
O DISCRETO BAR SPEAKEASY LOCALIZADO NA ZONA SUL DE RECIFE QUE VALE À PENA DESCOBRIR E DESFRUTAR DE SEUS DRINKS INCRÍVEIS, FINGER FOODS DELICIOSAS E SOM CONCEITUAL.
Por André Porto
Quando pensamos no termo “bar secreto” automaticamente gera uma curiosidade natural sobre o que se trata. Sobre o que vamos encontrar ou como chegar lá. A nova onda é o speakeasy, termo que surgiu nos anos de 1920, o primeiro dos 13 anos de vigência da Lei Seca nos EUA, onde a venda de álcool era ilegal, mas a sede por bebidas alcoólicas e entretenimento persistia. Dessa forma foram surgindo os famosos “speakeasies“, ou seja, lugares secretos e discretos onde as pessoas podiam driblar a fiscalização policial e curtir momentos agradáveis desfrutando de drinks, uma boa gastronomia e música ao vivo.
Os bares speakeasy são conhecidos por sua atmosfera única. E isso faz toda a diferença para quem procura esse tipo de bar. No Brasil essa, digamos, tendência surgiu há uns 15 anos, quando os primeiros speakeasies começaram a aparecer. Grandes cidades como São Paulo, Rio de Janeiro e Curitiba, foram as primeiras a trazer esse tipo de bares. O conceito que se manteve igual ao original foi o de serem lugares que vendem coquetéis onde poucas pessoas sabiam onde ficavam e como eram.

Em Recife, um speakeasy foi surgindo discretamente há alguns anos. Um espaço mais intimista e para poucos e bons clientes. Proposta até então inovadora do mixologista e bartender Luciano Guimarães, “Sempre tive algumas referências de fora, tudo começou em um pequeno espaço onde eu dava aula de bar e pela estrutura que eu tinha, e falta de grana o espaço se encaixava como um speakeasy mesmo, lugar escondido e fora do comum. Apostei no serviço e deu certo, depois as coisas tomaram outro rumo que hoje vem a ser o Ponto Cego”, comentou o proprietário do bar Luciano, em entrevista para a MENSCH.
Como a temática dos bares secretos era de espaços improvisados para o consumo de bebida alcoólica, no caso do Ponto Cego Luciano pensou em ser algo desconstruído, despojado e que ao mesmo tempo fosse confortável com serviços e produtos premium. Um lugar que existe, mas não se vê. A ideia é nunca entregar o básico, não aceitar ser igual a outros bares por mais que sejam de sucesso. O Ponto Cego busca sempre entregar cocktails que sejam uma experiência e pratos bem feitos, música harmoniosa e o serviço de alto padrão. O foco é nunca deixar cair a qualidade.
3 PERGUNTAS PARA LUCIANO GUIMARÃES

Conta um pouco da sua trajetória até aqui e como você se vê hoje em dia como um cara especialista em drinks? Eu iniciei nesse mundo etílico por um acaso. Caí de paraquedas em busca de emprego como faxineiro, pois era o que eu saberia fazer na área de A&B, mas aí resolveram me colocar no bar e eu gostei disto. Via profissionais encantando clientes com aquela alquimia toda e logo eu quis aprender a fazer igual. Fui atrás de cursos em Recife, depois São Paulo e Rio de Janeiro, e logo vieram resultados positivos. Foi então que comecei a ir para outros países aprender mais, algumas vezes como premiação de competições e outras como investimento próprio. Até hoje continuo a fazer estudos e já pretendendo fazer um tour de conhecimento neste segundo semestre.
O que procura na criação de um novo drink? Qual a receita do sucesso? No processo de criação eu inicio com um tema e um nome, logo eu também busco ingredientes legais e sempre com um toque não convencional. Usar técnicas inovadoras e assim trazer uma experiência sensorial.
Quais as novidades ainda para este ano? Ainda este semestre já estaremos servindo jantar todos os dias de funcionamento, eventos para grupos de amigos ou aniversário e melhorias no espaço.


