ADEGA: BODEGA TRIVENTO, MARCA NÚMERO 1 DE VINHOS NA ARGENTINA APRESENTA TRÊS NOVOS RÓTULOS

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A vinícola argentina Trivento, reconhecida internacionalmente pela excelência de seus Malbecs e responsável pelo vinho argentino mais vendido do mundo, apresenta ao mercado brasileiro três novos rótulos que celebram toda a versatilidade da emblemática cepa. Aproveitando o mês dedicado ao Malbec — que tem seu dia comemorado em 17 de abril — a marca lança os vinhos Trivento Golden Reserve Malbec–Cabernet Franc 2023, Trivento Reserve Cabernet–Malbec 2024 e Trivento Malbec de Fuego 2024.

O Trivento Golden Reserve Malbec–Cabernet Franc 2023, elaborado com uvas cultivadas nos vinhedos de altitude do Vale do Uco, combina intensidade e sofisticação em um blend marcante. O Malbec entrega potência e aromas de frutas negras maduras, enquanto o Cabernet Franc acrescenta estrutura, elegância e taninos expressivos, resultando em um vinho complexo e equilibrado.

Já o Trivento Reserve Cabernet–Malbec 2024 traduz harmonia entre maciez e estrutura. A união das duas variedades revela aromas de frutas vermelhas e negras maduras, nuances de especiarias, leves toques de baunilha e madeira sutil. Elegante e versátil, apresenta taninos redondos e um final agradável e equilibrado. Eletraduz harmonia entre maciez e estrutura. A união das duas variedades revela aromas de frutas vermelhas e negras maduras, nuances de especiarias, leves toques de baunilha e madeira sutil. Elegante e versátil, apresenta taninos redondos e um final agradável e equilibrado.

Fechando os lançamentos, o Trivento Malbec de Fuego 2024 aposta em um perfil mais intenso e ousado. De coloração vermelho-rubi profunda com reflexos violáceos, o vinho traz aromas de ameixas maduras, violetas e notas defumadas provenientes da madeira tostada. É uma excelente escolha para harmonizar com carnes assadas, queijos curados, massas com molhos encorpados e chocolate amargo.

“Esses novos rótulos refletem nossa busca constante por explorar a diversidade do terroir argentino e a versatilidade do Malbec. Cada vinho foi pensado para expressar identidade, equilíbrio e personalidade, seja em blends que se complementam ou em interpretações mais intensas da variedade”, destaca Magdalena Viani, que esteve no Brasil pela primeira vez nesta semana para apresentar os lançamentos.

A MENSCH aproveitou a vinda da enóloga da Trivento, Magdalena Viani, que esteve recentemente no Brasil pela primeira vez, e bateu um papo com ela sobre sua trajetória, cultivo de uvas e a enologia com um “toque feminino”.

Você ingressou na equipe de enologia em 2014 — como foi a evolução da sua carreira até assumir, em 2022, a responsabilidade pelos vinhos da linha Trivento Golden Reserve? Bom, eu sempre digo que a Trivento foi minha casa, porque foi a primeira bodega onde trabalhei, me desenvolvendo técnica e profissionalmente. Desde 2016, pude atuar em diferentes áreas da vinícola e trabalhar com distintos vinhos dentro da bodega, o que me deu uma perspectiva muito ampla sobre as diferentes elaborações, varietais e linhas de vinho que produzimos na Trivento. Depois, foquei cada vez mais na linha de alta gama, até assumir, em 2022, a responsabilidade pela elaboração da Golden Reserve. Todo o trabalho realizado anteriormente contribuiu muito para minha experiência e para tornar mais distintiva a elaboração dos nossos vinhos de alta gama. Foi um processo de conhecer esse vinho desde o início, da uva e do campo até, finalmente, a garrafa.

Seu primeiro contato com a vinificação aconteceu ainda na adolescência, em uma vinícola da família. Quais memórias desse período ainda influenciam diretamente o seu trabalho hoje? Bom, esse período da minha adolescência trabalhando com meu tio, que também é enólogo, eu guardo e lembro com muito carinho, e ele continua influenciando diretamente o meu dia a dia. Isso me faz recordar o que despertou minha paixão pela enologia e como me senti na primeira vez que entrei em uma barrica. Até hoje, especialmente durante a vindima, quando tudo é vivido de maneira mais intensa, eu revivo essa experiência e fico cheia de emoção.

