Entrevistar um cara como Luiz Fernando Guimarães, além de ser um grande prazer, é um mergulho por programas de humor de uma época áurea da TV de vanguarda. Fica até difícil elencar qual personagem marcou mais. Se bem que o Rui de “Os Normais” é inesquecível. Do seu Miro em “Vereda Tropical” até os diversos personagens no “TV Pirata”, Luiz deixou (e deixa) sua marca em qualquer personagem. Uma coisa é certa, temos que agradecer muito a atriz Regina Casé, sua amiga e cúmplice em tantas aventuras, que o levou para a TV e nos fez ficar fã de cada um dos seus trabalhos. Nessa matéria vamos fazer um revival que vai desde a época do grupo “Asdrúbal Trouxe o Trombone” até sua vida hoje criando floresta. Entre um click e outro com uma vista deslumbrante do hotel Praia Ipanema, fomos conhecendo um pouco mais desse carioca que tanto admiramos e do artista que amamos ver a cada novo projeto.

Luiz você diria que deve sua carreira ao grupo teatral “Asdrúbal Trouxe o Trombone”. Foi onde tudo começou? Foi fundamental para minha carreira, porque foi o que me incentivou a fazer teatro. Era um grupo que surgiu numa época em que o teatro era muito conservador, muito rígido, era teatro quase político. Asdrúbal veio com uma alegria e espontaneidade que o tornou um dos grupos mais premiados. Foi Regina que me apresentou ao grupo, foi minha primeira amiga do grupo que não acabou, na realidade o Asdrúbal trouxe Trombone existe até hoje! Você pode perguntar a qualquer uma das pessoas Evandro, Patrícia, Regina…todos.

Foi de lá que surgiu uma de suas maiores parceiras na carreira, Regina Casé. Como foi esse encontro? A Regina teve uma atitude muito interessante, o grupo estava ensaiando no centro Israelita Brasileiro (na rua Santa Clara) e o Hamilton era diretor do grupo e estava substituindo, ele estava fazendo o personagem que posteriormente eu iria substituir. E a Regina me pegou pela mão e falou assim: Fica com a gente! Diante disso eu fui ficando e viramos amigos imediatamente, de frequentar a casa dela, irmos à praia juntos, viramos irmãos. Então sim, foi através do Asdrúbal e principalmente através dela que eu virei ator! Repito até hoje para todo mundo!

O que o “Asdrúbal…” tinha de tão especial pra revelar tanta gente talentosa? Ele era totalmente irreverente. Era formado por pessoas vindas da zona sul com outras da zona norte, pessoas que tinham uma alegria enorme de representar. Acredito que foi uma identificação que fez com que Asdrúbal se tornasse esse sucesso inicialmente na zona sul, no teatro Ipanema, posteriormente fomos viajando pelo Brasil.

Seu primeiro grande trabalho na TV foi com o Miro em “Vereda Tropical”, em 1984, novamente ao lado de Regina Casé. Esperava por aquele sucesso? Diria que foi um divisor de águas na sua carreira? O meu primeiro trabalho na TV na verdade não foi o Miro em “Vereda Tropical”. O Miro era secretário do grande ator Walmor Chagas, não era ao lado da Regina Casé. Quando fiz o Miro, já tinha feito televisão, fiz muito com pai da Regina o Geraldo Casé, ele era diretor do Sitio do Pica-Pau Amarelo, fizemos grandes duplas no Sitio. Era um sitio de verdade, foi muito interessante, eu pude conhecer a tia Anastácia, aquele sonho de criança né? Emília, e era ali em Mangaratiba era muito legal. E “Vereda Tropical” foi muito bom, quem me chamou foi Jorge Fernando e Guel Arraes que sempre me chamavam para todas as novelas e que gostavam imensamente de mim. São meus amigos, fiz vários trabalhos com eles. Não diria que foi um divisor de águas na minha carreira, isso não concordo, mas que foi um trabalho muito importante para as pessoas me verem e conhecerem novos atores isso com certeza foi.

