
Podíamos dizer que o “ser tão teatro”, grupo de teatro de João Pessoa que Thardelly Lima faz parte até hoje, diz muito quem ele é. Um ser do teatro, que respira e transpira arte em todas as suas formas. Das suas referências de Cajazeiras, sua cidade natal na Paraíba, à sua estreia nos palcos, a consagração no cinema com Bacurau até seus personagens encantadores na TV. Conversar com Thardelly é como conversar com um amigo onde o papo rola solto e você não quer que pare. Intenso, criativo, resistente e acima de tudo talentoso, Thardelly tem conquistado cada vez mais o público com seus personagens carismáticos, em especial com seu Vespertino das novelas Mar do Sertão e No Rancho Fundo, e atualmente o Enzo, de Dona de Mim. E ainda por cima está em turnê na França com a peça A Alegria dos Náufragos. Thardelly é uma potência na dramaturgia que ainda vai nos dar muitas alegrias em vê-lo atuar e fazer arte. Como aqui nesse ensaio cheio de poesia que ilustra essa matéria de capa. Afinal, esse cabra de Cajazeiras ainda tem muito chão pra percorrer.
De Cajazeiras (PB) para o mundo! Como foi isso Thardelly? Como essa aventura começou? Cajazeiras, na Paraíba, é conhecida como a “terra da cultura”, a cidade que ensinou o estado a ler. De lá, também vieram nomes como Marcélia Cartaxo, Buda Lira, Nanego Lira e Soia Lira e eu me orgulho de ser dessa mesma terra. Passei minha infância na rua do Teatro Íracles Pires, o famoso Teatro Íca, e frequentá-lo nos finais de semana, virou hábito. Um dia, fui convidado por um amigo para fazer um teste para a encenação da Paixão de Cristo na cidade. Passei, e aquela foi minha primeira apresentação. Ao fim das festividades da Semana Santa, o diretor me chamou para participar do espetáculo Trinca Mas Não Quebra. Foi aí que a brincadeira começou a ficar séria. Prestei vestibular para o curso de Educação Artística com habilitação em Artes Cênicas na Universidade Federal da Paraíba, em João Pessoa. Já na capital, integrei vários grupos de teatro: o Graxa, o Osfodidário, o Piollin e, por fim, o Ser Tão Teatro, grupo do qual faço parte até hoje. Neste ano, inclusive, estamos vivendo a maioridade, completando 18 anos de história. Estamos aí, firmes. Costumo dizer que o teatro me salvou… e continua me salvando todos os dias.

Sua estreia no cinema foi com Rafaméia (ótimo título!)… e na TV com Amor de Mãe. Você já chegou com dois quentes e um fervendo! Como surgiram os convites e como foi encarar esses dois trabalhos com focos bem diferentes mas com a mesma arte de entreter? Embora Rafaméia tenha sido lançado primeiro, um filme potente dirigido pelas incríveis Mariah Teixeira e Nanda Félix. Cronologicamente, eu já havia gravado outros longas antes, como O Paterno, Serial Kelly e Beiço de Estrada, que acabaram estreando depois. Os convites começaram a surgir a partir de testes que fiz em João Pessoa. Um trabalho foi puxando o outro, sabe? A troca entre diretores, produtores de elenco e colegas de equipe foi abrindo caminhos e me levando para diferentes projetos quase simultaneamente. Foi um período de muita conexão e sinergia.
Já em Amor de Mãe, o convite aconteceu de um jeito curioso. Eu estava no Rio de Janeiro para um teste presencial da novela Quanto Mais Vida, Melhor, do diretor Allan Fiterman, que já havia me visto em Bacurau e me chamou para esse novo projeto. Enquanto eu estava na cidade, uma amiga avisou à produtora de elenco de Amor de Mãe que eu tinha o perfil que eles estavam procurando para uma participação especial. E deu certo. Foi o destino trabalhando com capricho – logo depois de Amor de Mãe, veio a pandemia, mas eu já estava confirmado para a próxima novela das sete. Foi tudo muito intenso, mas também muito bonito, são linguagens diferentes, claro, mas no fim das contas, tudo é sobre contar histórias que tocam as pessoas.


