Com uma carreira consolidada de mais de 20 anos de sucesso, o cantor Seal é um homem plenamente realizado. Que vive de sua paixão pela música, descoberta quando criança, e nutre uma perfeita sintonia familiar ao lado de sua bela esposa, a modelo Heidi Klum, e seus dois filhos. Que os define como seu eixo em sua vida. As raízes nigerianas e brasileiras fizeram de Seal um cantor aberto a novas culturas e apaixonado pelo Brasil. Nessa entrevista EXCLUSIVA para MENSCH, Seal demonstra como a simplicidade pode ser o caminho mais fácil para o sucesso, realizações e amor pleno em celebrar a vida cantando e cativando multidões. Está aí talvez o segredo do seu carisma e sucesso com o público, que mais uma vez lotou casas de shows por onde passou com sua nova turnê. Aqui na MENSCH não seria diferente, nos conquistou e nos levará a cantar suas clássicas e novas canções. Com vocês, Seal!

 

Seal, você se formou em arquitetura e trabalhou em diversos empregos diferentes até ser cantor. Como foi esse começo até você conseguir ser cantor?
Sim, você está correto. Estudei arquitetura embora que não tenha terminado minha graduação. Acho que eu seria igual a muitas pessoas; o caminho para tornar sua paixão uma carreira muitas vezes não é tão simples. Mas desde que descobri minha voz, ainda criança, que eu sabia que eu queria música para minha carreira.
A sua infância com pais separados e um relacionamento delicado entre você e seu pai tornou você um pai melhor? Você é o pai para seus que gostaria de ter tido?
Eu acho que a minha experiência de vida tem me feito um pai melhor. Queria garantir que meus filhos não tivessem que passar pelos desafios que tive de enfrentar.

 

Você e sua esposa Heidi Klum renovam a cada ano os votos matrimoniais e celebram com festas e momentos íntimos entre vocês. Isso demonstra o valor e o amor que você tem por sua família. Quais são esses valores? O que tudo isso significa para você?
Certo, eu e minha esposa renovamos nossos votos todo ano. Convidamos um pequeno grupo de amigos mais próximos e fazemos uma festa realmente grande. Gostamos de celebrar nosso amor e a família que criamos. Minha mulher e meus filhos significam tudo para mim, tudo gira em torno desse amor.
O reality show sobre a Lifetime, Love´s Divine, foi uma forma de mostrar para o público como ser uma família feliz? Não teve medo da exposição?
Love´s Divine não é um “reality show” de TV  sobre Heidi e eu. É totalmente o contrário. Meu objetivo e o de Heidi é dar a outros casais a oportunidade de renovar seus votos de casamento, como fazemos todos os anos. Muitos de nossos amigos e familiares têm dito que estão fazendo a mesma coisa e têm afirmado que o programa de TV é justamente isso. Com certeza não somos conselheiros matrimoniais, mas estamos dando a essas pessoas com histórias incríveis, e que muitas vezes tão difícil de contar, a oportunidade de rever seus casamentos e renovar o amor que sentem um pelo outro.
Em 1998 você deixou claro a sua preocupação com as relações humanas com canções como “Human Being”, “Lost My Faith” entre outras. Essas preocupações ainda existem? Como se manifestam?
O mundo é um lugar em constante mudança, como os acontecimentos mais recentes têm provado. Eu acho que isso é saudável desde que nos levam a questionamentos e obviamente me levam a expressar todas as minhas emoções.
Ser filho de pais nigerianos e neto de brasileiro teve alguma influência na sua música?
Acho que sim. Amo a música brasileira, verdadeiramente, amo. A música aqui tem muita alma, energia e paixão, e eu quero me deixar influenciar hoje e muito mais no futuro.
A que você deve o sucesso de “Killer” que atingiu mais de 5 milhões de cópias em 1990?
É uma pergunta difícil de responder do meu ponto de vista. Às vezes as coisas simplesmente acontecem.
Em 2003 você voltou a gravar depois de um período de cinco anos sem lançar novas canções. Qual o motivo desta pausa?
Acredito que quando você não tem nada a dizer, não diga.

 

 

Qual sua maior realização como cantor e qual seu desejo a ser alcançado?

Ainda estar fazendo o que mais amo depois de 20 anos como um artista que ainda grava. Longevidade é o maior desafio.
Você está com 47 anos e muito bem fisicamente. O que faz para manter-se em forma e saudável?
Ah, você é muito amável, muito obrigado. Mas não tenho nenhum truque secreto! Apenas faço o bom e antigo exercício e uma alimentação saudável.
A sua primeira vez no Brasil aconteceu em 1992 no Hollywood rock. Que boas lembranças você traz deste show?
Lembro bem daquele show porque cai quando estava entrando no palco! Nada mais tenho que não sejam boas lembranças do Brasil em geral. Amo esse país. Estou determinado em aprender português logo, logo.
Qual a expectativa de voltar a cantar no Brasil?
Estou muito excitado com a oportunidade de cantar no Brasil novamente. Já fizemos alguns shows por aqui que foram incríveis e estou com as mesmas expectativas em relação aos outros, cheios de pessoas bonitas que têm como objetivo dançar e se divertir.
O que os fãs do Brasil podem esperar desse show? Dê um recado aos leitores da MENSCH.
Eles se divertirão! Quando canto não gosto de pensar em mim e em minha banda como coisas separadas da platéia; é uma experiência para todos nós desfrutarmos juntos. Amo cantar aqui e espero que todos aproveitem os shows tanto quanto eu desejo que eles curtam!

 

Texto: André Porto e Nadezhda Bezerra
Tradução: Dulce Porto
Agradecimentos: Ric Salmon
Fotos: Divulgação, Steve Huff (fotos dos shows)
Site Oficial: http://www.seal.com/