ESTRELA: MAXIANE ABALOU O BBB E NOSSA CAPA

MAXIANE, A COORDENADORA DO RESORT QUE ABALOU O BBB 26

Entre o jogo e a vida real existe um território onde estratégia, emoção e identidade se confundem — e poucos formatos expõem isso de maneira tão intensa quanto o Big Brother Brasil. Na 26ª edição do programa, Maxiane Rodrigues entrou como professora de História e saiu como uma mulher ainda mais consciente de si, das suas forças e das suas vulnerabilidades. Dentro da casa, onde cada gesto pode ser interpretado como movimento de jogo e cada silêncio carrega significado, Maxiane enfrentou o desgaste da convivência, a pressão constante e os próprios limites emocionais. Sua formação acadêmica, longe de ser apenas um detalhe biográfico, se transformou em ferramenta de leitura do comportamento humano — ainda que, como ela mesma reconhece, nem sempre suficiente diante da intensidade do confinamento. Nesta entrevista para a MENSCH, Maxiane reflete sobre os bastidores emocionais da experiência, os aprendizados que ultrapassam o reality e o impacto imediato de sair para um mundo que a observa. Entre estratégia e impulso, razão e sentimento, ela revela como o programa não apenas testou sua inteligência emocional, mas também redefiniu seus próximos passos — dentro e fora dos holofotes.

Como foi, na prática, viver a experiência do Big Brother Brasil 26 desde o primeiro dia até a final? Foi intenso do começo ao fim. Você entra achando que é um jogo, mas na prática é uma montanha-russa emocional todos os dias — e sem pausa. É muita pressão a todo momento e tudo é feito pra desestabilizar. Ter jogo de cintura do começo ao fim é o maior desafio.

Qual foi o momento mais desafiador dentro da casa e como você lidou com ele emocionalmente? Foi lidar com o desgaste emocional da convivência. A manutenção das relações é difícil demais. Eu reagi muito no impulso muitas vezes e é necessário ter muita inteligência emocional pra lidar com isso.

Sendo professora de História, você acredita que sua formação influenciou sua forma de jogar? De que maneira? Minha formação em História me ensinou a entender que nada acontece por acaso. Todo comportamento tem um contexto, toda aliança tem um interesse e todo conflito carrega uma narrativa por trás. No fim das contas, minha formação não é só um diploma — é uma lente. E dentro do jogo, quem enxerga melhor, joga melhor e obviamente que muitas situações me sucumbiram, mas isso não quer dizer que a formação não tenha me ajudado. Me ajudou até certo ponto sim.

Houve alguma situação dentro do reality que mudou completamente sua percepção sobre si mesma? Sim. Eu descobri o quanto eu sou mais forte do que imaginava e o quanto eu tenho capacidade de dançar conforme a música, sabe? Eu sabia que eu era corajosa, mas não a esse tanto. O que mudou de fato, é me apropriar mais sobre inteligência emocional, acredito que isso vai agregar demais na minha vida.

Qual foi o maior aprendizado que você leva da experiência no programa? Que você pode até ajustar a forma, mas nunca deve abrir mão de quem você é.

Como você lidou com o confinamento e a ausência de contato com o mundo externo? O confinamento é a experiência mais louca, intensa e incrível que já vivi na vida. Ele te leva a lugares que você jamais imagina que pode ir. É realmente um convite para a auto percepção e a compreensão em relação ao outro.

Teve alguma estratégia que você adotou no jogo e que hoje você faria diferente? Talvez fosse mais direta em alguns momentos. Às vezes eu ensaiei demais e falei de menos e eu até entendo porque quando eu “ensaio” é a minha forma de me ouvir, de me entender. Acho que focar numa única pessoa também eu teria mudado.

Como foi o impacto ao sair da casa e se deparar com a repercussão aqui fora? Quando eu saí e vi tudo aos poucos, fiquei impressionada. Lá dentro você não imagina nada disso… mas eu tô bem feliz que essa edição teve bastante repercussão e audiência. Foi um elenco e tanto!

De que forma sua vida profissional e pessoal mudou após o programa? Eu acho que a palavra certa é “está mudando” e acho que é muito cedo pra falar sobre, mas nesse início, eu já sinto que essa mudança vem da visibilidade né? E com isso, mais responsabilidades, mais oportunidades… o BBB é uma porta grande, não tem jeito e eu estou super disposta à essa mudança.

Quais são seus próximos planos e como pretende usar a visibilidade conquistada após o Big Brother Brasil? Quero crescer na comunicação, fortalecer minha marca (que sou eu) e aproveitar tudo isso com inteligência, seriedade e coragem. Estou focada em crescer profissionalmente e mergulhar em tudo que eu puder e que possa agregar de forma coerente e positiva na minha vida.

Longe dessa correria toda, da mídia e dos compromissos de trabalho, onde recarrega suas energias? Com minha base: meu filho, minha família, meus amigos e amigas. É ali que eu me reconecto, que tenho ciência do meu poder e da minha força.

E para conquistar Maxiane basta… Pra me conquistar basta ser de verdade. Ter humildade no jeito, leveza na alma e alegria porque eu amo quem faz a vida ficar mais leve, não mais pesada. Mas não é só isso… tem que ter inteligência, saber conversar, ter conteúdo, ir além do superficial. E ó, tem um detalhe que ganha meu coração fácil: aquele jeito “verdureiro” de ser simples, desenrolado, que chega junto, que sabe rir, brincar e não tem frescura. No fim, é sobre conexão real: alguém leve, inteligente, humilde e com energia boa. Porque comigo, ou soma… ou nem começa.

Fotos Marcio Farias