Ela atua, já foi apresentadora, VJ e agora nos encanta como cantora nas tardes de domingo. Babi é música para os olhos e encanto para a alma. A veia artística sempre foi muito forte e deu a essa mulher encantadora inúmeras formas de expressar sua arte. “Já cantava no chuveiro imaginando o videoclipe, o palco. Depois que cresci, do chuveiro, fui cantar no carro, dirigindo’, comenta nossa estrela durante a entrevista. A sua entrega é tão grande em tudo que faz que esse ensaio ficou arrebatador. Vamos à ela, nossa querida Babi!

Apresentadora, atriz e cantora. Sempre foi inquieta e cheia de possibilidades no meios artístico?  Sim, sempre inquieta, como a alma pede! (risos) A artista em mim foi crescendo desde às primeiras possibilidades de chegar próxima a um palco, um microfone, uma câmera, fosse num karaokê, num curso para atores, mas apresentações de seminários dentro de sala de aula, na Escola… Sempre tive admiração e respeito por falar em público, por pesquisar e trabalhar para ter uma mensagem significativa a passar. Tudo começou na infância, com como eu me sentia quando tinha atenções voltadas para mim e as consequências disso. É uma responsabilidade que busco a todo tempo honrar. Já ensaiava as cenas de novela que via em casa, com a minha mãe, sozinha depois, no meu quarto. (risos) Já cantava no chuveiro imaginando o videoclipe, o palco. Depois que cresci, do chuveiro, fui cantar no carro, dirigindo.

Como foi se formando essa Babi artista? Com o desejo forte, a imaginação e esforço pra fazer acontecer, o aprendizado diário e entendendo que a carreira deve ser cuidada 24h. Seu horário de descanso deve ser respeitado. É preciso planejamento, noção de logística, delicadeza para lidar com as adversidades e firmeza para, depois de decidida, dizer o não. O não para mim mesma, para o outro, para qualquer fluxo errado, que não esteja me permitindo a qualidade de vida necessária. Penso que todo ser humano tem arte dentro de si. Fazer disso uma vida, uma carreira, é uma decisão seria, uma escolha. Na vida, temos que orientar nossas escolhas o tempo todo e isso é bom!

Atualmente no programa PopStar soltando (muito bem) a voz. Como está sendo a experiência? Muito obrigada pelo “muito bem”! Está sendo demais! Estou apaixonada pelo programa e pelo desafio de lidar com o tempo para compor cada apresentação. Estou feliz em ter me cercado do #TEAMBABI, que são as pessoas com quem trabalho diariamente até chegar ao Projac (voz, corpo, espírito, psiquê, produção visual, assessoria digital e claro, a minha família!). Todos são fundamentais! E, lá no Projac, tenho muito orgulho de me apresentar com a banda “DNA” BABI (assim são chamadas as bandas que tocam com os participantes!).

Como está sendo cantar ao vivo na TV? Qual o maior desafio para você com o PopStar? Cantar ao vivo é um enorme desafio para todo artista, sendo cantor profissional ou não, sabe? Fazer ao vivo é fogo! Eu já apresentei programas, talkshows, ao vivo. Trago essa vivência. Meu maior desafio e manter o curso em linha ascendente de criação e disposição física. E, sim, dormir bem. Com a cabeça criando, ensaiando, imaginando, dormir tem sido algo mais difícil. (risos)

Desde 2002, quando lançou o CD “Do Jeito Que Eu Quero”, que você não trabalhava esse lado musical seu? Lancei meu álbum num tempo em que contratualmente ainda estava cerceada para viajar e fazer shows, então fui responsável e não fiz. Anos depois, experimentei cantar 1 vez por mês com uma banda paulistana de covers chamada Cowbell. O meu guitarrista, Victor Adura, que toca no meu DNA todo domingo, ficou muito amigo e eu o chamei para encarar esse desafio junto. A parceria com a Cowbell durou um ano e meio, acredito, mas eu queria ter tido mais dia a dia de prática musical desde aquela época. Sinto falta de uma banda para me apresentar.