Você menciona o encantamento com os aromas e o cuidado em cada etapa do processo. Como esses elementos se traduzem, na prática, na criação de vinhos super premium? Em qualquer vinho, mas especialmente nos vinhos de alta gama, aquilo em que eu, como profissional e enóloga, mais me concentro é no cuidado com os aromas e com cada uma das etapas da elaboração, para conseguir a expressão mais natural e pura possível de cada vinho com o qual trabalho. Trata-se de manter a integridade da expressão de cada varietal e de cada vinho, desde a planta até, finalmente, a garrafa. Como posso ajudar, sem intervir demais, a cuidar de cada um desses aspectos e potencializá-los, de maneira que quem provar esse vinho possa reviver a mesma experiência que eu tive ao provar a uva no vinhedo. A sensação de estar naquele terroir — diferente para cada uva —, provar as frutas, sentir os aromas, a qualidade, a acidez, e depois conseguir transmitir tudo isso ao vinho final.

Dentro da equipe de enologia, você traz um “toque feminino” marcado por sensibilidade e sutileza. Como essa perspectiva impacta o perfil e a identidade dos vinhos que você assina? Acho que a sensibilidade e a percepção não estão necessariamente marcadas pelo gênero, embora, claro, exista meu toque pessoal nos vinhos com os quais trabalho. Acredito que isso tem mais relação com a forma como cada pessoa e cada profissional desenvolvem sua parte sensível e trabalham essa ferramenta, que é muito importante na elaboração dos vinhos.

Sua conexão com o bem-estar, o pilates e a natureza, especialmente nas montanhas, influencia de alguma forma o seu processo criativo na enologia? Como mencionei na pergunta anterior, meu gosto e meu bem-estar ao redor da natureza têm muito a ver com o processo criativo dentro da enologia. Porque, para mim, trata-se de transmitir a experiência do terroir da uva, da paisagem, da frescura, quando é um terroir mais fresco, da qualidade dos solos, talvez mais minerais. Ou seja, é poder transmitir toda essa experiência vivida ao redor da natureza e engarrafá-la em cada vinho. Essa conexão com a natureza, em seu lado mais puro e íntegro, convive 100% com o processo criativo dos meus vinhos.

Para você, o vinho está profundamente ligado ao momento e à companhia. Como essa filosofia orienta suas decisões na elaboração de rótulos pensados para o consumidor? Para mim, pensar o vinho a partir do momento e da companhia com quem ele será compartilhado implica trabalhar perfis que sejam coerentes com cada situação. Vinhos mais acessíveis e descontraídos para determinados encontros, ou mais estruturados e complexos para ocasiões um pouco mais especiais. Depois, essa intenção é discutida com o restante da equipe: qual é a proposta por trás de cada vinho e como traduzi-la no conceito da etiqueta e na comunicação. Ou seja, é um trabalho em conjunto, em que o vinho, ou a intenção do vinho, é o ponto de partida, mas sempre pensando, até o final, na experiência do consumidor.

Os vinhos brasileiros estão cada vez ganhando espaço. Você tem provado? Como avalia essa produção nacional? Estamos num bom caminho? Tive a possibilidade de provar alguns vinhos brasileiros, ainda que de uma maneira bastante limitada. De todo modo, é muito interessante ver o crescimento do país como produtor. Vejo uma evolução bastante clara, sobretudo nos espumantes, que acredito estarem sendo construídos de maneira muito sólida, mas também nos vinhos. Acho que existe uma busca cada vez maior por definir o estilo e a qualidade dos vinhos brasileiros. Considero que o país está em um caminho muito positivo, com uma indústria que hoje investe, experimenta e aposta na consolidação do seu espaço. Como acontece em todos os países com desenvolvimento vitivinícola, é um processo que leva tempo, mas vejo resultados muito promissores.