
Nicole Bahls construiu sua trajetória na televisão brasileira com carisma, autenticidade e forte presença midiática. Ganhou projeção nacional ao integrar o irreverente Pânico na TV, onde se destacou pelo humor e pela espontaneidade, conquistando rapidamente o público. Sua popularidade se consolidou ainda mais com a participação em A Fazenda, reality show no qual mostrou diferentes facetas de sua personalidade e reforçou sua conexão com os fãs, ampliando sua visibilidade no entretenimento. Sempre em movimento e se reinventando, Nicole voltou recentemente aos holofotes ao integrar o quadro Dança dos Famosos, exibido no Domingão com Huck. Na competição, evidenciou disciplina, dedicação e versatilidade, mostrando ao público uma nova dimensão de seu talento artístico.
No início da sua carreira no Pânico, você ficou conhecida pelas famosas “punições”. Como você lembra daquela fase e o que ela representou para sua trajetória na televisão? Eu lembro com muito carinho. Foi uma fase de muito aprendizado e também de muita coragem. As punições faziam parte da linguagem do programa, que era irreverente, ousado e completamente fora do padrão da televisão naquela época. Eu abracei aquilo com muito bom humor e entrega. Acho que foi ali que o público começou a me conhecer de verdade, a entender minha personalidade e minha disposição para trabalhar. Foi uma grande vitrine e abriu muitas portas para mim.

Muitas dessas punições exigiam coragem e bom humor. Teve alguma que foi especialmente difícil ou marcante para você? Teve várias que exigiram bastante coragem (risos). Algumas eram fisicamente difíceis, outras mais constrangedoras. Mas eu sempre encarei com muito profissionalismo. Uma coisa que sempre pensei era: “se é para fazer, vamos fazer bem feito”. Acho que essa entrega foi algo que marcou muito o público.
O Pânico na TV foi um fenômeno de audiência e revelou muitos nomes. Como aquela experiência moldou a profissional e a pessoa que você é hoje? O Pânico me ensinou muito sobre televisão, sobre improviso e sobre entender o público. Era um programa que exigia rapidez, jogo de cintura e muita personalidade. Eu amadureci muito ali dentro, tanto profissionalmente quanto como pessoa. Foi uma escola enorme.
Depois dessa fase, você participou de A Fazenda e teve grande destaque. O que mudou na sua vida depois do reality? A Fazenda foi um divisor de águas na minha vida. Porque ali o público conseguiu ver quem eu sou de verdade, sem personagem, sem roteiro. Acho que as pessoas passaram a me conhecer de forma mais humana, mais próxima. E isso criou uma conexão muito forte com o público.


Dentro de A Fazenda, o público viu um lado mais pessoal seu. Você acha que o reality ajudou a quebrar estereótipos que existiam sobre você? Com certeza. Muitas vezes as pessoas criam uma imagem baseada apenas no que veem na televisão. No reality, você não tem como esconder quem você é. O público vê suas emoções, suas fragilidades, sua forma de lidar com as pessoas. Acho que ali muita gente percebeu que eu sou uma pessoa simples, trabalhadora e muito verdadeira.
Entre momentos de tensão e diversão no reality, qual foi a situação mais inesquecível que você viveu no programa? O reality inteiro é muito intenso. Mas acho que os momentos de convivência, as amizades que surgem ali e até os desafios do dia a dia ficam muito marcados. É uma experiência que mexe muito com a gente emocionalmente. Mais marcante foi meu encontro com Maria Elisa e Pietra (cabras que ganhei de presente depois). Elas eram meu Porto Seguro durante minha permanência, preenchiam meu coração de carinho.
Já no Dança dos Famosos, o desafio foi completamente diferente. Como foi encarar a disciplina e a dedicação exigidas pela dança? Foi um desafio enorme. A dança exige muita disciplina, muito treino e muita superação. Eu sempre fui muito dedicada em tudo que faço, então mergulhei de cabeça. Era cansativo, mas ao mesmo tempo muito gratificante ver a evolução a cada semana.

Participar de um programa de competição de dança mudou sua relação com o corpo, com a performance e com a autoconfiança? Mudou bastante. A dança faz você se conectar de uma forma diferente com o corpo e com a expressão. Você aprende a se comunicar através do movimento. Isso aumenta muito a autoconfiança também.
Olhando para trás, passando por humor, reality show e competição de dança, qual desses formatos mais te tirou da zona de conforto? Eu acho que cada um teve seu desafio. Mas o reality talvez seja o mais desafiador, porque ali você está exposto 24 horas por dia. Não tem edição que esconda quem você é. É você ali, de verdade.


Atuar como atriz é um pouco te tirar dessa zona de conforto? Você curte? Pretende investir mais nessa área? Com certeza é sair da zona de conforto, e eu gosto muito disso. Eu adoro me desafiar e aprender coisas novas. A atuação é uma área que eu tenho muito carinho. Mas eu prefiro apresentar.
Digamos que depois de tantos anos na TV, o difícil não é entrar nela, mas se manter. Como você enxerga isso? Eu concordo muito com isso. Entrar pode ser difícil, mas se manter exige consistência, trabalho e verdade. O público percebe quando você é autêntico. Eu sempre procurei ser muito verdadeira comigo mesma e com as pessoas, e acho que isso ajuda a construir uma carreira sólida.
Hoje, com toda essa trajetória na TV, qual conselho você daria para quem sonha em entrar no mundo do entretenimento e lidar com a exposição pública? Eu diria para a pessoa acreditar muito em si mesma, se preparar e ter paciência. O caminho não é fácil, mas quando você trabalha com dedicação e amor pelo que faz, as coisas acontecem. E também é muito importante ter equilíbrio emocional para lidar com a exposição e com as opiniões das pessoas. Que elas façam e plante com amor e gratidão, que colhera bons frutos.


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