Quatro anos depois veio outro grande marco na sua carreira que foi “TV Pirata”, que até hoje virou uma referência em termos de programa de humor. Por que o “TV Pirata” fez tanto sucesso? “TV Pirata”, realmente foi um divisor, foi uma referência de humor. Tenho a impressão que os programas de humor de antes (isso é a minha visão), tinham algo radiofônico (radialístico). Eram atores que tinham uma embocadura radiofônica, e o grande mérito, eu acho, foi o Guel e o Claudio Paiva juntar na “TV Pirata” atores que vinham de teatro. Todos nós éramos de teatro, sem exceção. Éramos cinco atores e cinco atrizes, gravávamos as segundas e terças feiras no Studio Renato Aragão e foi um sucesso absurdo porque a gente debochava da própria televisão. Depois vieram outros programas fazendo esse tipo de humor e que se conservam até hoje né? Porque debochar da própria televisão é muito legal, muito divertido, faz com que o público acabe debochando dele mesmo, eu acho isso muito saudável.

O que mais te marcou nesses 3 anos de programa? O que marcou esses anos da “TV Pirata” foi exatamente não só o elenco, como o tipo de humor, e o programa muito bem produzido, caprichado e que deu muito aprendizado a todos nós para começar a fazer televisão. Pois todos vinham do teatro, estávamos costumados a ter público e quando começamos a fazer a “TV Pirata” nosso público eram as câmeras, era nosso termômetro, se a cena era mais ou menos, as câmeras reagiam mais ou menos, então tínhamos ali nosso termômetro. Foi muito bom até a gente poder ter, como acho que todo ator deve ter né? Que é seu termômetro interior, isso é muito importante, você saber se aquilo que está fazendo está sendo correto ou não antes que a primeira pessoa venha lhe dizer, né não?

Você sempre foi visto como um ator de humor, comédia, mas em 1997 você foi convidado para um papel mais dramático no filme “O Que é Isso, Companheiro?”. O que te instigou a aceitar um papel tão diferente do seu perfil? Se sentiu desafiado? Olha, falo disso com muito orgulho porque sempre gostei de fazer humor, comedia, gostei de ser irreverente. Acho que comecei por ali e eu não tinha o porquê mudar. É muito difícil você trabalhar com comedia, com a irreverencia. E acho que a dramaticidade é apenas uma pontuação, ela é a profundidade da sua respiração.

“O Que É Isso Companheiro” não foi uma coisa que tenha me deixado diferente. Primeiro, fui chamado pela Fernanda Torres, tinha Matheus Nastergale, Claudia Abreu, Pedro Cardoso, era uma turma de comediantes, então não me senti desafiado. Fiz normal, era muito bom fazer o filme, era muito bom estarmos juntos e achei bem interessante aquele personagem, aceitei de graça. Dei uma lida gostei da turma achei que naturalmente seria um filme de bang-bang, foi mais uma realidade, um quadro, mas foi muito bom. Não tenho problemas em me encaixar em programas assim ou assado sabe? O ator tem de estar aberto a todas as possibilidades. O que eu quero dizer é que ‘O Que é isso companheiro” não foi um desafio. Quando tem um elenco bacana, acho que isso é uma das coisas mais importantes pro trabalho fluir legal. Você ter companheiros em volta não só atores, como técnicos, diretores, cenógrafos, pessoas que torcem por você e vise versa.

“Programa Legal”, “Brasil Legal”, “Vida ao Vivo Show”, “Minha Nada Mole Vida”… Foram muitos programas de humor com formatos diferentes e sucesso de público.  Por que hoje em dia é tão difícil fazer um programa de humor diferente e que seja sucesso? O humor ficou difícil? Olha eu tive muito sucesso sim. Graças a Deus fiz programas que vieram seguidamente de muito sucesso. Logo após “TV Pirata”, fiz o “Programa Legal”, “Brasil Legal”, depois veio “Vida ao Vivo Show” com Pedro, “Minha Nada Mole Vida”, “Super Sincero”… Eram programas de humor e foram um sucesso imediato de público. Não acho que hoje em dia seja difícil fazer programas com humor. Não acho que humor ficou difícil, acho que o humor ficou diferente como a vida ficou diferente. Acho que teremos sempre humor. Teremos sempre um deboche em qualquer situação, acho que isso é inerente, principalmente com brasileiro, pois brasileiro é um ser comediante nato, já nasce assim.

