ESTRELA: DAY MESQUITA CELEBRA FASE DE MATURIDADE ARTÍSTICA

Com formação em Artes Cênicas, Jazz e Ballet Clássico, Day Mesquita tem construindo uma carreira com escolhas conscientes e personagens cada vez mais densos. No seu currículo participações em séries como “O Negócio”, (HBO) e “Morando Sozinho”, (Multishow), além de ter participado de algumas novelas como “A Terra Prometida” e “Os Dez Mandamentos” (ambas da Record), e mais recentemente voltou às telas da TV Globo ao interpretar Marta na novela das sete Família é Tudo, marcando seu retorno à emissora. Vivendo um momento de escolhas conscientes e personagens cada vez mais densos, Daysegue ampliando sua trajetória na dramaturgia brasileira e conquistado crítica e público.

Você vive uma fase muito ativa na carreira. Como define esse momento? Tenho buscado personagens que me provoquem, que tragam densidade, que dialoguem com a mulher que sou hoje, artisticamente e pessoalmente. A maternidade também mudou meu olhar, sinto que me trouxe mais camadas que enriquecem também o processo de criação e desenvolvimento das minhas personagens. 

Em Família é Tudo (2024), você fez uma participação especial como Marta. O que essa personagem representou para você? A Marta foi uma personagem deliciosa de fazer. Ela chega para bagunçar a vida do Léo/Netuno e movimentar a trama. Gosto muito desses personagens que entram trazendo movimento e conflitos interessantes à trama. Além disso, foi meu retorno à Globo, emissora que comecei a trabalhar assim que me mudei para o Rio de Janeiro, então teve uma certa nostalgia também, uma certa nostalgia que me fez relembrar momentos importantes da minha vida profissional e pessoal, de uns anos atrás, nessa fase de mudança para essa cidade que me acolheu e que escolhi para viver. 

Você gravou Tudo de Bom, minissérie ambientada nos anos 80, vivendo Simone Mantovani, uma ex-vedete. Como foi construir essa personagem? A Simone entra na história buscando oficializar o divórcio com o protagonista Tony Mantovani. Ela é uma mulher determinada e empoderada. Ao longo da trama, o público vai descobrindo aos poucos melhor a sua personalidade. Foi um trabalho que eu amei fazer! O Ajax, nosso diretor passou os caminhos e referências que ele desejava para esse trabalho e ele e um diretor que gosta da direção de ator, então durante todo o processo trazia objetivos, questionamentos e direcionamentos muito interessantes para gente nos ensaios e nas gravações. 

O que mais te atrai na construção de um personagem? O que me move é entender a humanidade daquele personagem. As fragilidades, os silêncios, as contradições. Gosto de personagens que não são óbvios e que provocam reflexão.

Ao longo da sua trajetória, qual foi o maior desafio profissional que você enfrentou? Acredito que aprender a lidar com o tempo das coisas. Hoje entendo que cada etapa tem sua importância e que todas as vivências e momentos fazem parte do processo e trazem bagagens para as personagens que chegam. 

Como você enxerga o espaço da mulher na dramaturgia atualmente? Vejo avanços importantes que reflete um movimento maior que vem acontecendo na sociedade como um todo. A busca por mais igualdade e pelas pautas do feminismo tem provocado reflexões, questionamentos e transformações que vão além da dramaturgia. Ainda há um longo caminho, mas estamos vivendo um momento muito significativo.

O que o público pode esperar dos seus próximos trabalhos? Eu amo o que eu faço e minha busca sempre é pela verdade e entrega em cada personagem que faço. Estou em busca de projetos que me desafiem e me tirem da zona de conforto. Quero continuar contando histórias que dialoguem com o público de forma sincera.

Para você, o que nunca pode faltar em um trabalho artístico? Respeito, escuta e paixão. Sem isso, nada acontece de verdade.

Fotos Adri Lima

Styling Samantha Szczerb

Beleza Zuh Ribeiro  Agradecimentos Alessa, Nayane