Carioca da Gema, nascida numa família de músicos, Laura Proença respira e inspira arte. Sua referência artística não poderia ser maior na família, o pai Miguel Proença, conceituado pianista, que a incentivou na decisão de se tornar atriz. Já na vida artística, sua influência (e mentora, digamos assim) foi ninguém menos do que Bibi Ferreira. Não demorou muito Laura estrear na TV em 2004, na novela “Senhora do Destino”, em seguida veio “Duas Caras”, como Vesga, e a série Cinquentinha, todas na TV Globo. Enquanto não estreia nos cinemas em duas novas produções, o s filmes “Resistir para Recomeçar” e “Nada é por Acaso”, Laura foca no seu lado musical e prepara um CD ao lado do seu pai. Além de seguir com seu projeto para o IGTV “Laura P”, com sua “personal coach” da quarentena”, é um projeto idealizado pela própria atriz, com textos dela em parceria com a escritora Regiana Antonini. Projeto esse que nos despertou para conhecer um pouco mais dessa bela mulher.

Laura, a música sempre esteve presente em sua casa. Qual é a memória musical mais forte da sua infância? Desde criança minha casa tinha muitas festas, saraus, artistas…, pois meus pais são pianistas. Minha madrinha é a cantora lírica Maria Lúcia Godoy, então, a música faz parte da minha vida. Minha memória musical é a ópera La Traviatta, que eu cantava e representava com o meu irmão nas festas em casa.

Quais são as lembranças que guarda da Dora de “Senhora do Destino”, sua primeira experiência na TV? Foi maravilhoso fazer a Dora em uma novela de sucesso como “Senhora do Destino” e que teve um elenco incrível. Lembro que ficava muito tranquila, apesar de ser minha primeira experiência na TV, mas tive que fazer umas “aulinhas” para lidar com bebê e segurar no colo. Amei fazer a Dora!

Como avalia o papel social e político da arte? A arte é reflexo de uma época, cultura, expressão de um povo. Política tem a ver com a organização, pensamento, nesse sentido o papel social e político da arte é importantíssimo – fala das nossas vontades, a arte informa, educa, sensibiliza, é transformadora.

Você costuma seguir movimentos feministas que cada vez mais ganham força nas ruas e nas redes? Estou com um projeto para falar de mulheres revolucionárias de diferentes períodos, brasileiras e estrangeiras. Não sou ligada a um movimento específico, porém, sempre me informo do que acontece, sou atenta e solidária: isso é sororidade. Exerço todos os dias e ensino aos meus filhos sobre a importância do feminismo.

O que a deixa verdadeiramente emocionada? Não quero ser muito sentimental, mas o amor me emociona.

Quais são os seus novos projetos na arte, além do novo álbum, “CD”, que está produzindo com seu pai, o pianista Miguel Proença? É uma alegria, pois já trabalhamos anteriormente no espetáculo “Natal em Concerto” quando substituí Nathália Timberg, eram apresentações de música e poesia. A expectativa é a melhor. As músicas são MPB, com arranjos maravilhosos. Estamos à vontade nessa produção, que era um sonho antigo e está se realizando. É muita cumplicidade e amor. Tenho ainda o lançamento de dois filmes – “Nada é Por Acaso” e “Resistir para Recomeçar”, que por causa da pandemia foram adiados. No mais, muito estudo, aulas de canto e estou investindo em streaming. 

Quais são seus planos para série “Laura P”, a coach mais louca da quarentena? Você pretende continuar insistindo neste formato para IGTV? Sim. Pretendo continuar com este formato, e ampliar o quadro com diversas e novas situações. E com convidados especiais. É umprojeto que eu amo!

O que é preciso para conquistar Laura Proença? Para mim é fundamental bom humor, obviamente bom caráter. Mas que leve a vida com leveza.

Conte um pouco da sua intimidade…, o que você gosta de fazer longe dos holofotes? Sou uma pessoa eclética. Gosto de ficar com minha família em casa, vendo filmes e comendo pipoca, de viajar com a família e os amigos, de ir à praia, sair pra dançar e me divertir, sempre com pessoas que amo ao meu redor. Gosto muito de unir as pessoas em ocasiões que eu mesma invento (risos) tudo para mim é desculpa para festejar!

Qual a viagem dos sonhos que você ainda não fez? Ver a aurora boreal. Acho mágico e quero muito levar as crianças para viverem essa experiência junto conosco.

Qual o segredo para manter a chama do amor sempre acesa? Eu e Rafa estamos sempre “regando” nosso amor. Nunca esquecemos de namorar um ao outro, que somos um casal. De viver esse tempo só nosso, sabe? A admiração que sentimos um pelo outro fomenta ainda mais o amor e a paixão. Acho que o segredo é a forma como nos amamos, como trocamos nosso amor. Tão genuína! Tão simples e intensa ao mesmo tempo. Estamos há 16 anos juntos e posso dizer que a cada dia nos amamos mais e nos queremos mais!

Qual a personagem que você quer viver na ficção? Do teatro brasileiro eu adoraria fazer a Joana da Gota D’Agua.

Quais são os planos pós vacina? Tudo que mais quero é voltar a trabalhar, ter contato presencial com meus colegas de trabalho, meu ofício. Digo, contato presencial, por que no “novo normal” estou produzindo. Faço parte do projeto “Em que livro você viaja” que são lives onde lemos, interpretamos e comentamos os livros do Walcyr Carrasco. Estamos no Instagram uma vez por mês e vamos para sétima edição. Tenho um projeto meu que me orgulho muito que é a “Laura P”, são pequenas esquetes produzidas e dirigidas por mim e minha amiga Vanessa Gontijo, com o texto incrível da Regiana Antonini… Mas depois da vacina quero muito voltar a fazer teatro e cinema no “velho normal”. Uma saudade que não cabe dentro de mim!

Além do seu pai você teve alguém que te ajudou e incentivou na carreira? Sim! Meu pai e minha mãe sempre foram meus maiores incentivadores. Desde de pequena! Mas quando já estava formada, Bibi Ferreira me colocou para ser assistente direção dela, na peça Only You, onde dirigia a Adriana Esteves e o Gracindo Júnior e no processo eu pude mostrar um pouco do meu lado atriz e assim que terminamos esse trabalho, ela me indicou para uma peça onde sua filha, diretora, Tina Ferreira, iria dirigir Herval Rossano. Era meu primeiro trabalho de teatro profissional e com o papel principal (era somente eu e ele na peça). A partir dali ela (ou a Bibi Ferreira) esteve sempre presente, tanto profissionalmente, me dirigindo, como minha amiga, confidente e como ela mesmo denominou, minha madrinha artística.

Uma mensagem para os leitores da MENSCH… A arte imita a vida, porém essa não nos permite ensaios. Por isso, não tenha receio em dizer o que sente, fazer algo que queira, ser feliz e viver com intensidade, olhe para trás… mas vá em frente, não deixe para amanhã o que pode ser feito hoje.

Fotos GLIN + MIRA

Produção Executiva e styling Marcia Dornelles

Beleza Everson Rocha

Laura veste – Saia Forever 21Body Adriana Brandi