Falar da sua carreira e não lembrar de Rui de “Os Normais” é impossível. Foram quatro temporadas e muitas aventuras. Chegou ao ponto de o povo achar que você e Fernanda Torres eram realmente casados? O que era mais fácil e difícil no programa? É verdade, durante muito tempo as pessoas achavam que Nanda e eu éramos uma pessoa só, ou que éramos casados. Onde eu ia perguntavam: onde é que está Vanir? E onde ela ia perguntavam: onde é que está o Rui? Acho que isso faz parte da química né? As pessoas levam pra verdade, pra credibilidade e isso é muito bom pro programa. Com a Regina foi a mesma coisa no início, com a Deborah no teatro também quando fazíamos “Fica Comigo Essa Noite”. Eu tenho essa coisa, não sei se eu ou a minha parceira, ou conjunto da obra faz dá essa credibilidade, as pessoas acreditam e é bom pro programa, para a peça. E “Os Normais” foram quatro temporadas de muito sucesso porque falava de coisas comuns e independente de casados ou não casados, noivos, separados, amigos… Acho que todo mundo se identificava com programa, e se identificaria até hoje se existisse, pois falava de relações né? E as relações estão ai. O programa foi dirigido pelo Alvarenga, um amor de pessoa, de fluido de set de gravação. Muitas vezes a gente não decorava o texto, já na confiança, tanto a Fernanda Young quanto o Alexandre Machado tinham na gente, eles mandavam muitas vezes o texto incompleto pra que nós pudéssemos improvisar em cima. Então as vezes improvisávamos bem, riamos no meio (risos), mas como era um programa que tinha uma tendência naturalista, muitas vezes o erro era acerto, era um programa bom de fazer. Tinha poucas repetições. Não errávamos muito e os texto vinham muito bem prontos e eram muito fáceis de decorar.

O que te faz sorrir e o que te tira do sério (algo que parece ser difícil)? Ah! O que me faz sorrir são muitas coisas, graças a Deus! São as ongs, as pessoas que lutam pela existência dos animais, os biólogos, as pessoas que lutam pela conservação da natureza, é o mundo animal, a existência de pessoas boas, orfanatos que acolhem crianças, abrigos, lugares que adotam crianças, o lado bom da humanidade, isso me faz sorrir. O que me tira do sério é esse fogo, são os desastres ecológicos, a falta de crença.

Seus últimos trabalhos foram em novelas. Uma questão de escolha pessoal ou oportunidade de trabalho? É, meus últimos trabalhos foram em novelas, mais não foi por opção. Me chamaram e eram pessoas conhecidas, eram pessoas mais ou menos amigas, e aceitei por conta disso. Não foi um achado, era uma coisa que não estava acostumado que deveria fazer depois de tanto tempo. Fiz novela lá no início da carreira, e achei que era o momento de voltar pra telinha, de fazer novos amigos. Sempre tenho um objetivo quando vou fazer novos trabalhos, fazer amigos, eu gosto muito de amizades então é meio por aí. Leio pouco, converso um pouco com o diretor, com a direção geral e sempre pergunto porque me chamaram, naturalmente tenho essa curiosidade, e novela é uma coisa, um caminho sem volta né? Porque ela começa muito bem, tem aquele meião que todos chamamos de barriga pra manter acesa a chama do público, e tem aquele final maravilhoso. Mas eu gostei de fazer, não é uma coisa que amaria fazer uma atrás da outra, mas achei bem interessante, bem divertido.

