A nova geração de notebook tem revolucionado o mercado de informática e impressionado os consumidores por conta de como são finos e leves. Porém tem deixado muita gente que está querendo comprar um notebook em dúvida do que se trata exatamente um ultrabook.

Termo criado pela Intel, o Ultrabook é uma “evolução” do velho notebook, que surge de forma mais leve, mais fino e com melhor autonomia de bateria que os modelos atualmente no mercado. Algo como o badalado MacBook Air, mas feito por outros fabricantes e rodando Windows. O ultrabook tem algumas características próprias que fazem com que ele seja classificado dessa forma, tanto no design quanto no hardware. Em geral um Ultrabook vem com tela de 13 polegadas e não pode ter mais de 1,8 cm de espessura. Os processadores tem de ser Intel Core de segunda geração, i3, i5 ou i7 e modelos de “ultra baixa voltagem”, que consomem menos energia que o processador de um notebook comum.

Porém, assim como nos notebooks, os fabricantes de ultrabooks são livres para experimentar diferentes configurações, desde que se mantenham dentro dos requisitos básicos. Você pode ter um modelo com processador Core i3, HD de 320 GB e tela de 13”, ou um com processador Core i7, SSD de 256 GB e tela de 14”.

 
Mas não confunda Ultrabook com netbook! O netbook é um notebook que encolheu, com tela menor e poder de processamento limitado em relação a um portátil tradicional. Já um Ultrabook é um notebook que afinou. Mas mesmo sendo tão leve e tão fino, é tão potente quanto um notebook convencional. Para isso foi incorporado uma tecnologia muito avançada, o que terminou resultando num preço bem mais alto que o de um netbook, e muitas vezes que do notebook tradicional. Mas as grandes vantagens de se ter um ultrabook é possuir um equipamento potente como um notebook, porém leve e fino como o netbook.

Num comparativo entre eles podemos ter, por exemplo, o Ultrabook Aspire S3-951, da Acer, e o notebook convencional Meganote Volcano, da Megaware, ambos com processadores Intel Core i5: o Meganote tem 3,5 cm de espessura, e pesa 2,2 Kg. O Aspire S3-951 tem 1,7 cm de espessura, e pesa 1,4 Kg. Outra diferença, e grande vantagem, é que no lugar de um HD convencional, um disco de estado sólido, ou SSD, baseado em memória Flash; Imagine um “pendrive” de grande capacidade montado dentro do micro. Os SSDs são muito mais rápidos que os HDs convencionais, o que ajuda os Ultrabooks a ligarem e estarem “prontos” pro trabalho em menos de 7 segundos.

Sendo assim, ao invés de desligar um Ultrabook você pode colocá-lo para hibernar, que é um modo onde ele consome pouca energia e pode ficar dias, e quando precisar usá-lo basta abrir a tampa pra continuar de onde parou em segundos, sem precisar esperar o Windows carregar. Se falar que além de mais rápidos os SSDs também consomem menos energia do que um HD convencional. Isso ajuda na autonomia de bateria: a Intel pede um mínimo de 5 horas, enquanto muitos notebooks convencionais não chegam a 3.

Dentre as desvantagens apontadas por alguns usuários, o fato do ultrabook ser muito fino, geralmente não tem espaço para um leitor de DVDs. Para isso você terá que carregar um drive externo junto com sua máquina.
 

Da mesma forma a bateria é fixa dentro do gabinete, e não pode ser substituída pelo usuário. Isso dá ao fabricante mais liberdade no design, aproveitando melhor o espaço no gabinete para uma bateria maior, por exemplo, mas significa que se um dia ela parar de manter a carga o usuário terá de mandar a máquina toda para a assistência técnica, em vez de simplesmente comprar uma bateria nova. Além disso impede de levar baterias extras durante uma viagem.

Os Ultrabooks atuais também não tem GPUs dedicadas (como os modelos da ATI ou NVidia). Em vez disso trazem o sistema de vídeo Intel HD Graphics 3000 integrado ao processador. Embora seja poderoso o suficiente para todas as tarefas típicas do dia-a-dia, inclusive a reprodução de vídeo em alta-definição, ele não é adequado para jogos, com a exceção de alguns títulos.

Mas o principal problema da primeira geração de Ultrabooks no mercado nacional é o preço que ainda é elevado para tornar os ultrabooks algo mais popular como é no caso dos netbooks. A Intel está ciente disto, e está trabalhando junto aos fabricantes para reduzir o preço em breve. A empresa espera que, já no final de 2012, seja possível encontrar Ultrabooks no Brasil por cerca de R$ 2.000. Afinal, segundo a Lei de Moore, descrita pelo co-fundador da Intel, ela diz: cada geração de hardware é menor, mais poderosa e mais barata que a anterior.
 

SONY VAIO IVY BRIDGE
A Sony apresentou recentemente nos EUA o Vaio E Series, um dos ultrabooks mais simples da Sony, com preço inicial de 500 dólares (R$ 1.019). São três versões de tamanho: 11, 14 e 15 polegadas, sendo que os dois maiores tem teclado retroiluminado.
 

O modelo de 11 polegadas é o único equipado com um processador da AMD. Já o de 14 polegadas roda o processador Intel Sandy Bridge de segunda geração. O modelo de 15 polegadas  é o único com opção de processador Ivy Bridge, de terceira geração – além de poder ser equipado com o Sandy Bridge.

Além destes modelos, o E Series conta com uma versão especial de 14 polegadas batizado de LL Cool J Boomdizzle. Com um visual esportivo, o ultrabook é equipado com um aplicativo para gravar e editar músicas, conta com a tecnologia Dolby Home Theatre v4 e é vendido com fones de ouvido da empresa. O modelo especial custa 899 dólares (R$ 1.833) nos Estados Unidos.

O ultrabook tem apenas 1,76 centímetros de espessura e pesa menos de 1,5 kg. Com tela de 13,3 polegadas e com tecnologia anti-reflexiva, que permite uso ao ar livre, sem que a visibilidade do display seja comprometida. E sua bateria tem duração de até 6,5 horas. O ultrabook já está à venda no Brasil com preço sugerido de 2.399 reais.
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