ESTRELA: JORDANA ENTRE A EXPOSIÇÃO E A SUA ESSÊNCIA

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Entre a intensidade do confinamento e a descoberta de uma nova realidade fora da casa, Jordana vive agora um dos momentos mais transformadores da sua trajetória. Após conquistar projeção nacional no BBB, ela passou a lidar com uma rotina marcada pela exposição, pelas oportunidades e também pelos desafios emocionais que surgem quando a vida se torna assunto público. Em meio às mudanças, a ex-sister busca construir uma carreira sólida sem abrir mão da própria essência. Na entrevista exclusiva para a MENSCH, Jordana nos falou sobre os impactos do reality em sua vida pessoal e profissional, relembra os momentos mais desafiadores do jogo, comenta a pressão das redes sociais e revela como tem cuidado da saúde mental diante da opinião pública. Ela também abre espaço para falar sobre vaidade, relacionamentos, planos para o futuro e o desejo de construir uma trajetória com propósito dentro da mídia, da moda e do entretenimento.

Sua participação no reality mudou completamente sua rotina. Qual foi o maior desafio ao sair da casa e encarar a vida aqui fora? Acho que o maior desafio está sendo entender que a vida aqui fora continua, mas em outra proporção. Dentro da casa tudo é muito intenso, mas aqui fora existe uma exposição constante, muitas opiniões, expectativas… e ao mesmo tempo você ainda está tentando assimilar tudo aquilo que viveu. Tenho aprendido a desacelerar mentalmente e entender que eu não preciso ter todas as respostas imediatamente. Ainda está sendo um processo de adaptação emocional para mim.

Dentro do programa, você precisou lidar com julgamentos constantes. O que essa experiência te ensinou sobre você mesma? Essa experiência está me mostrando que eu sou muito mais forte do que imaginava. E não só emocionalmente, mas em vários sentidos. Dentro da casa eu precisei lidar com pressão, julgamentos, conflitos e, mesmo em momentos em que eu sabia que estava em uma posição mais vulnerável no jogo, eu não desisti. Nas provas também percebi muito essa força, porque consegui me superar fisicamente em situações que eu nunca imaginei, como nas provas de resistência. Acho que estou descobrindo uma versão minha mais forte, mais resiliente e mais segura.

Existe algo que você faria diferente hoje em relação à sua participação no jogo? Hoje, olhando tudo com mais calma e ouvindo muitas coisas aqui fora, acho que talvez tomasse uma decisão mais estratégica ali na reta final do jogo. Não porque eu me arrependa da minha trajetória, muito pelo contrário, mas porque aqui fora você passa a enxergar movimentos e possibilidades que lá dentro simplesmente não consegue perceber. O confinamento mexe muito com a percepção das coisas. Ainda assim, tenho orgulho da forma como vivi o programa e de ter sido coerente comigo mesma durante toda a trajetória.

Como tem sido sua relação com a exposição nas redes sociais após o programa? Tem sido um aprendizado diário. As redes aproximam muito as pessoas, e eu gosto dessa troca real com quem me acompanha. Ao mesmo tempo, existe uma cobrança muito grande para estar sempre presente, produzindo, aparecendo, opinando… então estou aprendendo a criar limites para não me perder nisso. Acho que ainda estou entendendo qual é a forma mais saudável de viver essa exposição sem deixar de ser eu mesma.

Após o BBB, surgem muitas oportunidades. Como você tem decidido quais projetos fazem sentido para sua carreira? Tenho tentado escolher projetos que conversem com a imagem e com a carreira que quero construir daqui para frente. Depois do programa aparecem muitas oportunidades e tudo acontece muito rápido, então estou aprendendo a olhar além do imediato. Quero fazer coisas que tenham sentido para mim, que eu consiga me enxergar de verdade e que façam sentido a longo prazo também.

Existe algum estigma de ser ex-BBB? Como você lida com isso no meio profissional? Acho que ainda existe um certo preconceito por parte de algumas pessoas, como se quem participa de reality não pudesse ser levado a sério profissionalmente. Mas também sinto que isso vem mudando muito. O programa exige inteligência emocional, comunicação, adaptação, convivência… então acredito que tudo isso também traz bagagem. Tenho preferido lidar com isso mostrando quem eu sou na prática, através da minha postura e da forma como estou conduzindo minha carreira.

Você já tinha planos de trabalhar com mídia e entretenimento antes do reality ou isso nasceu depois? Eu já gostava muito desse universo antes. Já trabalhava com internet, moda, criação de conteúdo e sempre tive interesse por comunicação. O reality acabou ampliando isso de uma forma muito maior e hoje estou entendendo melhor as possibilidades que podem surgir dentro da mídia e do entretenimento. É um universo que me desperta muito interesse.

Como você tem cuidado da sua saúde mental diante da pressão e da opinião pública? Tenho tentado respeitar mais meus limites. Acho que depois de uma experiência tão intensa você passa a entender a importância de preservar sua saúde mental. Estou aprendendo a equilibrar melhor os momentos de exposição com os momentos de silêncio, de descanso e de conexão comigo mesma. Também tenho tentado ficar mais perto das pessoas que me fazem bem e não absorver tudo o que falam sobre mim.

Quais são seus próximos objetivos profissionais — pretende investir em TV, moda, empreendedorismo ou outra área? Quero explorar diferentes áreas, mas de forma sólida. Tenho muito interesse em moda, comunicação, entretenimento e também gosto muito da parte estratégica dos negócios. Então estou vivendo um momento de entender com profundidade quais caminhos fazem mais sentido para mim. Quero construir uma carreira com identidade e não simplesmente aceitar tudo sem direção.

Como lida com a vaidade? Qual o limite? Eu gosto de me cuidar, gosto de estética, moda, beleza… isso faz parte da minha personalidade. Mas acho que a vaidade precisa vir como complemento, não como dependência. Tenho aprendido cada vez mais que aparência nenhuma sustenta alguém sozinho. O limite, para mim, é quando a estética começa a valer mais do que a essência.

Longe desse agito, o que curte fazer para relaxar e recarregar as baterias? Eu gosto muito de momentos simples. Ficar em casa com a minha cachorrinha, ouvir música, assistir alguma coisa tranquila, viajar, ter contato com a natureza… isso tudo me ajuda muito a desacelerar. Depois de tanta intensidade e exposição, tenho valorizado bastante os momentos de paz e silêncio.

E para conquistar Jordana basta… Me fazer rir, me trazer paz e ter verdade. Acho que hoje admiro muito pessoas leves, inteligentes e que sabem tratar os outros com respeito.

Fotos @marciofariasfoto

Styling @fernandah_brasil

Looks @leodipinheiro

Make @makegonzovivi