Ficou algum ressentimento da TV? Como você se enxerga nela hoje em dia? Olha não ficou nenhum ressentimento de televisão não. Acho que até foi bom. Posso voltar um dia, como fiz televisão demais, sou conhecido até hoje por conta disso. Dei um tempo para cuidar de outros aspectos da minha vida, porque a gente tem outras coisas também né? Gosto da TV e numa próxima oportunidade, dependendo do tempo que eu tiver, do momento da minha vida, eu aceito e volto tranquilo, a televisão não vai fugir e nem eu.

Muito se fala sobre preconceito hoje em dia. Seja lá de que tipo for. Você já sentiu na pele algum tipo? Olha, sou um telespectador, vejo muita televisão, não vejo um tipo só de programa, sou aquele que zapeia a televisão inteira, mudo muito de canal, vejo de tudo: vejo canais de ciência, canais sobre a vida fora da terra, vejo entrevistas, vejo novelas, series. Gosto de televisão, então acho que estar nela é bom, não pra mim, para os outros. É um veículo de comunicação muito forte, principalmente aqui no Brasil. Nunca sofri porque a primeira vez que fiz televisão era muito magro, Miro de “Vereda Tropical”. Quando me vi a primeira vez me assustei. Não sofri nenhum tipo de preconceito, muito pelo contrário, fui muito bem recebido, achei que era muito magro, daí eu entrei para academia, comecei a trabalhar minha autoestima e melhorar esteticamente claro, para que o público me visse de uma maneira diferente e para que eu pudesse ser indicado para papeis que me interessavam fazer tipo poderoso chefão (gargalhadas) brincadeira, mas tipo assim!

O humor é uma boa arma para se combater assuntos sérios como preconceito e injustiças? É sim. Com humor você consegue falar de coisas horrorosas. Realmente eu escolhi a coisa certa. O “Super Sincero” por exemplo é um personagem criado por mim, pelo Alexandre e pela Fernanda Young, falava coisas horrorosas. Assim, nunca fiz humor político porque não me interesso, porque acho a política chata, séria e ela não dá conforto. Então não sei fazer humor político, tem gente que sabe, não tenho nada contra, mas não é meu tipo de humor. Trabalho mais com situações o que acho muito bom. Você falar de coisas e fazer com humor debochado, humor irônico, humor transparente, falar de todas as coisas que são injustas, que são preconceituosas é importante. Acho que o humor nunca fala de coisas boazinhas, sempre fala de coisas que são constrangedoras, sempre fala de coisas conflitadas, o verdadeiro humor está focado em cima disso.

Você sempre foi um ator expansivo, mas por outro caro um cara discreto sobre sua vida pessoal. Como separar o que é público do privado? É, não me interesso muito em expor minha vida pessoal, porque intimidade o nome já diz tudo né? Intimidade. Então, quando uma pessoa está trabalhando, ela vai fazer o que? Ela vai mostrar seu trabalho, ela não vai mostrar sua vida em casa, a não ser que o trabalho dela seja esse, mas no caso do ator, representar é sua melhor arma é o seu melhor conteúdo e creio que meu público, o público que gosta de mim, ele não está muito interessado nisso. Sou um cara muito transparente, tudo mundo já me conhece, já dei várias entrevistas, e não preciso ficar batendo na mesma tecla toda hora, acho desnecessário e por vezes fica uma coisa até chata né? A não ser que seja uma luta política, uma luta social, mas geralmente eu não me engajo muito nessas atitudes, prefiro particularmente eu como pessoa Luiz Fernando, falar do que me engajar num movimento, a não ser em prol da Amazônia, contra as queimadas, contra esse tipo de coisa.

Como usou o tempo durante essa quarentena? Como ocupou seu tempo? Tenho uma natureza ao meu dispor que criei durante esses anos todos e essa quarentena me obrigou a parar ali, no lugar de conforto e comecei a observar outras coisas. Comecei a alimentar meus pássaros, comecei a fazer meus jardins. Comecei a construir coisas. Acho construção uma terapia mental muito boa. Física ou manual acho que distraí, diverte e fica com a mente criativa, então me voltei para lá, pra roça e estou a bastante tempo lá, aproveitando o que eu tenho de melhor, cuidando de pássaros, dos cachorros, da casa, vendo novos projetos pra terrenos, estudando meio ambiente, colecionando assuntos, me divertindo, fazendo esporte que e uma coisa que eu gosto, digamos que estou num momento de recreação.