Curioso que você sempre transitou muito bem entre drama e humor. Mesmo com sua veia humorística bem acentuada, como é isso para você? Apesar de transitar entre esses dois universos, eu confesso que raramente paro para racionalizar esse movimento. Para mim, o ponto chave, tanto no drama quanto no humor, é o timing. Levo isso muito a sério. Na minha cabeça, é como se houvesse um metrônomo interno guiando o ritmo das cenas. Tento ouvir esse compasso e seguir o tempo que a situação exige.Nunca fui muito de escolher trabalhos com base no gênero. Mas, nos últimos tempos, a televisão tem me enxergado mais pelo viés cômico, talvez porque, nos bastidores, nas redes sociais e no convívio com as pessoas, eu sou mesmo esse sujeito brincalhão, que gosta de contar histórias engraçadas, de rir e fazer rir.
Mas eu vejo o humor e o drama como parentes próximos. Ambos exigem escuta, entrega e, mais uma vez, timing. A diferença está na tonalidade, não na profundidade.Amo fazer comédia me divirto demais. Estou numa fase em que sinto muita vontade de explorar com mais força meu lado dramático. Me desbravar como ator nesse campo, é um desejo bem presente agora.
Hoje em dia o audiovisual está bem mais democrático dando espaço para talentos de todos os cantos do Brasil, em especial para o Nordeste. Como percebe isso? Digamos que você chegou na hora certa? O cinema sempre esteve presente no Nordeste. A região sempre produziu grandes obras, seja na Paraíba, em Pernambuco, na Bahia… O problema nunca foi a produção, e sim a circulação e a visibilidade desses projetos. Quando falamos de televisão, aí sim noto uma mudança mais recente no olhar para os atores nordestinos. Mas ainda está longe de uma igualdade real de oportunidades em relação aos artistas do Sudeste e Sul. Ainda é desigual.



Fico muito feliz quando vejo obras que se passam no Nordeste e que contam com elencos majoritariamente nordestinos… Como deve ser. E acredito que essa nova onda do cinema brasileiro, feito e protagonizado por nordestinos, tem provocado uma transformação importante – o mercado audiovisual passou a enxergar a nossa potência com mais atenção e respeito.
Sobre “chegar na hora certa…” sinceramente, às vezes sinto que cheguei tarde. Foram muitos anos dedicados exclusivamente ao teatro porque, durante muito tempo, a televisão parecia algo distante, quase exclusivo para quem era do eixo Rio-São Paulo. Com o tempo, os editais foram rareando, os recursos diminuindo e, eu precisei abrir mão de certa teimosia para me jogar no audiovisual, inclusive para sobreviver. E foi um passo importantíssimo.Mas acredito que todo esse tempo no teatro foi essencial. Foi ali que me formei como artista, onde aprendi rigor, escuta e entrega. Então, se não cheguei “na hora certa”, cheguei calejado. (risos)
Ao longo da sua trajetória da Paraíba até o Rio de Janeiro, muitos perrengues? O que foi mais difícil superar? Perrengue na vida de ator é quase item de série, né? E comigo não foi diferente. Tive muitos altos e baixos na minha trajetória, especialmente nos anos em que atuei exclusivamente no teatro. Mas digo com muito orgulho – vivi 22 anos sustentado apenas pelo que o teatro me dava. Tive a sorte de integrar um grupo teatral da Paraíba que, além de artisticamente potente, era também muito organizado e isso fez toda a diferença. Fomos contemplados por grandes editais nacionais, rodamos o país de ponta a ponta, das capitais aos rincões. Ainda jovem, com esse grupo, consegui comprar meu primeiro apartamento. Pagava minhas contas com dignidade e era feliz, feliz mesmo, tomando uma cervejinha dentro do ônibus depois dos ensaios.


