Há tempos somos apaixonados por Franciely Freduzeski. Ela foi nossa musa na edição impressa #3, já apareceu em matérias no nosso site e cá está de volta. E por incrível que possa parecer, nada mudou! Quer dizer, seu nariz” Que segundo ela estava caído, ela retocou e ninguém percebeu. Afinal, tem coisa bem melhor para se reparar não acham? Fran, já nos sentimos íntimos, passou uma temporada nos EUA, participou de novelas e peças nos últimos anos e está novamente cheia de planos. Uma mulher decidida, cheia de curvas e personalidade. Se Ela assusta os homens? “Ser uma mulher linda e com personalidade é o que assusta os homens. Ser só mulherão, no sentido de beleza, não. Aí você vira um troféu”, comentou ela durante nossa entrevista. Que por sinal traz um ensaio bem ousado, assim como gostamos de ver. Fran, sempre muito bem-vinda!

Ano passado você passou uma temporada nos EUA onde gravou um curta em inglês. Como foi interpretar em outro idioma? No curta “Maestro”, eu interpretei a Jéssica, uma mulher amargurada, que trabalha limpando um hospital, tem a mãe que sofre de Alzheimer e o filho que trabalha como motorista do uber para ajudar a família. Atuar em inglês é diferente. É um processo até ficar fluente. Você precisa estudar como eles falam, a fonética, memorizar, entrar no personagem… No início é difícil sim, mas nada impossível.

E como foi a experiência de morar fora por uma temporada? O que trouxe na bagagem? Foi uma experiência maravilhosa. Estudei com os melhores professores de atuação, na New York Film Academy e meu inglês hoje é fluente. Foi ótimo absorver a cultura deles em todos os sentidos. Aprendi coisas para a minha vida toda. Voltei muito mais madura.

Na volta ao Brasil você gravou uma participação na novela “Orgulho & Paixão” (Globo), como foi participar desse trabalho? Foi gratificante a participação. Deu para sentir saudades de voltar a trabalhar em uma novela toda. Thiago Lacerda, além de lindo, é uma pessoa extremamente generosa e talentosa.  

O que te instiga mais no trabalho de atriz? O que te deixa mais insegura nisso tudo? Não tem nada que me instigue mais ou menos. Gosto de atuar! Nasci para isso. Desde muito pequena, comecei com o teatro, ou seja, está no meu corpo. Minha memória só tem lembranças de que eu fui uma criança muito criativa. Sempre gostei de tudo que se relaciona a arte. A carreira em si já é muito insegura, não é sempre que você está no ar, fazendo uma novela, aí você tenta administrar com teatro, produzir algo. Temos que saber lidar com a euforia de estar em alta em uma semana e na outra, já é a vez de outra pessoa. Tem que entender que o sucesso pode acontecer ou não. O ego nunca pode estar acima dos seus valores.  

No teatro você participou de “Mais de Sessenta Tons de Cinza”, como foi isso? Interpretei 8 personagens diferentes. Eu procurei observar muito cada personagem que fiz para ficar muito diferente uma da outra. Eu mesma montei todo o figurino, fui adicionando componentes bem característicos de cada um. Pulseiras, óculos, peruca. Era um corre-corre danado a cada troca, além da interpretação. Tinha que me virar atrás do palco para dar tempo. Tudo que eu faço é um desafio e faço com carinho e muita dedicação. 

E “As mentiras que os homens contam” (peça que você também participou), quais são as mais comuns? (risos) Todos mentem, porém quando você vai amadurecendo, você cansa de mentir. Mas até isso acontecer, acho que ambas as partes fazem joguinhos de conquistas: “eu gosto de você”, “você é a única mulher”, “você é especial”, “nunca conheci uma mulher assim”, “não transei com ela”, “sou casado(a), mas vou me separar”, “não dormimos mais juntos” … Eu tinha uma pessoa, com quem eu me relacionei por um tempo, ele sumia do nada, e dizia: “dormi” (risos) Essa é a pior para mim. Dormia nada, me dava um perdido, isso sim!!! Mas ok, o tempo se encarrega de devolver para o remetente tudo de bom e ruim que fazemos.

Onde eles pecam mais na relação? Onde elas precisam melhorar? Hoje em dia tá difícil de dizer… Acho que tanto os homens quanto as mulheres pecam e precisam melhorar. Estamos vivendo uma geração tecnológica. As pessoas sabem elogiar, convidam para sair, fazem fotos, usam aplicativos, quando estão cara a cara com a pessoa, não sabem como agir. Tenho visto muitas meninas novas reclamando que os homens não sabem se comportar, não sabem valorizar, que só querem levá-las para a cama. Porém, existe um comportamento das mulheres que também está mudando e deixando os homens inseguros. Não acho que a mulher tem que sair por aí gritando para o mundo que ela pode sair com quem ela quiser e com quantos ela quiser. Sim, ela pode. Mas não precisa expor isso. Tenho um filho e não quero que ele olhe para as meninas como se fossem um objeto. Quero que ele a trate como princesa. Se ela não merecer, ele que caia fora, mas com respeito. Se eu tivesse uma filha, iria educar da mesma forma. Essa exposição desnecessária está acabando com os relacionamentos. Está tudo muito fácil. Quando eu saio à noite, o que mais vejo são pessoas bebendo e sozinhas. Ficam tão bêbadas que não sobra nada para contar. A paquera virou virtual, toda a coragem da conquista fica entre mensagens. Tudo virou motivo para competir e isso cada vez mais está distanciando homens e mulheres. Sim, temos que ter direitos iguais, principalmente no trabalho, mas eu sou careta, de uma família tradicional, acredito que o homem é o centro da casa. Isso não quer dizer que ele mande mais, ou menos, mas é a segurança, a proteção da família. Ambas as partes têm que ter respeito um pelo outro. Homens e mulheres se completam.  

