CARREIRA: GABRIEL BASÍLIO E ALESSANDRO MARTINS DE VOLTA NA 2ª TEMPORADA DE “ALTA ESTIMA”

ALTA ESTIMA chega ao Universal+ para sua segunda temporada com o casal de cirurgiões plásticos Alessandro Martins e Gabriel Basílio e a psicóloga Cíntia Aleixo, um trio que usará todas as suas ferramentas para levar saúde, bem-estar e autoestima a mulheres que precisam de uma ajuda para amar a imagem que veem refletida no espelho. A série de doc-reality estreia dia 25 de novembro.

Em ALTA ESTIMA, a transformação acontece de dentro para fora e, nesta segunda temporada, o reality volta a mostrar como o bem-estar interior reflete na beleza exterior ao apresentar, a cada episódio, a história de uma mulher em busca de sua melhor versão. São mulheres que venceram grandes dificuldades – como situações de bullying, relacionamento tóxico, grandes abandonos e perdas – e querem ressignificar suas vidas por meio de um processo que envolve tanto transformação emocional quanto de imagem. ALTA ESTIMA apresenta terapias diversas que fortalecem o cuidado emocional, além de acompanhar procedimentos estéticos e cirurgias plásticas que apoiam a jornada de cada participante.

Nos cinco episódios, que chegam ao Universal+ semanalmente às terças, os médicos mostram todo o processo que é feito com a paciente antes de uma intervenção cirúrgica: conversas entre médico e paciente, exames e informações sobre riscos, cicatrizes e recuperação, para que o público também tenha esse entendimento ao procurar clínicas e cirurgiões idôneos caso tenha vontade de fazer uma cirurgia plástica. Após passar por toda a jornada, a participante faz um diário pós-operatório detalhando para a audiência como se dá a recuperação. O programa é uma produção da Inffinito, com direção de Adriana L. Dutra,realizada em coprodução com a NBCUniversal.

Por Dra Irene Daher Barra

Como vocês conseguem equilibrar intervenções estéticas e reparadoras com excelência? Acreditamos que a cirurgia plástica é um conjunto de técnicas em que o conhecimento profundo da anatomia é determinante para escolher o melhor procedimento para cada paciente. Todo o aprendizado da cirurgia reparadora — na qual os tecidos são preservados e as estruturas profundas ficam expostas — nos proporciona uma base muito sólida que facilita e aprimora os resultados das cirurgias estéticas.  Por isso, nos sentimos mais preparados para procedimentos maiores ou mais invasivos. Não vemos uma divisão rígida entre estética e reparadora: elas se complementam. O que nos entristece é perceber o desinteresse crescente de parte do mercado pela cirurgia reparadora — justamente o berço da especialidade.

Quais são os movimentos mais marcantes hoje em procedimentos de face, mama e contorno corporal? As tecnologias, associadas ou não às cirurgias, têm ampliado as possibilidades de resultados duradouros. Na face, lasers, radiofrequências e o ultrassom microfocado atuam em diferentes profundidades cutâneas, melhorando textura, flacidez e até retraindo planos profundos. Associamos a isso toxina botulínica, preenchedores e bioestimuladores — pilares do rejuvenescimento moderno. No contorno corporal, plasma e radiofrequência associados à lipoaspiração trouxeram ganho expressivo de retração cutânea, algo antes não alcançado com lipoaspiração ou abdominoplastias isoladas.

De que forma as redes sociais e as imagens “perfeitas”, muitas delas criadas por ia, influenciam a busca por cirurgias como forma de validação emocional? As mídias e a inteligência artificial criaram um padrão comparativo perigoso, como se o “perfeito” fosse obrigatório. Porém, essa imagem idealizada não reflete a realidade: muitos resultados são manipulados, filtrados e retocados digitalmente. Assim, as pessoas perseguem um ideal inatingível — e mesmo quem se aproxima desse padrão vive em busca constante de “algo a mais”, impulsionado pela insatisfação. Isso nos preocupa, pois evidencia uma desconexão com o interior.

A validação emocional não está no corpo perfeito, mas no amor-próprio, na paz interior e no reconhecimento da própria história. Ainda assim, procedimentos podem ser libertadores quando corrigem algo que realmente limita a autoestima, como flacidez pós-gestação, sequelas de câncer, envelhecimento ou gordura localizada. A cirurgia tem o poder de transformar — mas a mudança interna precisa acompanhá-la.

