A primeira vez que entrevistamos Joaquim Lopes foi bem no início da MENSCH. Isso em 2011 quando ele fazia o matuto Josué, em “Morde & Assopra”. Mais tarde em 2013, voltamos a conversar e Joaquim seguia sua trajetória, dessa vez no ar com o boa praça Lucindo em “Sangue Bom”. Na época ele comentou: “E minha virtude é querer ser melhor sempre”. E hoje em dia, aos 39 anos, Joaquim interpreta um papel mais maduro com seu próprio nome na atual fase de “Malhação”. Prestes a se casar, Joaquim segue se aperfeiçoando e pelo jeito ainda teremos muito o que conversar nos próximos anos. 

Joaquim como está sendo interpretar Joaquim na atual temporada de “Malhação”? Tá sendo uma experiência incrível. Um personagem cheio de surpresas e reviravoltas. 

É um personagem mais sério, mais “real”. Você até comentou que ele se parece mais com você do os outros personagens. Onde percebe isso? Que atitudes tomaria diferente dele? É. Ele começou assim, mas, agora já tá indo pra um lugar bem mais distante de mim. O Joaquim tá mais intolerante e míope. Se tornou muito inflexível e isso faz com que o seu discernimento da realidade fique prejudicado. 

Em uma situação como essa discutida na trama de adoção, duas mães… Como você se posicionaria? Eu acho que a única coisa que importa é o bem-estar da criança. O que for melhor pra ela emocional, financeiro, estrutural. Nada mais importa a não ser o que for melhor pra criança. 

Falando ainda sobre essa questão da guarda do filho. Como se imagina como pai? É o seu papel mais esperado na vida? Tenho essa vontade de ser pai desde moleque. E se eu puder ser um pai pros meus filhos como o meu foi pra mim me sentirei vitorioso. 

O que faz uma mulher chamar sua atenção? O que te afasta num relacionamento? Acho que o bom humor é ingrediente fundamental pra qualquer tipo de relação interpessoal. 

Na relação homem x mulher o que precisamos aprender uns com os outros? Que amor, respeito e gentileza são pilares fundamentais em todos os tipos de relação. Independe de gênero. 

Seu papel anterior a esse, o Olegário de “Orgulho e Paixão”, era um malandro cafajeste. Pra esse aí tinha jeito? Nem um amor corrige um cara como ele? O amor concerta tudo. Porque do amor vem a compaixão, a generosidade, a tolerância. Todas as pessoas “têm jeito” desde que se encontrem com o amor. O próprio, o pelo outro, todas as formas de amor e de amar. 

Até hoje as pessoas lembram de você e Otaviano Costa na bancada do Vídeo Show. Passado isso como você avalia tudo que aconteceu ali? O Vídeo Show foi um marco na minha vida e um divisor de águas da minha carreira artística. Aprendi muito ali com todos os envolvidos na produção daquele programa. Direção, produção, figurino, maquiagem, cabelo, câmeras, todos éramos uma grande família. De verdade e sem demagogia. E o Ota se tornou meu irmão decoração, um cara que aprendi e aprendo muito até hoje. 

Gostou de ser apresentador? Toparia outra experiencia dessa? O que mudaria? Eu amei ser apresentador. Uma oportunidade que o Boninho me deu e que serei grato pra sempre por ele ter visto um talento que nunca tinha passado pela minha cabeça. E toparia essa experiência de novo sem pestanejar. 

E na hora de relaxar, deixar o trabalho de lado, o que curte fazer? Cozinhar (riso). Minha outra grande paixão, acabei de escrever um livro de memórias com as receitas da minha avó Hilda, que foi quem me despertou para a gastronomia. Um livro cheio de emoção e receitas deliciosas. Vou lançar no primeiro semestre do ano que vem. 

Qual sua maior vaidade? Aliás, qual seu maior pecado? Não tenho muitas vaidades não. Sou um cara bem simples e não sei se acredito muito no conceito de pecado. Somos humanos, estamos aqui para aprender e evoluir. Errar faz parte do caminho. 

Depois dessa participação em “Malhação”, quais os planos? O que vem por aí em 2020? “Malhação” avança ainda num belo pedaço de 2020, mas logo na reta final e depois estarei focado e inteiro na divulgação do meu livro pelo Brasil todo. Gostaria que essa história chegasse ao maior número de pessoas possível.

Fotos Beto Gatti (@betogatti)