Com a tendência mundial em inserir na vida moderna rapidez e praticidade, os fotógrafos, e também empresários, Marcelo Auge e Cassio Abbud, desenvolveram o Estúdio PHOTOLAB, criado em janeiro de 2014, quando os dois resolveram unir forças. Trazendo uma proposta mais dinâmica e inovadora em criar um alto nível em fotografia, a dupla gera conteúdo em dobro, com visões diferenciadas sobre um determinado tema e principalmente com mais agilidade. O resultado disso terminou estampado em telas e páginas de veículos nacionais e internacionais; Veja, Atrevida, Vogue Brasil, Folha de SP, O Globo e a própria MENSCH. Fotografando para publicidade, empresas, viagens ou personalidades como Demi Lovato, Reynaldo Gianechini, Xuxa, Marília Gabriela, Rodrigo Faro, Alexandre Borges e Luiza Possi, entre outras.

Quando vocês descobriram a fotografia? De que forma ela tocou vocês? CASSIO: Quando eu era pequeno, meus pais compraram uma polaroid e fiquei fascinado no registro instantâneo daqueles momentos. Era algo que eu poderia eternizar pra sempre, sem a intervenção de terceiros, como laboratórios de fotografias, quando você esperava o filme terminar e levava pra revelação. Lembro que tinha 13 ou 14 anos e estávamos no Hawaii. Lá fiz minhas primeiras fotos de paisagem, natureza. As guardo até hoje. AUGE: A fotografia aconteceu como consequência de uma paixão por comunicação e por arte em geral. Sempre fui muito ligado nesses dois “mundos”. Já produzi documentários, estudei teatro, fotografia, cinema, televisão, rádio. A fotografia foi a paixão que deu certo.

Em que momento a fotografia passou a ser profissão para você?  CASSIO: Assim que conheci o Auge. Ele conseguiu fazer com que a minha paixão se tornasse minha rotina. Sigo apaixonado pelo que faço, todos os dias. AUGE: Foi um processo natural. De início era curtição. De alguma forma o meu olhar fotográfico aguçou a curiosidade de amigos que começaram a me convidar para trabalhos não remunerados de fotografia. O mais impressionante é que esses amigos/clientes sempre voltaram. Logo em seguida, em 2010, comecei a estudar o tema oficialmente e desenvolver portfólio para realizar com cautela uma transição profissional. E assim abandonei o mundo corporativo de vez, assumindo a fotografia como projeto de vida.

Como se conheceram e sacaram que trabalhar juntos seria o caminho? CASSIO: Auge já era muito amigo de um primo meu de terceiro grau, que eu não tinha muito contato na época. E lembro que passamos a nos ver com mais frequência após retomar o contato com Fernando – meu primo, através das nossas contas no instagram. Fiquei admirado com o olhar do Auge e sinto que foi recíproco. Ele me procurou e disse gostar muito da minha visão também. Conversamos e tivemos a idéia de abrir um estúdio. A princípio não fotografaríamos em dupla, isso ocorreu naturalmente, não foi uma decisão.

Qual o limiar entre uma foto meramente técnica e uma obra de arte fotográfica? AUGE: O sentimento e a sensibilidade. Técnicas são ensinadas à qualquer um que deseje aprender fotografia. Mas o amor, a sensibilidade e a dedicação para captar o momento perfeito, você não consegue com técnicas.

Pode-se treinar o olhar para se tornar um bom fotógrafo? CASSIO: Claro! Sempre estudamos referências. Sejam elas fotográficas, obras de artes, cenas presentes no cotidiano. Um bom fotógrafo está sempre atento em tudo ao seu redor. O melhor ângulo, um momento que nunca se repetirá, a forma como a luz se movimenta. Isso faz com que sua mente projete algo que você deseja registrar. Também faz com que esteja pronto para clicar algo inusitado. O olhar do fotógrafo vem da alma!

O que mais faz a cabeça de vocês na hora de fotografar o que desejam? CASSIO: Adoro fazer retratos de pessoas e fotografar a natureza. Não existe uma regra para me expressar. Depende muito do momento, do mood que estou na hora. Normalmente sou mais quieto e observador. Gosto de direcionar, mas acredito que um clique perfeito seja mais espontâneo. Por isso observo bastante e aguardo o momento certo para disparar. AUGE: Amo registrar a vida cotidiana e a espontaneidade dos acontecimentos. Se essa realidade fizer parte do trabalho que desenvolvo, considero a missão completa. Sou bastante paciente, o que me facilita bastante na execução desse tipo de registro artístico. Cheguei a esperar meses para concluir uma foto, por exemplo.

Correções através de softwares maculam a foto? CASSIO: Depende muito de como os softwares são executados. Um bom software manuseado por alguém que possui domínio, vai certamente melhorar o resultado da foto. O mesmo pode ocorrer com softwares mais simples. Só que com a popularização desses programas, muitas pessoas erram a mão e acabam deixando a foto um desastre. Filtros e correções têm de ser usados com parcimônia. Afinal, o ideal é que a fotografia seja o mais fiel possível à realidade.

Trabalhar em dupla é mais legal por que? AUGE: Muito mais legal! Somos fotógrafos e assistentes ao mesmo tempo. Temos duas visões diferentes que se encaixam ao final. Geramos o dobro de material. Nos divertimos muito (quando não estamos nos trombando sem querer ou dando cabeçadas um no outro (risos) e na maioria das vezes nos entendemos só pelo olhar.