Mas não sou do tipo que romantiza perrengue. A vida é dura e, em muitos momentos, foi preciso ter muita resiliência. As coisas começaram a mudar mesmo, quando me abri para o audiovisual. Cheguei ao Rio de Janeiro em 2020, no auge da pandemia, atravessando o país com minha esposa. Construímos juntos nossa vida por aqui, tijolinho por tijolinho. Sou profundamente grato por tudo que vivi na Paraíba, e também por tudo que estou vivendo agora. O Rio tem me dado a chance de realizar sonhos antigos e sigo cheio de outros tantos pela frente. A roda da vida tem sido generosa comigo, e eu que não sou besta, sigo girando com ela.
Olhando de fora sua atuação, parece que quem mais está se divertindo é você. Se sente realizado? Como avalia seu momento atual? É exatamente isso. Eu me divirto mesmo porque eu amo profundamente o que faço. Sempre digo que sou um “bicho do trabalho”, daqueles que realmente encontram sentido na labuta, no processo, no fazer artístico. Às vezes, até me cobro demais, mas a verdade é que fico feliz de verdade quando estou em cena, seja fazendo humor ou drama. Me sinto como uma criança brincando, inteira, livre, presente.
Hoje, estou vivendo um momento muito especial. Tenho cuidado mais da minha saúde, investi em mudanças importantes, como a perda significativa de peso, e isso tem me permitido explorar outros perfis, novos tipos de personagens, outras possibilidades de atuação. Estou me abrindo ainda mais para o mercado, para as transformações que vêm junto com ele, e isso tem me deixado animado.Se eu pudesse resumir meu momento atual em uma palavra, seria – fome. Fome de crescer, de me desafiar, de experimentar novos caminhos como ator. Me sinto pronto e muito feliz. Talvez, de fato, em uma das melhores fases da minha vida profissional.

Na TV você participou de duas novelas onde interpretou o mesmo personagem em momentos diferentes. Como é fazer a mesma coisa só que diferente? Qual foi o maior desafio? Foi uma experiência muito prazerosa e também bastante surpreendente. Quando recebi o convite para retomar o personagem, fiquei até um pouco chocado, porque não é comum na televisão brasileira um personagem de novela retornar em outra trama. Eu já tinha guardado o Vespertino na gaveta dos personagens vividos, com carinho, como quem fecha um ciclo. Mas aí veio o desafio – como trazer esse personagem de volta e, ao mesmo tempo, fazer com que ele soasse novo, interessante, com algo a mais para contar? Como fazer o público se engajar de novo com alguém que eles já conheciam? Tive uma sorte imensa de contar com os textos brilhantes do Mário Teixeira, que escreveu um novo arco dramático incrível para o Vespertino. Isso me deu chão para reconstruí-lo como se, de fato, o tempo tivesse passado também para ele. Foi uma redescoberta. Senti que encontrei um Vespertino mais maduro, mais profundo, com outras camadas. E isso, como ator, foi um presente. No fim, ele teve até um final feliz… e eu também. Foi um desafio raro e muito especial, desses que a gente guarda com carinho na memória e na carreira.
Atualmente você está em Dona de Mim com o personagem Enzo Cariri. E ai, tem gostado do Enzo? Gente da melhor qualidade ou mais uma alma sebosa? (risos) Tô muito feliz com o Enzo! Ele é um personagem muito divertido, e talvez o que mais se aproxima da minha história pessoal até agora. Enzo é diretor de teatro, acadêmico, tem formação em artes cênicas, como eu. Então, tem sido quase como emprestar minhas próprias memórias e vivências para o personagem. Outra coisa que me marcou muito foi poder vivê-lo com o meu sotaque e o melhor – isso não foi questionado em nenhum momento. E olha que Dona de Mim não é uma obra regionalizada, nem voltada especificamente para o Nordeste. Isso, pra mim, é simbólico e raro. Foi libertador.
Além disso, interpretar o Enzo é também celebrar minha quarta novela ao lado do diretor Allan Fiterman. O Allan foi o primeiro diretor de TV a me enxergar a partir do cinema e acreditar que eu poderia fazer esse salto para a televisão. Desde então, somos parceiros: começamos em Quanto Mais Vida, Melhor, passamos por Mar do Sertão e Rancho Fundo, e agora chegamos a Dona de Mim. Já dá pra chamar de tetracampeonato, (risos)! É uma relação de muita confiança e respeito mútuo. Até aqui, tenho o orgulho de dizer que fui o único ator presente em todas as obras dele como diretor artístico. Isso diz muito sobre os encontros que a vida me proporcionou — e sobre como é bom trabalhar com quem acredita em você. Ah, e sobre o Enzo ser gente boa ou alma sebosa… acho que ele é gente da melhor qualidade, mas com umas pitadas de vaidade que a gente adora ver na ficção, (risos)!