Como surgiu a música na sua vida e como ela te toca? Quando a mãe da gente canta para a gente, surge o amor pela música. A minha mãe cantava na cidade dela, Campos dos Goytacazes, em alguns eventos, quando era moça. E não importa se mãe e pai da gente canta bem ou não. Importa cantar com amor e dedicação para o seu bebê. Isso abre um caminho lindo! Música vem com sentimento. É revolucionária como a empatia. Ela é uma linguagem de poder de união universal.

Falando em música, o que ficou da época de apresentadora da MTV? Serviu de referência para as apresentações no PopStar? Claro! Conviver com a turma toda da MTV por um ano intenso, o de 1999, foi fundamental para a minha participação no Popstar, hoje! É gostoso ver, no programa, muitos dos especialistas que já entrevistei na época. É gostoso, também, cantar para a galera que me assistia toda quarta, à noite, na MTV Brasil!

Você por sinal já apresentou inúmeros programas de temas bem variados. O que te instigava nessa função?  Algum momento marcante? O que me instiga é a motivação que cada um de nós tem para realizar o que realiza. O caminho de aprendizado que podemos testemunhar no outro e em nós…. Não é à toa que estou cursando Psicologia na Faculdade! Entrevistar o escritor Roberto Freire, que escreveu “Ame e Dê Vexame”, que li com apenas 16 anos, foi marcante!

E falar sobre sexo quando apresentava o “MTV Erótica”, como foi? Algum tema te deixou sem jeito? Era divertido? Falar sobre sexo requer coragem e delicadeza, né? A minha mãe me ensinou isso! Somei a responsabilidade de estar falando para muita gente e o carinho por estar, de alguma forma, acolhendo todas as questões acerca desse assunto tão complexo e que pertence a todos nós. Era muuuito divertido, sim!

Indo para esse lado mais sensual da sua trajetória, em 2003 veio a capa da Playboy. Como foi a experiência? Mudaria algo? Na verdade, foi mais um trabalho. Foi importante fazer na época porque somente quem havia “acontecido”, “chegado lá” como artista, era convidada para a revista. No Brasil, por muitos anos, a Playboy foi um editorial de luxo, desejo e prova de sucesso de mídia, sabe? Gostei que a minha foi considerada uma das de maior bom gosto de todos os tempos.

Você sempre teve um ar mais sensual. Se vê assim também? Quando se acha sexy e provocante? Obrigada! Não é algo pensado, programado. Pensando, agora, para te responder, deve ser quando me sinto mais à vontade.

É muito vaidosa? Quando e como sua vaidade aflora mais? Sim, mas sem stress. Adoro me cuidar e sou organizada.

Depois de várias experiências como atriz e apresentadora. Onde se sente Mais à vontade? Qual é sua praia? A minha praia é falar com as pessoas e todos irmos a um patamar adiante nessa vida! Cantar, atuar, apresentar, tudo me completa e me constitui!

E falando em praia… onde vai para relaxar? O que curte fazer nas horas vagas? Praia mesmo ou outra programação? Para relaxar, ficar com a minha filha! Pode ser em viagem, pode ser em casa, com Pipoca e Netflix, que também amo! Quando estou com meus amigos, também, me sinto muito agradecida!

O que um homem tem que ter e ser para chamar sua atenção? Tem que vir falar comigo. Sei que, provavelmente, alguns não vem, então nem fico sabendo. O meu crivo é particular, como o de toda mulher, porém tem que chegar, com elegância, claro. Eu aprecio a elegância.

Para finalizar… o que te conquista? O sentido de verdade numa fala. A entrega numa atitude, a confiança para uma parceria sólida. Um beijo e nos vemos no meu Insta @babixavier e lá no @Popstar!

Fotos Marcio Farias

Styling Samantha Szczerb

Beleza Elcides Freitas

Agradecimentos Duloren, 613, Fernanda Chies, Schutz, J´Adore Luxe, Victor Dzenk para Eduardo Santos, Raffer, Metally