CARREIRA: Intercâmbio para maiores de 30‏, cada vez mais comum para executivos e profissionais em geral

Foi-se o tempo em que se pensava que fazer um intercâmbio para estudar no exterior era privilégio dos adolescentes. O mercado está pedindo profissionais com visão de mundo mais amplo e, cada vez mais, as que não tiveram tempo ou dinheiro para investir no sonho de morar no exterior quando eram mais jovens aproveitam um momento de maior estabilidade financeira para aperfeiçoar um idioma estrangeiro ou, fazer uma pós-graduação no exterior.


As opções são inúmeras, porém os países mais populares acabam sendo EUA, Inglaterra, Canadá ou Austrália e, os latinos como Itália, Espanha ou Argentina. Algumas alternativas de curto e médio prazo podem ser uma boa opção para quem não quer ficar muito tempo fora do mercado. Entre elas; as extensões universitárias na UCB (University of California Berkeley) na Califórnia, EUA oferece cursos de extensão universitária com duração de apenas 4 meses e que podem ser nas áreas de Gerenciamento de Projetos, Marketing, Finanças ou Administração. Para quem preferir San Diego. A UCSD (University of California San Diego) oferece cursos como “inglês para médicos” ou “inglês para advogados” ou, ainda os tradicionais “Business English” (Inglês para negócios) com duração de apenas 1 mês.

Para quem dispõe de mais tempo a UCSD também possui cursos de extensão com duração de 6 ou 9 meses que une Administração com ênfase em Recursos Humanos, Marketing ou Finanças. Para os amantes do velho continente; Londres costuma ser sempre uma opção popular! Pela diversidade cultural, vida noturna agitada e característica cosmopolita! Sendo assim, um curso de inglês com duração a partir de 1 mês voltado especialmente para profissionais são uma boa pedida! Inglês para advogados, médicos, engenheiros, publicitários, administradores, são apenas alguns exemplos.
 
No caso das línguas latinas, a Itália, a Espanha e a Argentina oferecem opções interessantes que combinam o idioma italiano ou espanhol com aulas extras em história da arte, gastronomia ou degustação de vinho. Entre as cidades mais populares para os balzaquianos, destacam-se o reduto de moda e design Milão, a histórica, clássica e sempre atual, Roma (assim como Elizabeth Gilbert no seu “Comer, Rezar e Amar”), a sempre intensa e surpreendente Barcelona ou, ainda, a vizinha com agitação e gastronomia que cabem no bolso – Buenos Aires. Paris, por sua vez, é como um pretinho básico, sempre charmosa e repleta de poesia e encantamento, atrai pessoas que buscam cursos que variam de 1 a 3 meses desde de francês básico até os renomados cursos de gastronomia ou aperfeiçoamento de dotes enólogos na Le Cordon Bleu, buscando, assim sentir-se “mais local” em na cidade mais visitada do mundo falando francês como um típico parisiense e entrando em sua arte, cultura e gastronomia mais a fundo.

Se a idéia é aliar a temporada de estudos com esportes radicais e muita adrenalina vale à pena pesquisar as alternativas disponíveis na Austrália, Nova Zelândia e África do Sul e combinar com surf, mergulho ou safári, por exemplo. Estes cursos tem duração a partir de 2 semanas! Fácil de adaptar até nas férias mais enxutas! Que tal aperfeiçoar o inglês em Cape Town (eleita pelo Guiness book a sexta cidade mais bela do mundo), fazer um safári no Krueger Park e depois pular do maior bugee jumping do mundo?! No mínimo inusitado, não é?

Já os que buscam um bom custo x benefício para um curso básico de inglês com duração a partir de 1 mês, cidades como Toronto ou Vancouver no Canadá continuam sendo a melhor opção. Além disso, aperfeiçoar o inglês e praticar esqui ou do snowboard é sempre uma boa pedida. Escolas de idiomas como a ILSC oferecem cursos de inglês com eletivas nas mais diversas áreas de comunicação, mídia e negócios.