Falando em alma sebosa, seu personagem em Bacurau, Tony Jr., era a personificação disso. Mesmo assim foi divertido? O filme foi um sucesso e deu o que falar.Tony Jr. é, sem dúvida, um personagem emblemático na minha carreira. Ele mexe com o imaginário popular. Afinal, quem não conhece um político canastrão, vaidoso, descarado e completamente sem noção? Mas, apesar da caricatura, tivemos muito cuidado na construção dele. Queríamos que o Tony tivesse uma relação real com os moradores daquela cidade, por mais torta que fosse. Ele não podia ser só um vilão estigmatizado. Era importante que o público acreditasse que ele fazia parte daquela comunidade e, por isso mesmo, sua traição fosse tão significativa.
Gravar Bacurau foi uma experiência inesquecível, do sertão nordestino até Cannes, na França. Os bastidores eram uma festa – um elenco incrível, repleto de amigos e artistas potentes, todos ali profundamente comprometidos com a história que estávamos contando. Tony Jr. me trouxe visibilidade, abriu caminhos e representou um passo muito importante na minha trajetória. E o mais curioso é que, até hoje, muita gente se surpreende ao descobrir que aquele prefeito cara de pau sou eu! (risos). Isso me dá orgulho, é sinal de que o trabalho funcionou e que consegui criar um personagem diferente e marcante. Foi divertido, foi político, foi provocador. Bacurau me fez transitar por um lugar artístico que eu admiro muito e que, com certeza, me transformou.
Qual a “farsa do poder” e qual a “alegria dos náufragos”? Que bom você trazer esses títulos como metáforas, amo esse tipo de provocação, (risos)! Pra contextualizar os leitores: esses são dois espetáculos que fiz, e atualmente estou em turnê na França com A Alegria dos Náufragos. Mas pensando neles para além da cena, como reflexões da vida…
A farsa do poder, pra mim, é tudo aquilo que nos ilude. É o jogo de aparências, a sedução das posições, das vaidades, das estruturas que fazem a gente esquecer, mesmo que por alguns minutos, de onde veio, quem é e o que importa de verdade. É quando o poder, em qualquer nível, nos embaralha a essência. É a superioridade falsa, encenada, que muita gente veste como uma máscara.

Já a Alegria dos Náufragos carrega uma ironia bonita e dolorida. Porque alegria e naufrágio não costumam andar juntos, né? Mas talvez seja justamente sobre isso: achar beleza no meio do caos. É afundar ouvindo boa música, tipo o Titanic, sabe? risos. É olhar pro céu e enxergar estrelas, mesmo quando falta a luz. A vida é cheia dessas alegrias paradoxais, desses naufrágios que, no fim das contas, nos revelam mais do que qualquer bonança. E o teatro, ah… o teatro é o melhor lugar pra colocar tudo isso em cena.
Qual sua maior vaidade (como ator e como homem)? Vaidade? Ih, tenho várias… (risos). Tá bom, eu sei que preciso trabalhar isso, mas me dá um desconto, sou leonino, né? Um pouco de brilho faz parte do pacote, (risos)! Como ator, acho que minha vaidade aparece quando termino uma cena e fico esperando aquele feedback positivo. No teatro, a resposta vem do público, a gente sente ali, na hora. Mas no audiovisual é diferente… e eu confesso que fico ansioso pra ouvir alguém dizer: “foi bom”, “funcionou”, “era isso”. Tenho essa carênciazinha de confirmação, sim.
Já como homem, tenho me tornado cada vez mais vaidoso com minha aparência. Meu cabelo, por exemplo, é uma questão delicada pra mim — mexe mesmo com meu emocional. Também gosto de me sentir amado, de receber carinho, de ser notado. Ultimamente, tenho me cuidado mais, prestado atenção na minha imagem, nas roupas, na forma física. E, sim, adoro ser elogiado. Meus amigos mais próximos sabem – um elogio certo muda meu dia. Talvez isso venha dessa necessidade de validação, de sentir que estou no caminho certo.
Enfim, dizem que vaidade é um espelho que a gente vai aprendendo a olhar com mais calma… sem se perder no reflexo, mas também sem deixar de gostar do que vê.