O que é o transtorno dismórfico corporal e como lidar com esses pacientes? O transtorno dismórfico corporal (DDC) é uma condição mental marcada pela obsessão com defeitos mínimos ou inexistentes na aparência. Pode gerar comportamentos como:

1. Preocupação excessiva com pequenas imperfeições.

2. Compulsão: examinar a aparência repetidamente.

3. Evitação social.

4. Prejuízo nas relações, no trabalho e na rotina.

 É fundamental que o médico reconheça esse perfil e não reforce esse ciclo com cirurgias desnecessárias. Infelizmente, ainda há profissionais que alimentam esse distúrbio, intensificando insatisfação e sofrimento.

Quais critérios devem ser considerados ao escolher um cirurgião plástico? Empatia é essencial. Hoje, existem superespecializações que podem ajudar na escolha. A formação, a trajetória e o respaldo da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica são pilares fundamentais. Acreditamos muito na indicação de pacientes e colegas — método que guiou essa escolha por décadas. Já redes sociais e números de seguidores não representam técnica, experiência ou segurança. Não escolhemos oncologistas ou cardiologistas por likes — com cirurgiões plásticos não deveria ser diferente.

Quais orientações são essenciais no pré-operatório? O pré-operatório define se o paciente está apto à cirurgia. Peso, saúde geral, exames, anemia e carências nutricionais interferem diretamente no risco cirúrgico. Lipoaspiração não emagrece; abdominoplastia corrige flacidez, não sobrepeso. Mamas gordurosas geram mais complicações.  Avaliações cardiológica, pulmonar e laboratorial são indispensáveis. O paciente também precisa garantir apoio no pós-operatório.

Quais cuidados são indispensáveis no pós-operatório? Sempre dizemos: 50% é cirurgia, 50% é pós-operatório. Alimentação rica em proteínas, suplementação de ferro e vitamina C, repouso, limitação de movimentos, uso de malhas compressivas, tape e drenagem linfática são fundamentais. Antibióticos e anticoagulantes, quando necessários, previnem infecções e trombose. O emocional fica fragilizado — por isso, acolhimento e apoio são essenciais.

Quais são as principais causas de baixa autoestima e como a cirurgia ajuda? Alterações corporais pós-gestação, grandes perdas de peso, redesignação de gênero, hipertrofia mamária, assimetrias congênitas, sequelas de câncer, queimaduras e cicatrizes podem afetar profundamente a autoestima. A cirurgia plástica oferece tratamento, devolve confiança e permite libertar-se de roupas e artifícios usados para esconder partes do corpo.

As histórias do programa alta estima modificaram vocês? Sim. Muitas histórias emocionaram — especialmente a de uma mulher trans que refez sua vida e seu casamento após a transição, mostrando que família é amor e parceria. Os sorrisos, o alívio e a superação de traumas dos participantes tocaram profundamente cada um de nós. Também nos fizeram olhar para nossos próprios medos. Eu, Alessandro, percebi que precisava me aceitar mais, me criticar menos. O programa melhorou minha autoestima.

O apoio psicológico do programa alta estima deveria ser indicado a todos? Acreditamos que sim. A mudança proposta pela cirurgia exige preparo emocional. O acompanhamento garante que expectativas sejam reais e reduz frustrações.  Também é essencial no pós-operatório, quando o paciente está mais sensível.

Como a empatia pode ser desenvolvida entre jovens cirurgiões? A medicina tem perdido humanização. Termos como “cliente”, cursos para aumentar atendimentos e metas financeiras nos preocupam.  Os jovens cirurgiões precisam lembrar que são médicos, não personagens de mídia. A relação médico-paciente é a essência da profissão.  Empatia nasce desse vínculo — de ouvir, sentir e respeitar a responsabilidade colocada em nossas mãos.

De que forma o programa alta estima influencia quem pensa em operar? O programa conta histórias reais, mostra coragem e esperança. Revela que cirurgia não é solução para tudo; autoconhecimento é parte do processo. Entretanto, também expõe a realidade: cirurgia não é acessível a todos.  Alta Estima não é sobre cirurgia plástica — é sobre transformação interna, evolução e autoestima.

Fotos Vinícius Mochizuki

Direção de estúdio Rodrigo Rodrigues

Edição de moda Alê Duprat

Produção de moda Kadu Nunnes

Assessoria de Imprensa: Equipe D Comunicação.

* Dra Irene Daher Barra

Chefe do Serviço de Cirurgia Plástica e CTQA – HMSA

Membro Titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP)

Membro da ASPS (Sociedade Americana de Cirurgia Plástica)

Membro da ISAPS (Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica)

MBA em Gerência de Saúde – FGV

CEO – ID Cosmiatria CRM: 49.886-3/RJ