Mais do que um fotógrafo, Matheus Coutinho é um mestre da imagem. Seja na fotografia, seja em vídeos e filmes. Diretor de fotografia, formado em Publicidade, pós-graduado pela Academia Internacional de Cinema e conhecido por trazer ao Brasil uma nova estética em projetos de moda & lifestyle. Nascido no berço da cinematografia, segue à frente da maior produtora do estado do Rio de Janeiro, a MAC Produções, fundada pelo pai há 31 anos, sua idade atual. Com 20 anos de idade, enquanto estudava, já tinha no currículo campanhas com grandes artistas do cenário nacional.

Considerado um profissional 360°, devido ao seu know how em diversos segmentos do mercado, como moda, lifestyle, música e entretenimento, além de dominar todo o processo de criação de conteúdo áudio visual – que inclui fotografia, vídeos e clipes – Matheus atuou em grandes projetos de empresas e marcas como Coca-Cola, TV Globo, Nike, Boticário, além de artistas como Pabllo Vittar, Anitta, Marina Ruy Barbosa, Manu Gavassi, Claudia Leitte, Boca Rosa, Letícia Bufoni, Caio Castro, Whindersson Nunes, Daniel Alves, entre outros. Ele também compõe o casting de diretores de fotografia da “Mynd Music2!”, uma das maiores agências de marketing de influência. Para o futuro, mira aplicar sua técnica e visão de mercado em projetos com propósito e para todos os segmentos, ao redor do mundo.

Matheus, antes de falarmos sobre a “What a Trip!”, queria que você contasse um pouco do começo da sua carreira. Você é jovem mas já coleciona grandes projetos com nomes de destaque do cenário nacional. O que marcou o início da sua carreira e quais são suas influências? Bom eu nasci dentro de produtora vendo meus pais trabalharem na nossa empresa, a MAC Produções, desde pequeno vendo e vivendo esse mundo de produção. Fui me encantando e decidi trabalhar nesse universo do audiovisual, mas sempre quis me destacar por méritos meus, e foi ai que fiz meu vestibular e fui para a faculdade me formar em Publicidade e Propaganda e já dentro da faculdade tive um aula sobre fotografia, até então, nunca tinha tido um contato com a câmera e foi depois de uma aula que eu disse pra mim: é isso quero ser, fotografo de moda e publicidade.

A partir desse dia dei início a minha carreira e comecei a buscar mais conhecimento, fui conhecendo o mercado, as pessoas e tudo foi fluindo naturalmente, quando fui ver já estava fazendo grandes marcas e nomes do Brasil. Minha grande influência nisso tudo foram os meus pais que me deram o apoio e também meus professores da faculdade na época, que hoje em dia muitos começam do nada, sem base alguma, então dou muita importância para um ensino de curso superior. Ajuda muito a ter conteúdo no seu trabalho. E somando a isso tudo, minhas grandes inspirações e influências também são amigos do mercado que admiro e alguns fotógrafos e diretores da gringa, principalmente os mais velhos, porque apesar das grandes conquistas que tenho até hoje, acho importante ter referências e trabalhar com aqueles que são mais experientes nessa trajetória, eles me ensinam muito!

Matheus Coutinho e Caio Castro saltando de helicóptero no Rio de Janeiro

Você dirigiu e executou o projeto sozinho, sem equipe, no meio da pandemia. Como foi essa experiência? Eu estou acostumado com minha equipe, set de gravação gigante com equipe de 15 a 60 pessoas, mas gosto dos momentos sozinhos porque eu posso criar mais e ficar só eu e a modelo que acaba tendo uma intimidade maior de entrega de ambas as partes. Mas como faço muita viagem sozinho pelo mundo eu já sei que nessas horas é só levar minhas duas câmeras e umas 6 lentes para tudo ficar super dentro das minhas criações e a fotografia sair inspiradora!

Vocês conseguiram manter o distanciamento físico? No nosso caso não precisamos ter essa preocupação, porque passamos a quarentena juntos em grupo de amigos e família, além disso, para a viagem, fizemos o teste do Covid para confirmar que estávamos autorizados para sair do país e seguir viagem.

Quais são as regras de segurança para este tipo de trabalho na Europa durante a pandemia? Basicamente uso de máscara em lugares com mais pessoas, mas como a gente sempre estava em mais locais abertos como montanhas e estradas e quase sempre sozinhos, foi bem tranquilo.

Matheus Coutinho em Iceland Reykjavik

A pandemia trouxe aprendizados para os profissionais de fotografia? Acredito que a pandemia trouxe aprendizados de uma maneira geral para todos, esse momento de distanciamento social foi muito difícil para todos e mesmo na fotografia esse contato é essencial para meu trabalho acontecer, nas redes vi alguns fotógrafos fazendo fotos por facetime achei legal até fui chamado para alguns nesse mesmo formato, mas eu não me sentir à vontade porque acredito que a fotografia é olhar, sentimentos e contato físico com o outro.

E como você vê o mercado daqui para frente? Bom acho que o mercado parou de um modo geral, mas quem conseguir sobreviver a essa pandemia e crise que estamos passando, acredito que tem muito trabalho pela frente, o mercado voltou aquecer de novo e quem tiver com vontade de trabalhar vai se destacar no mercado novamente.  Vejo um mercado aberto para todos a pandemia meio que deixou igual todos os níveis de profissionais, agora é cada um criar suas oportunidades e se destacar no mercado.

Falando em futuro, quais são seus próximos projetos? Estou bem ansioso com os próximos meses, inclusive com o ano que vem, de 2021. Recentemente rodei uma campanha para iCarros junto da FIAT a convite da empresa BIRD, que foi uma produção muito legal que vai ao ar nos próximos dias e com isso tudo junto estou com 2 projetos focados um para TV e outro para o Netflix que ainda é segredo, mas que em breve posso compartilhar com vocês. (risos) Fora esses 3 projetos estou sempre em contato com grandes empresas e nomes da cena do audiovisual sempre buscando novas formas de produzir publicidade e conteúdos para as novas plataformas.