
Desde quando apareceu na TV, em Cabocla (2004) Vanessa Giacomo foi aos poucos conquistando seu espaço e nossos corações. Foram diversas personagens marcantes, prêmios e um público que foi cada vez mais se apaixonando por ela. Essa paixão e talento levaram nossa estrela além mar, onde atualmente ela está gravando uma novela e vive plenamente essa fase em Portugal ao lado dos filhos. A liberdade de poder escolher trabalhos e formatos a deixam livre para criar e se aventurar em algo novo sem medo de errar. “Quero continuar transitando entre formatos, países e narrativas que façam sentido para mim neste momento da vida”, comentou nossa atriz ao longo dessa entrevista exclusiva para MENSCH para abrir 2026 em grande estilo.
Vanessa, como tem sido essa mudança temporária para Portugal para a gravação da novela Vitória (SIC)? O que o país tem que faz você se sentir acolhida? Essa mudança temporária para Portugal tem sido uma experiência muito especial. Portugal é um país que acolhe com delicadeza, com afeto. A língua, a história, a cultura… tudo isso cria uma sensação de pertencimento. Me sinto respeitada, bem recebida e muito inspirada a viver esse novo momento! Estou curtindo muito, junto a minha família, que sempre me apoia e está ao meu lado!!



E como surgiu esse convite para participar da novela ‘Vitória”? E como é o ritmo de gravação, muito diferente do que você estava acostumada no Brasil? O convite para Vitória surgiu de forma muito natural, através de conversas que fluíram com muita afinidade artística. O ritmo de gravação é diferente do Brasil, sim, mas não menos intenso. Existe uma outra organização, um tempo de escuta maior, e isso tem sido muito enriquecedor para mim como atriz.
Sem contrato fixo, hoje você tem mais liberdade de poder escolher o próximo trabalho ou migrar de um formato para outro. Mas ao mesmo tempo já te deu alguma insegurança? A liberdade de escolher caminhos traz um amadurecimento enorme. Claro que, no início, dá um friozinho na barriga — faz parte. Mas hoje vejo que essa autonomia me fortaleceu, me deixou mais consciente das minhas escolhas e mais conectada com aquilo que realmente quero contar como artista.
Hoje em dia o que te completa mais no audiovisual? Onde se sente mais desafiada profissionalmente? O que mais me completa hoje é poder contar boas histórias, independentemente do formato. Gosto de personagens que me tiram da zona de conforto, que me provocam, que me obrigam a olhar para mim e para o mundo de outro jeito. O desafio é o que me move.



Sua estreia na TV foi em Malhação em 2002. De lá pra cá foram diversas personagens. Algumas bem marcantes em tramas de época e no interior do Brasil como Zuca (Cabocla), (Juliana) Sinhá Moça, Malvina (Gabriela) e Rosinha (Paraíso). Alguma referência afetiva com alguma delas (ou outras que tenha te marcado)? Tenho um carinho enorme por muitas personagens, mas as de época ocupam um lugar muito afetivo. Zuca, Juliana, Malvina, Rosinha, Aline (também uma grande vilã) e todas elas me atravessaram de alguma forma. Foram personagens que me ensinaram muito…
O que uma personagem precisa ter para deixar saudades e o desejo de reencontrá-la? Uma personagem deixa saudade quando é verdadeira. Quando tem camadas, contradições, humanidade. Quando o público se reconhece nela de alguma maneira, mesmo que seja pelo avesso.
Sua relação com o autor Walcyr Carrasco sempre foi muito feliz. Tanto que graças a isso veio a personagem Aline, na novela Amor à Vida, que lhe rendeu os reconhecimentos mais importantes de sua carreira, o Prêmio Contigo! de TV de Melhor Atriz e o Troféu Imprensa de Melhor Atriz. O que isso representou para você e que sintonia é essa entre autor e atriz? Trabalhar com o Walcyr sempre foi uma grande troca. Existe uma escuta muito afinada entre nós. A Aline foi um divisor de águas na minha carreira. Aqueles prêmios representaram reconhecimento, mas principalmente coragem — a coragem de arriscar, de ir fundo, de não ter medo de provocar.
Ao longo de mais de 20 anos de carreira como aprendeu a lida com a fama? Como tira o melhor dela e o que descarta? Com o tempo, aprendi a filtrar. A fama pode ser uma ferramenta bonita quando vem acompanhada de respeito. Eu fico com o carinho, com o reconhecimento, e descarto o excesso, o ruído, aquilo que não me pertence.


Mãe de dois filhos pré-adolescentes e uma menina de 10 anos, como lida com esses dois universos. Como é a mãe Vanessa, ainda mais agora morando em Portugal? A maternidade me organiza. Ser mãe de três, em fases tão diferentes, é um exercício diário de presença. Morar em Portugal tem sido uma oportunidade de estarmos mais juntos, de viver uma rotina mais simples e afetiva. Sou uma mãe muito próxima, muito atenta e muito apaixonada pelos meus filhos.
Soubemos que você esteve no Maranhão nessa reta final de ano gravando um longa. Como foi a experiência e o que pode nos adiantar desse novo trabalho? Acabei não fazendo, a novela aqui esticou e a minha agenda não permitiu.
Falando em novo trabalho… o que podemos esperar de Vanessa para 2026? Quais os projetos que pode nos adiantar? 2026 vêm com muitos desejos e alguns projetos já encaminhados, tanto no audiovisual quanto no teatro. Quero continuar transitando entre formatos, países e narrativas que façam sentido para mim neste momento da vida. Desejo a todos um ano repleto de saúde, realizações! É claro que quero agradecer o carinho de todos que me acompanham, vocês são importantes pra mim…
Para finalizar… o que conquista Vanessa? O que me conquista é a verdade. Pessoas verdadeiras, histórias verdadeiras, encontros verdadeiros. É isso que me move — na vida e na arte. Posso dizer que foi um ano cheio de trabalhos, realizações, parcerias e tenho certeza que 2026 será ainda melhor.


Foto @felicostta
Produção @anameliacaserta_
Stylist @cacarlosalves
Ass. de styling @whgustavo
Acervo @amarianabarbetta
Agradecimento @windsorhoteis


