Em meio a um ambiente masculino, duro e às vezes hostil, lá está Liliane Rocha, uma das poucas mulheres que trabalham na plataforma de petróleo, na série “Ilha de Ferro”, comemorou o lançamento da segunda temporada em outubro passado. A atriz Tóia Ferraz, vem mostrando que não está pra brincadeira e encarou poucas e boas na ilha de ferro em alto mar. Aqui na MENSCH ela vai para sua própria ilha muito à vontade. Puro deleite para os olhos e a alma.

foto: divulgação

Tóia uma coisa que não se pode negar é que as filmagens de Ilha de Ferro são agitadas não é? Como é encarar tudo isso? Gravar “Ilha de Ferro” é uma aventura, literalmente. Plataformas de petróleo são ambientes de altíssima periculosidade então tivemos que ter cuidado redobrado na hora de gravar muitas das cenas que estão na série. Confesso que eu, pessoalmente, adoro esse frio na barriga e sair da zona de conforto. Acho inclusive, que isso é umas das coisas que mais me fascina nessa profissão.

Como surgiu o convite e qual temporada foi mais puxada? O convite para fazer o teste na 1° temporada, surgiu logo depois de um viagem pra Nova Iorque, onde fiquei um tempo estudando interpretação. Quando voltei ao Brasil, fiz o teste e 1 mês depois, me mudei pro Rio pra iniciar as gravações. Acho que ambas as temporadas foram igualmente desafiadoras, mas, na 1° tudo era mais novidade – tivemos que ir pra navios, plataformas, fazer um curso no Centro Náutico do RJ para obter um certificado que nos permitia embarcar. Já na 2° temporada estávamos mais familiarizados com todo esse universo de plataformas. Então, foi mais tranquilo.

O que é mais difícil de segurar a onda numa plataforma de petróleo? Que treinamentos você teve? Pelo que senti e observei, conversando com pessoas que vivem embarcadas, e pelos dias que ficamos no navio plataforma, o mais difícil é ficar longe da família – a distância dos filhos, perder as datas comemorativas, como aniversários, natal, etc. Por outro lado, eu acho que é uma vida pra poucos, então quem faz essa escolha e fica, tem paixão pela vida em alto mar e acaba vendo outras vantagens. Eles viram mesmo uma família, se ajudam e gostam do que fazem. Tivemos treinamentos teóricos e práticos no Centro Náutico do RJ, com direito a prova no final do curso.

A quebra de braço entre mulheres e homens em um ambiente desse deve ser diário para elas obterem o real respeito não é? O que percebeu disso por lá? As mulheres ainda representam um número muito pequeno em plataformas de petróleo, se não me engano, a porcentagem gira em torno de 10 a 15%. Mas a percepção que eu tive, é que existe um respeito muito grande entre todos. Como é um ambiente que envolve muitos riscos, ninguém está ali para brincadeiras. É claro que tem momentos de descontração, mas as pessoas trabalham extremamente focadas.

Como foi contracenar, ser par romântico de Cauã e Júlio Rocha? É bem diferente trabalhar com o Cauã e o Júlio, acho que não existem duas pessoas mais opostas (risos). Ambos são extremamente queridos e profissionais, mas têm personalidades muito diferentes. O Cauã é mais discreto, técnico – já o Júlio é mais descontraído, brincalhão. Aprendi muito com os dois.

E pra relaxar de tudo isso, o que faz sua cabeça? Mar! Não tem nada mais valioso do que um mergulho no mar.

Você é mais do dia ou da noite? Onde é mais fácil te encontrar? Sou do dia – sem dúvida. Na praia é onde eu gostaria que fosse mais fácil me encontrar. Mas, como voltei a morar em São Paulo, isso nem sempre é possível. Eu adoro essa cidade, mas tento escapar sempre que possível, acho importante me reconectar com a natureza constantemente.

Como foi fazer esse ensaio na praia? O que ele traz para você? Esse ensaio foi libertador! Eu sempre tive uma relação meio estranha com o meu corpo, de achar que ele nunca estava à altura do que eu queria. Há pouco tempo atrás, passei por várias mudanças na minha vida pessoal e renasci mais forte e mais madura em relação a várias coisas, inclusive em como olho pra ele. Temos que ser mais generosas e saber que a beleza vem (mesmo) de dentro. Por mais clichê que pareça, é a mais pura verdade. Esse ensaio me pegou em um momento muito especial onde eu estava descobrindo minha potência enquanto mulher. A Erika (fotógrafa) foi muito sensível e deu vontade de colocar tudo isso pra fora através do olhar dela.

Como lida com nudez? Hoje, lido bem. É quase fundamental lidar bem com a nudez sendo atriz, ela será algo recorrente. Se tiver um propósito e não for vulgar, não tenho problemas. Acho inclusive que essa história do mamilo feminino ainda ser um tabu gigante, é um atraso sem tamanho.

Se acha sensual, sexy…? Quando? Tenho meus dias, ou fases…estou fazendo aula de dança agora e tenho trabalhado muito esse lance de me sentir sensual. É um aprendizado porque não acho que sou do time das 100% confiantes não – é algo que tenho que estar sempre cuidando.

 

É muito vaidosa? Como cuida do corpo e como lida com o espelho? Sou vaidosa e ultra disciplinada com o meu corpo há um bom tempo. Mas, tenho duas vantagens: adoro esporte e me alimentar bem. Felizmente, doces não são minha perdição, já uma caipiroska geladinha no verão (risos).

O que um cara deve ser / ter para chamar sua atenção? Não acredito muito nisso. Acho que essa ideias pré-concebidas que a gente tem do que gostamos e não gostamos vão por água abaixo no momento que alguém “quebra nossas pernas”. E esse alguém pode ser como for, não dá pra tentar pôr numa caixinha de adjetivos. Mas claro, precisa ter os valores básicos como ter boa índole, ser ético e generoso.

Em breve você estará nas telonas. O que vem por aí? Vem um filme divertidíssimo chamado “Galeria Futuro”, com direção do Fernando Sanches e com um elenco impagável: Luciana Paes, Otavio Muller, Ailton Graça e Marcelo Serrado. Imperdível!

Para conquistar Tóia basta… Ixi! Eu tô bem conquistada por um moço maravilhoso que o Universo me presenteou! (risos)