_lavatori
Assessoria @accessmidia

Locação Le Chateaux Lapa

Francisco usou Eduardo Guinle e Vert