Falando em mídia, para os cinéfilos de plantão a NYFA (New York Film Academy) com centro em NY e Los Angeles tem workshops na área de animação em 3D, Atuação e Filmaking e com duração a partir de 4 semanas. Os tipos de acomodação podem ser os mais diversos. Na verdade o fator acomodação é uma das grandes dúvidas de quem já passou da adolescência. Homestay tem suas vantagens: é uma ótima oportunidade para conhecer melhor a cultura do país visitado e manter um contato bastante informal com o novo idioma. Outro ponto positivo é no bolso, a homestay custa, em média, 30% menos do que ficar em residência estudantil e 50% a menos do que um flat individual. Além disso, café da manhã e jantar já estão incluídos no pacote. Entretanto o estudante deve estar disposto a compartilhar seu cotidiano com os anfitriões! É fundamental respeitar os horários e hábitos da casa! Pessoas muito independentes no Brasil podem não se acostumar. Aos que se decidem por uma “host family”, é uma chance única de fazer grandes amizades.
ENTREVISTA CARLOS REIS – EU FIZ INTERCÂMBIO
1 – Qual curso você fez e que duração foi?Fiz um curso de inglês na escola ILSC (International Language School of Canada) com três semanas de duração na cidade de Vancouver. A escola oferece opções a partir de uma semana de curso, mas considero o ideal no mínimo três semanas, se possível conciliando com o período de férias, como foi o meu caso. Existem várias opções de aulas que ficam a critério do aluno, como: marketing, cinema, teatro, business, etc. Além das aulas tradicionais de inglês. O idioma inglês é obrigatório em sala de aula e em todas as dependências da escola. Os alunos no primeiro dia de aula fazem teste de nivelamento, de forma que as turmas possam ter um equilíbrio no nível de inglês dos participantes.

 2 – Como foi a experiência de ficar em casa de família?Era uma vontade de adolescente, mas que consegui concretizar na fase adulta. Por muito tempo adiei por achar que era coisa para adolescente. No ano passado quebrei este preconceito e fui para Toronto, também no Canadá e me hospedei em casa de família e pude constatar que a vivência neste tipo de acomodação além de agregar uma troca de cultura sem igual, faz com que você tenha mais contato com a língua inglesa. Agora em 2011 repeti a dose e novamente foi uma excelente experiência. Já estou planejando a nova investida…

3 – Ficou satisfeito com o curso?
Com certeza! As escolas de línguas no exterior seguem metodologia de ensino semelhante ao que é desenvolvido aqui no Brasil pelas escolas tradicionais de línguas, mas o grande diferencial do curso no exterior é que convivemos com pessoas de várias nacionalidades, com suas diferentes culturas e experiências, logicamente todas tendo que se comunicar em inglês em sala de aulas, na cafeteria, nos eventos desenvolvidos pela escola e nos passeios turísticos que são comuns nos finais de semana.

 Confira algumas dicas para facilitar a seleção de uma família que seja a sua cara e saiba como proceder quando chegar lá:

ANTES DE EMBARCAR
Na hora de contratar o intercâmbio, preencha com calma a ficha de inscrição. Deixe claro se você é alérgico a animais, fumante ou não deseja ficar em uma casa com crianças, por exemplo. A mesma regra vale para restrições alimentares, como intolerância à lactose, dieta vegetariana ou religiosa.

Dez dias antes do embarque, telefone ou mande um e-mail para a host family. Esse primeiro contato é importante para você se apresentar e avisar o horário de chegada na residência.

Leve um mimo do Brasil. Evite bebidas alcoólicas e aposte em livros de arte sobre o país, doces típicos ou café.

VIDA FAMILIAR
O conceito de família mudou muito, portanto não espere encontrar a típica composição com pai, mãe e irmãos. Jovens solteiras, divorciados com filhos adolescentes ou casais de idosos fazem parte das casas cadastradas pelas escolas.

Cada residência tem regras diferentes, portanto informe-se das normas assim que chegar. Pergunte o melhor horário para tomar banho, usar a lavadora de roupas ou assistir televisão.

É seu direito tomar um banho por dia, mas não exagere debaixo do chuveiro. Em vários países o sistema de aquecimento é diferente e pode faltar água quente na casa se houver abusos. Outra dica importante: mais de uma chuveirada diária, só no Brasil!

A host family oferece duas refeições diárias: café da manhã e jantar. Se você não puder comparecer em um desses momentos, avise com antecedência. Viagens no final de semana também devem ser comunicadas.

Converse sempre com os anfitriões. Dessa forma, você treina o idioma e tem a chance de falar sobre a dinâmica da casa. O diálogo com a família é a chave para uma convivência agradável.

Está instalado e não se adaptou? Pode acontecer. Neste caso, peça mudança à escola ou agência.

Como as aulas costumam ser na parte da manha (entre as 9 às 13 horas) e apenas de segunda a sexta, é fácil aliar o intercâmbio com outras atividades culturais, esportivas e de entretenimento e a ótimas viagens de final de semana. Então, nas suas próximas férias do trabalho ou da faculdade; Não deixe de cogitar a possibilidade de turbinar o seu currículo, unir estudo a diversão e voltar diferente e melhor de uma viagem fazendo um Intercâmbio cultural no exterior!

Marina Motta é autora do blog e livro www.intercambioaz.com.br

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