Na hora de relaxar, o que curte fazer? Como recarrega as baterias? O Rio de Janeiro não para, né? E pra quem gosta de gente, festa e bons encontros, como eu, essa cidade é um prato cheio. Mas eu sou meio a meio – gosto de estar na rua, no agito, mas também valorizo meus momentos mais tranquilos.Recarrego minhas baterias em casa, com minha companheira, inventando receitas na cozinha, somos uma dupla afiada! Também gosto de cuidar do meu espaço, sou até pai de planta – e levo isso a sério, viu?
Ao mesmo tempo, não abro mão dos encontros com amigos. Adoro ir ao samba, sentar num bar, passear por feirinhas, vibrar nos jogos do Vasco, reunir a galera pra ir à praia, comer um cachorro-quente na calçada ou tomar uma cachacinha sem pressa. E, claro, tem meu momento clássico de descanso – celular na mão, rindo de memes como se fosse meditação, (risos). Relaxar, pra mim, é estar entre afetos, comida boa, boas risadas e, de vez em quando, um pouco de silêncio também.

Quais os planos para um futuro próximo? O que ainda deseja esse cara arretado que veio de Cajazeiras e conquistou seu lugar ao sol? Eita… São muitos desejos, mas sigo com os pés no chão e o coração cheio de vontade. No futuro próximo, estou animado pra celebrar as estreias dos projetos que já gravei e que estão prestes a ir ao ar. Mas o que tem me tomado de verdade é a construção do meu monólogo Suçuarana, aprovado pela Lei Rouanet 2025, com direção do gênio César Ferrario. É um projeto muito especial, que mexe comigo profundamente e estou colocando nele tudo o que acredito como artista.
Também tenho muita vontade de explorar com mais profundidade o drama. Como disse antes, me sinto naturalmente ligado ao humor, e sou muito grato por todos os trabalhos que reconhecem isso em mim. Mas tenho sentido falta de mergulhar em personagens dramáticos, de viver outras intensidades, outras dores e silêncios.Sou um artista de estrada ou, como gosto de brincar, de caminhão: buzinou, eu tô subindo, (risos)! Sou movido pelo trabalho, desde que ele venha com respeito, com ética e com verdade.
O que eu desejo? Desejo continuar trabalhando muito, com saúde, dignidade e afeto. Desejo poder contar boas histórias, me emocionar, emocionar o outro. E, claro, desejo amor, muito amor, porque sem isso, nem o aplauso vale tanto. E esse cabra de Cajazeiras ainda tem muito chão pra percorrer.
Para conquistar Thardelly basta… Um sorriso sincero, estar minimamente alinhado com as coisas que acredito, um abraço apertado também ajuda muito… agora, se vier com um cafezinho quente e uma bolacha Jucurutu, pode até pedir minha mão em casamento que eu penso com carinho, (risos)! Tô brincando, eu sou casado hein, (risos)? Eu sou fácil demais, minha gente! Mas não espalha, (risos). Gosto de gente que chega de verdade, que tem papo bom, que ri alto sem vergonha e que sabe a hora certa de dizer “bora tomar uma?”. Se tiver bom humor e souber a diferença entre cuscuz e polenta, já tem 50% do caminho andado. E se souber elogiar meu cabelo num dia de vento… aí já era. (risos) A vida é muito curta pra viver com formalidades, eu tô sempre pronto.

Fotografia Elyenai Fernandes (@elyenaifrnnds)
Produção executiva Rufo Studios (@rufostudios)
Beleza Marcio Izzy (@marcioizzy_)
Styling Diego Duarte (@diegoaduarte)
Assessoria @helenalongo