Ser um mulherão assusta os homens? Como lida com isso? Ser uma mulher linda e com personalidade é o que assusta os homens. Ser só mulherão, no sentido de beleza, não. Aí você vira um troféu. No meu caso, eu aprendi com o tempo, a me tornar uma pessoa forte e ser muito clara e direta em tudo que eu penso e quero. Isso assusta porque as pessoas não estão preparadas para lidar com verdades. Eu lido muito bem com tudo isso, e prefiro ser esse mulherão assustador até porque sei que assusto mesmo. Ser você, te torna a pessoa mais incrível do planeta.  

O que você mais admira no seu corpo? Mudaria algo? Gosto do meu maxilar quadrado, que marca bem o rosto e acho exótico. Ainda mais porque agora virou objeto de desejo tanto dos homens quanto das mulheres. Porém, acho isso uma bobagem, nascemos com características nossas. Essa questão de harmonização, para mim, não serve. O que para você é harmonioso, para mim, não é. E vice-versa. Também gosto da minha barriga e cintura. O que eu mudaria? Já mudei: meu nariz. A ponta estava um pouco caída e estava me incomodando. Fiz e quase ninguém percebeu.

A sensualidade está naturalmente em você. Percebe isso? De que forma? Percebo sim e adoro! Sei que sou uma mulher sexy e isso não existe em todas as mulheres.  Percebo porque gosto do que vejo quando me olho, meu jeito de tirar fotos, meu olhar, meus cabelos, sei que isso atrai.  Adoro provocar. Mas está em mim. Minhas amigas brincam comigo dizendo que até brigando sou sexy. (Risos) E é verdade. Tenho meus próprios movimentos, não sei explicar. Aliás, cada um tem o seu, basta enxergar isso. Existem mulheres belíssimas, mas sem sensualidade nenhuma e que acaba virando uma beleza sem graça. Existe outras que nem bonitas são, mas atraem só pelo jeito de sorrir. Ser sexy é fundamental. É o tempero, o algo a mais da pessoa. Quando você mistura isso com charme, mistério, não tem para ninguém. A mulher se torna extremamente encantadora e irresistível. 

E o fetiche com pés, os seus e os dos outros, como surgiu? Gosto de pés bonitos. Acho que a pessoa que cuida do pé, cuida do resto do corpo. Eu sempre gostei do meu. Colocava muita foto deles nas redes sociais e as pessoas curtiam e me pediam mais imagens. Descobri que tinha muitos fãs apaixonados por pés…

O que te atrai nos homens? O que te seduz? Adoro homem cheiroso, charmoso e bem vestido.  Gosto do homem que se cuida, sem excessos, gosto de homem bem articulado, e se ele gostar de filmes, ganha vários pontos.  Não gosto de homem que grita, é espalhafatoso, que gosta de chamar atenção. Gosto de homens que conversam, engraçados, leves, que bebem um pouquinho, que gostem de viajar e apreciem uma boa comida.   

Como lida com o espelho e vaidade? Muito bem. Sou vaidosa. Sempre gostei de me cuidar. Sempre fui ligada ao esporte, sempre estive ligada com meu corpo. Vou a dermatologista todo mês, faço laser, peeling, cuido de tudo que posso sem exagerar em nada. Não sigo modas, não levo marmita para nenhum lugar, como de tudo, bebo socialmente e quando vejo que a balança sobe, fecho a boca.  Não tenho paranoias.  Gosto muito da minha imagem. Sei que vamos envelhecendo a cada dia, mas ainda não me vejo velha ou nova. Me vejo como um todo. Não me avalio por idade. Gosto de dormir cedo, aproveitar o dia, não pego sol, não tenho segredos e nem fórmulas milagrosas. Apenas vivo de uma forma saudável. 

Para conquistar Fran basta… ser inteligente e ter bom humor. Se o cara chega já falando em coisas para me impressionar, já dança na hora. O papo tem que ser leve. Fluir naturalmente. Gosto de homem que tem atitude, não fica de rodeios, fala logo suas intenções e eu decido se quero ou não. Homem tem que proteger a mulher sempre. Sou muito mulherzinha, amo ser paparicada.