DAVI SALABERT CONSTRUIU SUA TRAJETÓRIA NOS BASTIDORES DA COMUNICAÇÃO DE ARTISTAS, INFLUENCIADORES, EMPRESÁRIOS E MARCAS NO BRASIL
Em um momento em que números de seguidores, visualizações e alcance passaram a ocupar boa parte das discussões sobre comunicação, o assessor de imprensa Davi Salabert defende que aparecer muito não significa, necessariamente, construir uma imagem forte.
Há anos atuando nos bastidores da comunicação, Davi desenvolveu sua carreira trabalhando o posicionamento de artistas, influenciadores, empresários, especialistas e empresas de diferentes segmentos. À frente da R2 Assessoria, acompanha de perto uma mudança na forma como figuras públicas e marcas se relacionam com a imprensa e com o próprio público.
Para ele, a velocidade das redes sociais tornou a comunicação mais imediata, mas também aumentou a necessidade de estratégia. “Hoje qualquer pessoa pode ter um vídeo com milhões de visualizações de um dia para o outro. O desafio é o que fica depois disso. Meu trabalho sempre foi olhar além da exposição daquele momento e pensar em como transformar visibilidade em posicionamento, credibilidade e uma história que faça sentido para o público”, afirma Davi Salabert.
Ao longo da carreira, o assessor esteve envolvido na criação de pautas, lançamentos, divulgação de projetos, construção de imagem e estratégias de relacionamento com veículos de comunicação. O trabalho, segundo ele, começa muito antes do envio de um release para uma redação.
“Tem gente que ainda acha que assessoria de imprensa é simplesmente mandar uma pauta e conseguir uma matéria. Existe todo um trabalho anterior de entender quem é aquela pessoa, o que ela tem de relevante para falar, qual é o momento da carreira e de que maneira aquela história pode realmente interessar à imprensa”, explica.
Essa mudança também fez com que o trabalho de comunicação se aproximasse cada vez mais da estratégia de carreira. Uma entrevista, uma reportagem ou uma participação em televisão deixa de ser vista isoladamente e passa a integrar a construção de uma imagem pública ao longo do tempo.
Davi também chama atenção para a diferença entre presença digital e reconhecimento editorial. Para ele, as duas frentes podem caminhar juntas, mas cumprem funções distintas.
“As redes deram autonomia para artistas, empresários e profissionais falarem diretamente com o público, e isso é muito positivo. Mas a imprensa continua tendo um papel importante de validação. Quando um veículo decide contar aquela história, existe um olhar externo dizendo que há algo relevante ali. É diferente de você falar sobre você mesmo.”
Depois de anos acompanhando mudanças no entretenimento, no universo dos influenciadores e na comunicação de empresas, Davi acredita que a principal transformação da profissão está justamente na necessidade de compreender cada cliente para além da divulgação pontual.
“Uma pauta boa não nasce porque alguém quer aparecer. Ela nasce quando existe uma história, um conhecimento ou um movimento que merece ser contado. É isso que eu tento encontrar em cada trabalho que chega até mim.”
Para o assessor, mesmo em um cenário em que qualquer pessoa pode produzir e distribuir o próprio conteúdo, a construção de reputação continua sendo um processo de médio e longo prazo.
“Visibilidade pode acontecer muito rápido. Reputação não. Reputação é construída pela soma do que você faz, do que você comunica e da maneira como outras pessoas e instituições passam a reconhecer o seu trabalho.”