E também criando florestas né!? Agora eu estou criando floresta. Tinha muito pasto, muita vaca e comecei, por conta de assistir tantos programas de s.o.s. planeta, comecei a ver que poderia reduzir os pastos e transformar em floresta, então está sendo um trabalho maravilhoso! Estudo de plantas, que plantas combinam, que plantas que são da área que eu posso replantar. Esse é um trabalho maravilhoso, quem sabe no futuro eu não possa entrar em uma equipe e fazer um documentário sobre isso? Acho interessantíssimo, salvar o planeta, acho que estamos nesse momento. Então minha vida está toda focada lá, Itaguaí, meu apartamento virou uma roça porque não tem quase ninguém, e a roça lá virou um lugar de muita criatividade, muita convivência, de muita alegria, muito esporte e de muito lazer. Nessa quarentena eu exercitei o papel de fazendeiro, paisagista, meu físico, meu intelecto.

Até hoje você é lembrado com muito carinho por parte do público (nós da MENSCH nem se fala!). Algum plano para voltar a atuar? Eu tenho sempre muitos planos. Tenho muitas cartas, tenho muitas ideias que vou colocando no papel e na primeira oportunidade vou soltando, de acordo com o assunto que me procuram. Tenho sim uns projetos aí em andamento para tvs a cabo, para o futuro, mas com esse momento que estamos vivendo fica muito difícil falar do hoje e do amanhã, então vamos esperar para ver como vão acontecendo as coisas. Espero que tudo se resolva o mais rápido possível porque trabalhar é muito bom, ainda mais representar, sinto muita falta.

Fernanda Young, Fernanda Torres, Débora Bloch e Regina Casé. O que cada uma delas representa para você? Como é a amizade para você? Tive sorte de fazer muitas duplas, não só femininas, mas duplas masculinas também. Fiz com Diogo na “TV Pirata”, fiz com Pedro Cardoso depois em “Vida ao Vivo” e Regina Casé me levou para o teatro e do teatro para televisão, então devo a Regina Casé, ser artista por causa dela. Acho que se não fosse ela, estaria fazendo outra coisa. A Debora Bloch já conhecia há muito tempo, éramos de teatro, e na “TV Pirata” fazíamos aquele casal Shirley e Ricardão, dali fomos para o teatro fazer “Fica Comigo Essa Noite”, viajamos o Brasil umas três ou quatro vezes e ficamos amigos. E somos até hoje muito amigos mesmo. E a Fernanda Young foi quem escreveu quase todos os meus personagens, ela e Alexandre Machado, ela amiga do coração e ele meu amigo até hoje, trocamos ideias. Eu vivia na casa deles conhecia a vida deles, então cada uma tem uma representatividade. A Fernanda se foi, mas continua viva, pra todos nós, tenho a Claudia Raia que é minha amiga do peito, do coração, que fiz durante a “TV Pirata” também. Tenho outras grandes amigas, Adriana Garambone, que conheci no musical. Grandes amigos que mantenho, acho que amizade é uma coisa a gente vai cuidando, não pode esquecer, vai ligando sempre, porque com esse afastamento físico, é legal o “oi, tudo bem com você?”, “vamos conversar on-line”. Tenho muito amigos também que não são artistas, mas que são do coração, amizade é muito boa, muito solida, tenho amigos de longas datas, e que não dificulta eu fazer novas amizades a cada dia.

Fotos Márcio Farias

Styling Samantha Szczerb

Beleza Dainanne Martins

Assist. de Fotografia Douglas Jacó

Edição de imagem Andressa Aquino

assessoria Montenegro Talent

Agradecimentos Hotel Praia Ipanema (@praiaipanemahotel), Amil Confecções e Eduardo Guinle